sábado, 24 de outubro de 2009

OSVANDIR & ESSAS ADORÁVEIS GAROTINHAS II E III

ESTAS ADORÁVEIS GAROTINHAS II

Capítulo II
Nos Computadores

“Um dia eu sou menina,
no outro sou mulher.
Há dias em que o espelho é meu amigo,
outros, meu pior inimigo.”
(Bárbara)


Elas fazem tudo nos computadores. Com a mão esquerda digitam um texto no teclado, com a direita no mouse e com o fone nos ouvidos conversam com as amigas(os) ao mesmo tempo. Em MSN falam com uma terceira, discutem os temas das provas e comentam as novidades.

São multifuncionais, sem errar em nenhum lugar. Claro que o linguajar é bem reduzido, mas dá para todo mundo entender.

Não usam acento nenhum e criaram uma nova regra ortográfica da língua portuguesa.

Recortam fotos, clareiam fundos, corrigem posturas, mudam de posição e lá está uma nova foto para o álbum de fotografias do Orkut.

Criam blogs, ganham prêmios e selinhos e levam a vida como se o mundo fosse acabar amanhã.

Passam nos blog de suas amigas, leem o da Revista Capricho, ficam sabendo das últimas novidades.

E com facilidade acessam o twitter de qualquer lugar, do seu celular, ultra-moderno, ficam sabendo a maioria dos acontecimentos e envia uma mensagem curta o que faz com que isso seja transmitido e retransmitido rapidamente.

Uma novidade no Rio de Janeiro, logo é enviada para o país inteiro e o resto do mundo, traduzida pelo Google...


ESTAS ADORÁVEIS GAROTINHAS III

Capítulo III
Nos Parques de Diversão

Não basta ser linda, tem que ser maravilhosa.
Não basta querer, tem que poder.
Não basta ser boa, tem que ser talentosa.
Não basta ser inteligente, tem que ser esperta.
Não basta despertar vontade, tem que despertar desejo.
Não basta ser uma qualquer, tem que ser única!
(Brenda)


Pulam da Roda Gigante para o Carrinho de Choque, vão ao Carrossel, gritam na Montanha Russa e se assustam no Trem Fantasma. Acalmam na piscina de bolinhas e não querem saber de pequenos carrinhos.

Quando os pais pensam que tudo já acabou, ainda restam os Tobogans.

Comem pipoca, atiram nos bonecos de pelúcia, jogam argolas nas garrafas, compram algodão doce e misturam com churrasquinho de frango.

E agora os pais pensam que realmente acabou e elas dizem que vão passar no shopping...

E aí vão a praça de alimentação, jogar boliche, aparelhos eletrônicos e a dança do momento.

Quando exaustas, e os pais também, de segui-las à distância, ou de receber constantes telefones tipo mensagens enigmáticas:
__Pode vir, estamos no Shop... antes de completar a palavra, desligam!


MANOEL AMARAL
Leia o primeiro capítulo mais abaixo

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