domingo, 18 de outubro de 2009

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL II

Capítulo II
A Organização
" A democracia é um instrumento com o qual uma
minoria bem organizada governa uma maioria organizada."
(Vassili Rozanov)

O local foi crescendo em construções, tudo foi aumentando na cidade mais próxima. Os problemas se multiplicando.

Foi convocada uma reunião de nobres engenheiros e sábios para iniciarem os trabalhos da criação de um núcleo que futuramente se transformaria numa linda cidade.

Analisando o terreno, através de fotos aéreas, um engenheiro, coincidentemente chamado Cristalino, teve a brilhante ideia de fazer um desenho do núcleo em formato de um hexágono e denominar o local de Povoado da Senhora de Cristal.

No centro ficaria o Santuário (onde está localizado a gruta), no sopé da serra, local bem alto, contra enchentes.

Dotada de um subsolo rico em minerais e situado entre várias montanhas, com magníficas nascentes e uma área privilegiada geograficamente por rodovias e hidrovias, ponto de intersecção das rotas de transporte e escoamento da produção agro-industrial.

Devido à altitude, o clima é ameno entre 10 e 26 graus e a precipitação é considerada boa. Suas terras de pura cultura de primeira, são planas, ricas em águas.


O Povoado transformaria num centro produtor e comercializador de pedras preciosas, objetos de adorno em pedras. Tudo ali é feito de cristal, é uma fobia. Daí o nome de Povoado da Senhora de Cristal.

Como é sabido os Cristais são minerais dotados de energias puras. Eles possuem um campo atômico e emitem um tipo de energia sutil inesgotável, usada para auxiliar na cura de doenças físicas e mentais.

Assim foi que o Povoado da Senhora do Cristal, nos primeiros dez anos, encheu-se de moradores por todos os lados.

Necessário se fez tomar o cuidado de um planejamento para o futuro. Fez-se o Plano Diretor.

O mapa do povoado era até, de certa forma, muito interessante.
Tinha uma rua que circundava todo o perímetro, várias partiam do centro indo terminar nela. As quadras, eram irregulares, como retângulos de base mais comprida e a parte superior menor.

Como se um triângulo fosse cortado na parte superior. Essas quadras começavam maiores e iam diminuindo de tamanho a proporção que chegavam ao centro, na praça central do povoado.

As ruas não se cruzavam, passavam uma por baixo da outra. A foto aérea é que dava uma visão melhor.

Os serviços de água, esgotos, energia, telefones, internet passavam todos na mesma canaleta, debaixo dos passeios. Tudo muito bem planejado. A internet era por energia elétrica e todas as casas eram muito bem servidas. Era só ligar e divertir. Conta de Telefone? Ninguém pagava, era tudo via computador. A cidade bebia a super água da gruta.

Quem quisesse mudar para aquele local tinha que receber convite. Não havia mais vagas e uma lista enorme de nomes. Quando havia uma vaga por mudança, falecimento ou expulsão, ela era disputada, mas os dirigentes entregavam ao primeiro da lista, depois de uma análise de toda a vida do cidadão. Se ele não tivesse nada a contribuir, não era aceito. Critério? Os sete sábios do Povoado era quem decidiam.

Manoel Amaral

Um comentário:

  1. Esta ficando muito interessante.
    Esta cidade esta parecendo uma dos sonhos de qualquer pessoa.
    Muito legal

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