sexta-feira, 31 de julho de 2009

Osvandir e os 10 livros mais vendidos

Relação dos 10 livros mais vendidos, de acordo com a Revista Veja. Do lado esquerdo os nomes originais dos livros e do direito os livros mais vendidos no Senado e Câmara Federal. Você pode discordar, coloque o nome que achar mais interessante e envie pelos comentários.

FICÇÃO
1. Amanhecer (Anoitecer do Senado) Stephenie Meyer
2. A Cabana (O Palácio do Senado) William Young
3. Lua Nova (Lua Cheia, vida Boa) Stephenie Meyer
4. Crepúsculo (Crepúsculo dos Deuses – Senado e Câmara) Stephenie Meyer
5. Eclipse (Nebolosos Negócios) Stephenie Meyer
6. O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos (Revolução da Elite Burra)Augusto Cury
7. Leite Derramado (Dólares Derramados) Chico Buarque
8. O Vendedor de Sonhos (Todos são Vendedores de Sonhos) Augusto Cury
9. O Caçador de Pipas (O Caçador de Marajás) Khaled Hossein
10. Anjos e Demônios (Anjos e Demônios) Este não dá para mudar, sic!Dan Brown

NÃO-FICÇÃO
1. Comer, Rezar, Amar (Jantar, Gastar, Viajar) Verbas Indenizatórias Elizabeth Gilbert
2. O Clube do Filme (O Clube da Corrupção) David Gilmour
3. Mentes Perigosas (Mentem Descaradamente) Ana Beatriz Barbosa Silv
4. Uma Breve História do Mundo (Histórias do Submundo do Senado) Geoffrey Blainey
5. Marley & Eu (Sarney & Eu) John Grogan
6. Uma Breve História do Século XX (Breve História dos Senadores) Geoffrey Blainey
7. Michael Jackson - A Magia e a Loucura (A Magia de ser Senador) J. Randy Taraborrell
8. 1808 (2009, ano da farra no Senado)Laurentino Gomes
9. Revolução na Cozinha (Revolução nos Créditos Consignados) Jamie Oliver
10. Gomorra (Sodoma & Gomorra – Senado e Câmara) Roberto Saviano

AUTOAJUDA E ESOTERISMO
1. Cartas entre Amigos (Favores entre Amigos) Fábio de Melo e Gabriel Chalita
2. Quem Me Roubou de Mim? (Quem Roubou de Mim?) Fábio de Melo
3. O Código da Inteligência (O Código sem Ética) Augusto Cury
4. Vencendo o Passado (Vencendo a CPI da Petrobrás) Zibia Gasparetto
5. Nunca Desista de Seus Sonhos (Nunca Desista de ser Senador) Augusto Cury
6. As Sete Leis Espirituais do Sucesso (Sete Leis para vencer no Congresso) Deepak Chopra
7. A Cabeça de Steve Jobs (Querem a Cabeça de Sarney)Leander Kahney
8. Confidencial (Atos Secretos)Costanza Pascolato
9. O Monge e o Executivo (O Monge e o Presidente) James Hunter
10. Gêmeas - Não Se Separa o que a Vida Juntou (Não se Separa Câmara do Senado) É tudo a mesma coisa! Mônica de Castro

Manoel Amaral

quinta-feira, 30 de julho de 2009

OSVANDIR E A INFLUENZA



“Tudo por dinheiro, até gripe suína criada em laboratório...”
Porcina, tia do Osvandir



Um avião saíra da Argentina, seguia pelo espaço, levando 154 pessoas de vários paises, para uma Convenção sobre o meio ambiente no Canadá.

Um dos passageiros começou a passar mal e foi ao banheiro. Tossia muito, tinha dor de cabeça, seus olhos estavam vermelhos e tinha febre alta. Olhou para cima, havia um tubo de ar condicionado que tinha ligação com o recinto onde acomodavam as demais pessoas.

Como bom terrorista que era, tossiu bastante ali, naquele recinto fechado, até cair desmaiado. A sua missão estava cumprida. Milhões de pessoas, em vários paises, seriam contaminadas por aquele vírus mortal.

