quarta-feira, 21 de outubro de 2009

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL IV & V

Capítulo IV

O MESSIAS
“E aquela voz foi ouvida, por sobre morros e vales.
Ante ao messias de fato, que jamais quis ser adorado.”
(Raul Seixas)


A internet disponibilizou alguns vídeos que chamaram a atenção do mundo inteiro e aquilo se transformou numa incrível fonte de renda e um verdadeiro inferno para o sistema de segurança da cidade.

Vinha gente da Inglaterra, tentando tirar algum proveito, alemães curiosos, japoneses querendo investir, chineses trazendo novas tecnologias e até do Canadá querendo vender alguns aviões.

Muitos recebiam o visto de entrada, outros nem chegavam à sala do Diretor do Departamento dos Imigrantes.

A União, o Estado e outros Municípios não resistiram aquele movimento de independência.

Diziam que havia muito ouro estocado na gruta, milhões de Reais, dólares e Euros.

Foi nesta época que surgiu um Messias, conquistando todo mundo. Tinha algumas chagas nas mãos e nos pés. Curava enfermos e a sua igreja progrediu, em cinco anos tornou-se conhecida nas redondezas, no país e até no exterior.

O fluxo de pessoas que entravam e saiam dificilmente era controlado, apesar do bom sistema de segurança. O Estado já tinha vários espiões de confiança atuando no centro da cidade.

Vários satélites já direcionavam seus equipamentos fotográficos para aquela cidade.

Fotos minuciosas foram feitas e digitalizadas pelo Google.
Todos, na internet, conheciam os pontos fracos da cidade, só eles não percebiam, até as saídas secretas.

Continuavam naquela luta inglória. Onde existia um indivíduo daquela terra, ele estava disposto a lutar com as suas próprias armas e a sua coragem.



Capítulo V

A Muralha Caiu

As muralhas não te protegem, te isolam.
(Richard Bach)

Vários destacamentos militares foram enviados para destruí-los. A nova ordem não podia aceitar que uma cidade do interior desafi-asse a União.

Grandes somas foram gastas para infiltração e colocação de bombas no entorno da muralha.

A um sinal tudo foi para os ares, não sobrou pedra sobre pedra. Aquela que era a grande muralha, tão cantada nas noites de lua cheia, virou um monte de pedras.

O boato, como sempre, espalhado pelos próprios militares que ocupava a terra era de que todos estavam fortemente armados.

Porém o que se via, era uma população completamente indefesa.

O Messias apareceu no centro da cidade, mas foi brutalmente as-sassinado por um agente infiltrado e ainda jogou toda culpa num pobre coitado que foi terrivelmente trucidado pela população.

MANOEL AMARAL

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