segunda-feira, 7 de setembro de 2009

OSVANDIR & O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU II

Capítulo II

JERICO

O termo “ideia de jerico”, seria uma má ideia. Ideia tola.
Na Região Nordeste do Brasil, jerico é o mesmo que mula.
Ou seja, seria o mesmo que ideia de burro, de mula.
(Google, pai dos burros)

O certo é que o povoado de JERICO (sem assento no “o”) estava bem mais desenvolvido que muitos outros, então Osvandir resolveu ir para aquele local. Levou seu assessor, porque depois da luz azul, os escritores não tinham valor. Todos foram plantar ou colher cebolas. Outros mais rebeldes foram enviados para as plantações de canas, para combustível, no setor de capina. Só quem conhece sabe o sacrifício que é!

Viajaram cerca de 300 km e chegaram a terra prometida. Um portal de concreto na entrada, com letras grandes, JERICO. Poucas casas boas, a maioria simples e muitos barracões.

A casa do Prefeito, como sempre, era a maior de todas. Deveriam encontrar com um tal de Jeq,(pronuncia-se “Jeque”), o rapaz que estava sempre tomando decisões. Osvandir pensou logo em “Jegue”, aquele jumentinho, que também é chamado de Jerico. Seria por causa dele o nome do Povoado?

Ele mostrou para os visitantes o que já tinham conseguido sem auxílio da energia elétrica.

Monjolos, engenhos, moinhos, todos funcionando com a água. Algumas peças foram retiradas de aviões velhos onde a abundância de alumínio é maior.

Existia uma fundição de alumínio e outra de ferro, que não ficamos sabendo como era o funcionamento devido o sistema de segurança ser muito bem controlado.

Gostamos dos moinhos de vento, onde a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água.

Por estarem próximo ao mar, num local onde secara um lago, encontraram sal, estavam fazendo grande negócio com ele. Utilizavam os antigos sistemas de retirada. Vendiam o sal grosso ou em barra e já estavam preparando um moinho para o refino.

Tudo estava correndo as mil maravilhas se não fosse a grande quantidade de malandros que estavam sempre chegando e saindo do Povoado de Jerico (sem acento no “o”).

Jeq era filho do Prefeito, uma pessoa boníssima, já bem velho. Os jovens do local tinham uma ocupação normal dos adultos. Ninguém ficavam sem trabalho. Criaram até uma moeda própria, mas o comércio funcionáva mesmo era a base de troca.

Osvandir ficou sabendo, conversando com alguns membros da comunidade, que Jeq sumira por uns tempos e ninguém soube direito por onde ele andara.

Procurara saber dele próprio por onde andara e só ficou sabendo coisas esparsas, o que aumentou mais o mistério.

Uns diziam que ele vira uma nave espacial lá no pasto da fazenda de seu pai. Outros foram mais incisivos e informaram que ele fora raptado por um disco voador.

Com estas informações contraditória, Osvandir resolveu convidá-lo para uma pescaria. Tudo preparado, barraca, lanterna, binóculos, facas, anzóis e minhocas.

Acontece que Jeq não era dado a ficar quieto, estava sempre em movimento, o que prejudicava a pescaria. Largaram tudo e foram conversar. Osvandir contou-lhe que já fora levado por um disco voador e mostrou-lhe os três pontinhos negros atrás de sua orelha esquerda, que sempre acusava a presença de Óvnis.

Jeq ficou impressionado e quis saber outras histórias de sua viada. Perguntou se ele passara pelo FBI e pela CIA. Osvandir fez um pequeno relato do que já tinha vivido e suas andanças pelo mundo procurando Ufos, mas nunca tinha trabalhado para aquelas entidades. Sabia muitos truques por eles utilizados, mas não chegara a frequentar o meio.

O jovem inquieto acabou confessando que esteve na guerra do Iraque e que fora contratado por empresas não muito confiáveis, para trabalhos temporários.

Os dois tiveram uma vida mais ou menos parecida, só que Jeq ainda tinha os pais e Osvandir perdera os seus quando ainda era criança.

Voltaram ao Povoado, sem peixe nenhum, mas com várias informações de ambas as partes.

Estavam almoçando quando um rapaz veio correndo avisar que a comunidade estava sendo invadida por um grande número de famigerados bandidos.

(Continuará, se sobrevivermos)

Manoel Amaral

Leia mais Osvandir em: http://www.textolivre.com.br/component/comprofiler/userprofile/Manoel

2 comentários:

  1. Oi Manoel. Blz?
    Viver sem energia elétrica, chega a ser inimaginável.
    Eu não consegueria viver, eu acho. rsrsrs
    Vamos ver o desfecho desta história.
    Deixa eu te perguntar: Sexta agora tem encontro de poetas?
    Não recebi o programa deste mes.
    Abraços e tudo de bom para vc
    Thyal

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  2. Oi passei pra conhecer seu blog, e desejar bom fds
    bjsss

    aguardo sua visita :)

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