Daí meia hora todos os passageiros estavam tossindo e com os rostos vermelhos. O piloto e o co-piloto, como estavam isolados, nada sofreram. Foram alertados pela aeromoça.

Imediatamente entrou em contato com a Central do Aeroporto; em retorno recebeu um comunicado de que o avião não poderia pousar no Canadá. Deveria retornar ao país de origem.

Quando tudo parecia perdido, eis que aparece Osvandir com suas idéias malucas. Quando ficou sabendo do ocorrido por seus informantes secretos, voou direto para a Argentina, chegando primeiro que o avião infectado.

Uma maleta preta, esquisita, brilhava na sua mão direita. O que seria aquilo? Só poderia ser mais um truque do Osvandir.

Ao chegar em Buenos Aires, o Aeroporto Internacional Eizeiza já estava todo isolado. Ninguém poderia desembarcar quando o avião suspeito pousasse.

Logo ao chegar, apresentou as suas credenciais aos policiais que formavam o cerco naquele local.

Alguns tiraram fotos de Osvandir com seus celulares. Mas logo foi requisitado pelos cientistas de plantão para apresentar a sua solução para mais este caso.

Entre vai e vem, conversa pra lá e pra cá, mais um cafezinho ou uma taça de vinho, os cientistas acabaram concordando com as idéias práticas do nosso herói internacional.

Seguindo suas instruções, assim que o avião pousasse, apenas o piloto, co-piloto e a aeromoça que não estavam infectados, deveriam descer.

Acontece que anteriormente, em laboratório brasileiro, Osvandir pode observar que um mosquito da Dengue quando picava alguém que estivesse acometido de gripe suína, H1N1, ou gripe A, por incrível que pareça, essa pessoa, não morria. O mosquito levava o vírus junto com o sangue sugado.

Então agora todos já sabem que dentro daquela maleta transportada por Osvandir estavam dezenas de mosquitos da dengue.

Com o esquema todo montado, assim que o avião pousou, com toda precaução, a caixa foi injetada no seu interior. Um breve silêncio se ouve, depois os passageiros ficaram apavorados, mas foram tranquilizados e que não precisariam ficar preocupados pois sairiam dali com vida.

Os mosquitos da dengue, daqui de nosso país, cumpriram a sua missão, sugaram o sangue de todos os passageiros.

Depois de uma hora, um a um, foram descendo daquele avião, já com melhoras visivelmente notada em seus rostos.

Terminada a missão, o avião foi totalmente desinfetado por inseticida.
Alguns mosquitos escaparam para a floresta mais próxima.

Dias depois Osvandir leu uma notícia preocupante num jornal:
“Dr Leonard Horowitz , cientista, denuncia que vírus da gripe suína foi fabricado em laboratório, combinando pelo menos três cepas de temíveis vírus, inclusive, o da gripe espanhola.”

Outro jornal completava o assunto:
“O surto está sendo provocado por uma combinação jamais vista, um super vírus (H5N1) formado por quatro tipos diferentes combinados em apenas um supertipo, o super vírus é composto por um vírus aviário, um humano e dois suínos (um de origem europeia e outro asiático).”


MANOEL AMARAL

terça-feira, 28 de julho de 2009

OSVANDIR E O OBJETO MISTERIOSO


"Uma vida sem festas é como um largo caminho sem pousadas."
(Demócrito)
Osvandir saiu da cidade dos monstros peludos e continuou pelo o interior do Estado.

Num restaurante de beira de estrada viu várias manchetes nos jornais: Jovem com gripe suína...
Jovem internada com bebê morto...
Jovem passou mal com sushi estragado...

As notícias não eram nada animadoras, mas seguiu cada vez mais para o interior. Queria fugir destes fatos que lotam os hospitais, postos de saúdes e farmácias.

Parou próximo a uma ponte, onde corria um rio de água cristalina e ficou por ali um bom tempo. Dizia que era para descansar o corpo e clarear a mente.

Olhou para frente, em linha reta e observou um pasto amarelado pelo capim seco. Lembrou dos tempos que fazia artes botando fogo nos lotes vagos de sua cidadezinha natal. Nem sei por que lembrou disto, talvez fosse pela cor ou mesmo o tipo do capim, o braquiária (brachiaria), que ele detestava. Esta praga africana, onde é plantada, não nasce mais nada.

Entrou no carro, seguiu tranqüilo por meia hora e aí encontrou dois veículos acidentados. Ajudou a transportar as vítimas para o hospital mais próximo. As enfermeiras perguntaram se estava envolvido no acidente, disse que não. Queriam saber se havia mais feridos, Osvandir informou que uma Van trouxera os outros.

Perguntou o nome do local, para um velhinho de barba branca e uma bengalinha nas mãos, ficou sabendo que era uma cidade famosa pelos fatos inusitados que saiam nos jornais do sul do estado.

Resolveu ficar por ali, quem sabe poderia registrar em sua possante máquina digital, as imagens de algum objeto não identificado.

Andou por ruas, becos, trilhas e cavernas, nada de diferente do que já vira em outros locais.

O povo era acolhedor, dado a festas de fins de semana, com churrasco e tudo mais. Belas garotas passeando nas pracinhas depois das aulas e à noite, nos locais denominados “point” pela juventude.

Osvandir até gostou, piscou os olhos para algumas, saiu com outras e tudo ia correndo muito bem. Local para divertir é que não faltava.

Num churrasco, regado a um bom vinho do sul, escutou histórias muito interessantes. Até a do cachorro e a viúva eles já sabiam...

Ficou conhecendo uma garota diferente, numa das festas, era a Flávia, uma jovem quietinha, saía de casa poucas vezes por semana. Suas amigas estavam sempre dizendo:
__ Você precisa sair mais menina. Vamos hoje para a festa de São João.

Ela não estava muito interessada. Dizia que iria ver um bom filme e deitar mais cedo. Outras vezes dizia que tinha prova na segunda-feira e iria estudar.

Assim passava os dias: estudando em seus livros, hora no computador, TV ou uma rápida saída para as ruas do seu bairro. Não estava muito interessada o que o resto da turma fazia ou deixava de fazer.

De tanto ficar em casa e ver estes filmes na TV, às vezes ficava excitada, tinha que correr para o banheiro e tomar um bom banho de água fria.

No sábado, Osvandir saiu com alguns amigos e notaram um movimento maior na casa de Flávia. De repente até a ambulância chegou. Pensaram: “a menina deve ter adoecido de tanto ficar em casa”.

No hospital uma aglomeração impedia Osvandir de aproximar-se e tomar conhecimento do que acontecia.

Como os enfermeiros não diziam o que se passava, ele resolveu aplicar aquele velho esquema dos filmes: vestiu um jaleco branco e foi entrando. As enfermeiras não entenderam nada. Muito menos Osvandir.

Em cima da mesa operatória estava a Flávia, nua, com uma coisa esquisita entre as pernas. Aproximando mais pode notar que era uma pequena garrafa de vidro.

As enfermeiras não sabiam o que fazer mediante aquele fato incomum. O jeito foi Osvandir tomar alguma providência: pediu uma tolha molhada, uma seca e luvas. Aproximou-se da garota e pediu um martelo. As enfermeiras ficaram apreensivas.

Osvandir estendeu a toalha molhadas cobrindo as partes íntimas da garota. Pegou uma placa de metal, colocou por baixo da garrafinha e cobrindo esta com a toalha seca. Deu uma só martelada e estava resolvido o problema. Os cacos foram retirados e o gargalo da garrafa soltou-se sozinho.

Desmaiada, a pobre não percebeu nada do que se passara. Acordou assustada sobre uma aconchegante cama de um hospital.

As enfermeiras queriam saber quem era aquele que fizera um bom trabalho em poucos minutos, parecendo ter caído do céu. Mas Osvandir já tinha tirado o jaleco e sumido na multidão.


MANOEL AMARAL

sexta-feira, 24 de julho de 2009

OSVANDIR E OS ATOS SECRETOS


OS desacATOS SECRETOS



Osvandir foi chamado ao Senado Federal para investigar os Atos Secretos. Recebera ao chegar, um envelope do Secretário Geral, com emblema da República e a palavra TOP SECRET, logo mais abaixo o seu nome.

Abriu com cuidado, retirou o conteúdo, era um documento supersecreto, assinado pelo Diretor Geral. Agora só os dois sabiam da existência deste Ato Secreto que recebera o nº. 666, datado de 06/06/06, para disfarçar.

O ato era tão secreto que até a assinatura do Diretor era invisível, só podendo ser vista por aparelhagem especial, existente no Centro Planaltino de Inteligência – CPI, com a ajuda do Mago Merlim.


Eis o documento na íntegra:


ATOS SECRETOS DO DIRETOR-GERAL


NOMEAÇÃO

Ato Secreto Nº. 666, de 06/06/06

O Diretor-Geral, no uso de suas atribuições regimentais e regulamentares RESOLVE nomear, na forma do disposto na Lei Federal, OSVANDIR VIEIRA NICOLAI, para exercer um cargo ULTRA-SECRETO, com lotação e exercício no Centro Planaltino de Inteligência - CPI.

Assinatura Secreta

Até aí tudo corria normalmente, Osvandir recebera um uniforme de administrador de redes de computadores, como logotipo da empresa um enorme “C”, no bolso direito. Uma palavra destacava-se naquele macacão: Confiança. Era o nome da empresa.

Com aquele tipo de serviço ninguém ia desconfiar de nada. Poderia entrar e sair em qualquer lugar, transportar papéis, digitar, etc.

Montou seu QG num quartinho, bem no fundo de um gabinete em reforma.

Começou a ouvir as conversas de todos, dali daquela central. Foi gravando tudo.

Tinha muita gente preocupada com uma lista que ia ser publicada. Tratava-se dos nomes dos Senadores beneficiados pelos ditos Atos Secretos. Eram muitas nomeações de parentes. Até o namorado da filha do chefe estava no meio. Avós, pais, filhos, netos e bisnetos; primos, sobrinhos, irmãos, tios; uma lista interminável de apaniguados dos velhos políticos. Os parentes ganharam cargos sem que seus nomes fossem publicados em órgãos oficiais.

Essas medidas entraram em vigor, gerando gastos desnecessários e suspeitas da existência de funcionários fantasmas, criando cargos e privilégios, aumento de salários sem conhecimento público

Os funcionários, que tudo sabem, mesmo antes dos altos escalões, tomaram conhecimento que havia um investigador trabalhando no meio deles.

Foi uma debandada total, era gente correndo por todos os lados, com relatórios, pastas, arquivos, enfiados nos bolsos e nas sacolas. Papéis foram queimados, outros voando pelas janelas dos prédios, alguns jogados nos rios e no lago do Planalto.

Os telefonemas aumentaram, congestionando as linhas, ninguém conseguia falar nada, uma chiadeira incrível.

Aí o Presidente de Setor, disse para o funcionário:
__ Esses Atos você guarda e aguarda!
Até que alguém, maliciosamente observou:
__ Olha o Guarda!

Foi até engraçado, muitos queriam esconder documentos por todos os lados... Um alto funcionário entrou em desespero e começou a devorar folhas e mais folhas de papel A4, só depois verificou que estavam em branco...

Terminada a investigação, Osvandir entregou o relatório para o Diretor Geral sugerindo exoneração dos envolvidos, que trabalhavam ligados ao comando da Casa. Medidas punitivas também foram incluídas, para evitar mais escândalos oriundos daqueles atos secretos.

Pedindo exoneração daquele cargo ultra-secreto, Osvandir seguiu pelos corredores daquela Egrégia Casa até sumir entre uma porta e uma escadaria.

Aquele fora o último Ato Secreto publicado pelo Diretor Geral que também acabava de ser exonerado!

MANOEL AMARAL

segunda-feira, 20 de julho de 2009

OSVANDIR, A VIÚVA E O CÃO


"É melhor ter um cachorro amigo do que um amigo cachorro."
(Fabricio Bravim Melotti)


Osvandir estava num daqueles dias difíceis, que até aqueles três pontinhos atrás de sua orelha esquerda, herança da sua última abdução, começaram a doer. A cidade onde iria ainda estava longe, a uns 100 km de distância.

Parou na beira da estrada para tomar um cafezinho e ao sair ouviu um assunto que lhe interessou. O pessoal fazia referência a uns seres peludos que andavam aparecendo no meio do mato e na próxima cidade, onde iria visitar.

Seguiu mais temeroso pela estrada, logo que seu carro começou a ganhar velocidade, notou qualquer coisa atravessando a estrada aos saltos.

O seu corpo começou a tremer e sentiu um friozinho subir a espinha dorsal.

Depois de um velho pequizeiro, já preto pelas constantes queimadas de beira de rodovia, viu uma placa indicativa de trevo para a cidade.

Diminuiu a velocidade, contornou à direita e ia seguindo por aquela estrada de terra, quando apareceu uma vaca sem ele saber de onde saiu... Seria mesmo uma vaca? Não prestou muita atenção.

Alguns pontos de referência como uma montanha já bem escavada para retirar cascalho, uma pequena ponte de madeira, depois do bambuzal.

Chegou a cidade depois de uma pequena elevação de terreno. Lá em baixo dava para ver que era pequena, não passava de uns vinte mil habitantes.

Foi passando por aquelas ruas, algumas calçadas outras não, até chegar a um hotel indicado por um proprietário de bar.

Preencheu aquelas fichas, assinou o livro e recebeu a chave para do seu quarto. Desfez as malas e deu uma olhada pela janela. Uma casa grande chamou-lhe a atenção por causa de quatro pilares bem na entrada que poderiam significar: Ciência, Filosofia, Arte e Mística.

Pensou: “Deve ser de alguém letrado, ligado a estas ciências antigas”.
Procurando informar-se melhor ficou sabendo que aquela casa fora construída por um alemão, depois da segunda guerra mundial, mas hoje era ocupada por uma viúva jovem, de um grande empresário ligado a área de produtos alimentícios.

O dito empresário seguia em seu bimotor para São Paulo quando sofreu um acidente. O seu corpo nunca foi encontrado.

Com todas essas informações Osvandir, curioso, não deixou de observá-la, quando podia, com seu possante binóculo.

Tomou um banho frio, desceu as escadas, ele estava no segundo andar do hotel, almoçou e foi dar umas voltas, comprar jornais e ver se conseguia mais informações sobre as estranhas criaturas peludas.

Um dos jornais que comprou, com o sugestivo nome de “O REPÓRTER”, era mais sério, publicava propaganda das obras do Prefeito, já o outro, em formato de tablóide, com cada página medindo aproximadamente a metade do tamanho do outro jornal, só para gozar o principal, tinha o nome de “ARRE PORTER”. Este pequeno jornal era mais fofoqueiro, publicava página policial, esportes, fotos de mulheres bonitas, tudo que o povão gosta e o preço era baixo: R$0,25.

Numa roda de amigos ficou sabendo que há dois dias aparecera alguma coisa diferente na periferia, à noitinha, mas quando foram apurar era um jovem que pulara o muro da casa da namorada...

Ao chegar no seu quarto pegou o binóculo e olhou aquelas ruas escuras, já era quase meia noite. Alguma coisa chamou-lhe a atenção, no quarto da viúva havia uma criatura negra, do tamanho de um cão.

No outro dia quis saber do gerente do Hotel Pirâmide, o que era aquilo que viu na noite anterior na mansão da viúva. O velho Senhor José informou-lhe que ela não largava daquele cão negro o dia inteiro.

Desconfiado, passou a observá-la à noite. Por trás daqueles finos tecidos da cortina da janela, descobriu que o animal ficava na cama deitado com ela.

No fundo do quintal uma piscina grande, com água azul. Toda manhã ele nadava junto com aquela Senhora.

O tempo foi passando e Osvandir ficando impaciente, nada acontecia de anormal naquela cidade tão falada.

Porém, sempre existe um porém, naquela noite ele foi deitar mais cedo e de manhã foi despertado por um barulho diferente nas ruas, um zunzum de pessoas por toda parte.

Na frente da mansão da viúva uma ambulância e enfermeiros entrando e saindo. Não viu o cão preto. Mais tarde soube do que aconteceu.

Ao pegar o caminho de casa resolveu comprar os dois jornais rivais: “O Repórter” e o “Arre Porter”. O primeiro trazia a seguinte manchete: “Cão agrediu Viúva”. O outro dizia: “Viúva da mansão foi estuprada por seu cão” e completava dizendo que os dois, grudados, foram parar no hospital.


Manoel Amaral

quinta-feira, 16 de julho de 2009

OSVANDIR E A DURA REALIDADE

O LADRÃO ESPERTO

"Nem todo patife é ladrão, mas todo ladrão é patife." (Aristóteles)


Estou contando o que ouvi, não cheguei a examinar o processo:
Um ladrão foi roubar num sítio, aqui na região. Chegou, escondeu-se no mato, esperou escurecer. Não viu ninguém por ali. Foi entrando no barracão, através da porta principal, arrombando-a com pé-de-cabra.

Porém não contava com o fator surpresa: o dono do sítio estava lá dentro. Numa luta corporal o proprietário pegou uma foice e cortou uma parte do pé daquele bandido.

Comunicou o caso a polícia, fizeram um Boletim da Ocorrência.

O sitiante pensou que o caso estava encerrado. Não estava nem começando...

Dias depois recebeu uma citação para comparecer a audiência a realizar-se três meses depois.

Era uma ação por danos materiais e morais. O ladrão reclamava que não podia mais andar e muito menos trabalhar, (logo ele que nunca trabalhou na vida!) por isso, além das despesas com hospital requeria uma pensão mensal de um salário mínimo até quando completasse 65 anos, a título de danos morais.

O réu disse que não poderia concordar com tal absurdo, pois o bandido foi até a sua casa para roubar. Não havendo acordo, deu-se prosseguimento ao processo e meses depois veio a sentença condenando o réu aos valores mencionados.

Houve apelação, nada adiantou. A sentença foi confirmada. Quando veio a soma dos valores atrasados, mais custas, honorários e coisas tais, o Senhor João quase teve um ataque do coração.

Não conseguiu pagar tudo, foi preso e maltratado na prisão, a família pagou o restante.

Mediante todas estas humilhações, aquele Senhor de 65 anos, deu fim na vida, bebendo um veneno que adquiriu na farmácia mais próxima.

No outro dia Osvandir viu o autor da ação transitando pelas ruas numa big cadeira de rodas movida a bateria...


MANOEL AMARAL

terça-feira, 14 de julho de 2009

OSVANDIR E O GOLPE DO ACIDENTE


“Não tenha medo de tentar nem se culpe
quando fizer algo que não dê certo.”
(Luiz Gasparetto)


Há uns dez anos aconteceu um fato muito interessante em Belo Horizonte, capital de Minas.

Aqueles ônibus loucos, aquelas obras inacabáveis, carros velhos e novos buzinando a todo momento, motos por todo lado, tudo contribuindo para que cada dia o trânsito ficasse cada vez pior.

Osvandir descia lá do alto da Avenida Afonso Pena, com intenção de pegar a Avenida Amazonas e vir para sua terra, mas antes pode observar um fato muito esquisito.

Viu um homem de meia idade, atravessar uma rua em disparada, não deu tempo do motorista da Kombi parar e o infeliz bateu com o corpo todo na lateral direita do veículo, provocando um grande amasso na lataria.

Até aí tudo bem, mais um acidente naquele conturbado trânsito.
Engano, aquilo gerou um rumoroso processo judicial.

O motorista ficou receoso de que o pedestre solicitasse algum valor de indenização na justiça e antes que isso acontecesse pediu a um advogado que preparasse uma Ação de Indenização por Perdas e Danos, contra o infeliz.

Como a justiça é morosa, gastou alguns meses para o Senhor Jairzinho ser citado para a audiência. Achou muito interessante, pois não devia nada a ninguém. Leu a documentação entregue pelo Oficial de Justiça, mas não entendeu muito bem.

Na petição o Advogado fazia uma série de alegações e munido da perícia concluía que o pobre do pedestre havia atropelado o veículo e requeria danos morais e materiais.

Aquele processo serviu de gozação no Fórum local, mas o fato é que ele seguia os trâmites legais.

No dia da audiência, o MM. Juiz notando a pobreza do indivíduo e a malícia do autor, propôs um acordo: o autor pagaria as custas e o advogado, o réu comprometeria perante todos que não reclamaria qualquer tipo de indenização no futuro.

Ambos satisfeitos, declarou-se encerrado mais um processo na primeira audiência.

Tudo estaria esquecido se não fosse uma conversa que Osvandir ouviu, por acaso, depois da audiência:

__ Você conseguiu sair de mais essa, não é mesmo Jairzinho?
__ É, eu errei o cálculo, a minha velocidade não deu para cair na frente do veículo, aí bati na lateral.
__ Como é mesmo esta história? Perguntou Osvandir.
__ O Jairzinho já vinha planejando este acidente há tempos, com a intenção de pedir indenização. Acontece que ele não foi feliz no golpe...
- informou um amigo.

Osvandir saiu dali sem saber quem era o mais esperto, se o motorista ou o atropelado.

MANOEL AMARAL

quinta-feira, 9 de julho de 2009

OSVANDIR E O 'SEO' JOAQUIM


Da Série
PORTUGUÊS

Capítulo I
De como usar: Mal e Mau

“O Lobo Mau foi comer os três porquinhos
e acabou pegando gripe suína.”
Cam(ar)ões, primo Português do Osvandir


Osvandir leu alguns cartazes, e-mails e notícias na internet e ficou indignado.

O povo não está sabendo empregar bem as palavras Mal e Mau.

Fez uma listinha de frases, enviou-me para publicação, pedindo para que contasse uma historinha legal.

“O Lobo Mau comeu a vovozinha, ficou sentindo mal, acabou internado no hospital”.

“Chapeuzinho Vermelho que de boba não tem nada, não acreditou na conversa fiada do Lobo Mau, que é mesmo muito mau e cara de pau, não seguiu a estrada indicada que era um mau caminho.”

“A Branca de Neve, aquela dos 7 anões, entendeu mal as palavras da bruxa e acabou mordendo a maçã envenenada”.

“A Bela Adormecida que dormia há quase cem anos, foi despertada por um belo Príncipe que lutava contra o mal.”

“O Lobo mau queria comer os três porquinhos e ao assoprar a primeira casa, ficou passando mal.”

“O homem mau está sempre de mau humor.” (Billy the Kid)

“Nos filmes, o bem sempre vence o mal.”

“A violência é um mal da atualidade.”

“Quem dorme mal, trabalha mal e acaba mal.”

“Osvandir gosta de bife mal passado.”
“Sua história está mal contada.”
“Ele escreve muito mal.”
Para você leitor, não errar mais ao escrever as suas mal traçadas linhas, pegue a frase e substitua a palavra “mal” por “bem” e a palavra “mau” por “bom”, conforme abaixo:
Gosto de bife ...... passado. (bem ou mal)
Lobo é sempre ..... (bom ou mau)
Ele está passando ..... (bem ou mal)
Se tudo soar bem pode ter certeza que você acertou. Tenha em mente que mau é o oposto de bom e mal oposto de bem. O plural de mau; maus e de mal; males.

Agora se o sentido ficou meio estranho, procure reforço na internet.
Segue listagem de links: http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/830221
http://www.portuguesfacil.net/o-lobo-mau-e-mal-cheiroso-ou-o-uso-de-maumal
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=713&tp=14

MANOEL AMARAL

sábado, 4 de julho de 2009

OSVANDIR E LUZES NO MORRO



Após aquele tiroteio todo e cada um tomando o seu posto, o Professor mandou chamar Osvandir para continuar a conversa sobre as luzes.

De volta para junto do Chefe, passou a ouvir suas histórias:

“Eu já morei lá em baixo, sou filho de classe média alta, estudei até o 2º ano de engenharia. Meus pais preocuparam muito comigo, hoje eles não preocupam mais”. E o Professor contou uma interessante história, a sua história:

“Naquele tempo eu era jovem, cheio de fantasias e aqui no morro imperava um ditadura de dois irmãos: o Zé Baixinho e Branquelo. Eu namorava uma linda garota de 21 anos. Um dia o Branquelo se engraçou com ela e pediu ao Zé Baixinho para me matar. Acontece que o serviço foi terceirizado, arranjaram dois garotos da parte mais baixa do morro. Era mais ou menos 19,00h, tempo chuvoso e frio. Eles roubaram um carro e me colocaram no porta-malas. Andaram uma meia hora e fizeram uma parada. Fiquei apreensivo, abriram as portas, ouvi um barulho de chave no porta-malas. Assim que foi aberto, saí correndo e escondi-me numa moita. Estava muito escuro, eles vieram procurando e dando tiros de revólver. Num dado momento saí em disparada e os dois dando tiros atrás. Encenei uma queda cinematográfica e rolei pela ribanceira. Fui parar perto de um córrego e fiquei lá quietinho, para ver o que acontecia. Um deles falou: __ Está morto! Vamos embora!”

__ Mas você tomou algum tiro?

__ Não, apenas alguns arranhões. Escondi-me por certo tempo, em outro morro. Pintei o cabelo de preto, passei a usar óculos e deixei a barba crescer.

__ Voltou para cá?
__ Fiquei mais de um ano fora. As coisas mudaram por aqui e os dois irmãos foram assassinados por outras quadrilhas. Foi aí que fui chamado para fazer a contabilidade e aplicar as táticas que sabia.
Com o tempo fui tomando conta de tudo, com o consentimento dos colegas. Era o mais habilitado para o cargo.

__ E a namorada?

__ Ela morreu no ano passado, num confronto com a polícia... Mas chega de história triste! Vamos investigar o que são estas luzes que estão aparecendo por aqui. Você tem alguma idéia?

__ Olha, Professor, pode ser muitas coisas: novos equipamentos militares de observação, dirigíveis por controle remoto ou mesmo pequenas bolas, inteligentes, vindas, sabe-se lá de onde, que ficam por aqui espantando o povo. Preferem locais onde existe muita água; que não é o seu caso ou locais onde extraem minérios ou mesmo onde tem geradores de energia.

__ De onde vem essas coisas? Já li sobre ufologia mas tem muito tempo. Hoje imagino que as coisas mudaram.

__ Alguns acham que são do espaço extraterrestre, outros já dizem que são daqui da terra mesmo. O certo é que tem vários nomes: Mãe do Ouro, Sondas, Bolas de Luz ou Periféricos. Prefiro utilizar o termo “Sondas”.

__ Uma destas bolas, ou melhor dizendo; sondas, seguiu meus passos por mais de meia hora.

__ Quando foi isso?

__ No mês passado. Eu ia para o lado onde já teve uma extração de pedras e quando olhei, ela estava atrás de mim, parou e depois me ultrapassou, ficou subindo e descendo, de repente foi embora numa rapidez impressionante, sem fazer qualquer barulho.

__ Vamos ver se conseguimos visitar este local e bater algumas fotos.

Na manhã seguinte, quando tudo parecia tranquilo, umas crianças chamaram o Professor e disseram que as bolas de luz voltaram.

Osvandir seguiu o Professor e conseguiu fotografar alguma coisa no céu. Elas estavam girando uma atrás da outra, uma maior no centro; ao seguirem para o Sul tomaram o formato de um “V”.

Não era pássaro, avião, balão ou qualquer coisa parecida.


MANOEL AMARAL