quarta-feira, 6 de maio de 2009

OSVANDIR E A GRIPE SUINA (A)

Cap. I
A PANDEMIA
Pandemia é o nome que damos para
uma epidemia generalizada
.



Osvandir foi rápido até o aeroporto de Belo Horizonte e seguiu para São Paulo, Aeroporto de Congonhas onde seguiu para o México, City, as 13,00 horas, pela American Aierlines.

Reservou passagem de volta para o dia 15 de maio, totalizando a ida e volta o valor de R$3.335,00, parcelados suavemente.

Osvandir ficou pensando na farra das passagens aéreas, aquele “festival de pilantragens que deputados e senadores vêm promovendo com o nosso dinheiro”, nas palavras de Revista Veja de 29/04/2009.

Vários deputados viajando com filhas, esposas, netas, bisnetas, avós, primos e todos os parentes mais próximos, para paises longínquos, fazendo turismo com o dinheiro do povo. Ou então pagando contas de celulares de filhos e parentes e empregados domésticos de gabinete.

Estão confundindo o público com o privado, paises como os EUA só pagam as passagens de ida e volta a suas origens, nada mais.

E o Congresso não aprova nada de importante, por isto estão no fundo do poço, brigando ao invés de legislar.

Osvandir tirou aqueles pensamentos nefastos da cabeça, já que ele mesmo teria que arcar com o pagamento das despesas de viagem e estadia nos dias que passaria no México.

Avião vasio, quase nenhum passageiro, todas as aeromoças muito solicitas, atendendo a todos a qualquer momento. Dotado de muita modernidade, que Osvandir ainda não conhecia. Vários aparelhos de TV ligados, à disposição dos passageiros. Impossível dormir na viagem. Muitos filmes, reportagens e nada sobre a Gripe Suína, agora chamada de Gripe “A”.

Aeropuerto Internacional de la Ciudad del México, Benito Juárez, já estava a vista.
Uma longa pista de pouso refletia suas luzes e sinais. Muitos aviões cruzando o espaço aéreo.

Osvandir, de repente lembrou de um avião que teve um pouso forçado em Guadalajara, com 108 passageiros, no dia 28 de abril passado, ficou preocupado.

Mas a American Aierlines, tem um bom passado, poucos acidentes e muito bem cuidada na área de revisão dos aviões, tudo parece novo.

Apenas um pássaro passou de raspão nas turbinas, mas não teve nenhuma conseqüência maior. O pouso foi tranqüilo, sem nenhum problema para os passageiros.

Na entrada dos portões, cada um recebeu uma máscara azul para se proteger contra a temida gripe e um boletim com informações.

Osvandir seguiu para a fileira de táxis, perguntou sobre hotéis, mais próximo do aeroporto.

Mostraram-lhe um guia com vários hotéis no centro da cidade. Osvandir optou por um com linhas mais modernas, porém com preços bem baixos.

O taxista foi direto para o endereço escolhido, fez um preço especial, sem nem mesmo ser solicitado. Deve ser pela falta de passageiros.

Ao descer do veículo recebeu um cartão pessoal de Manuel, o prestimoso motorista, agradeceu-lhe as gentilezas e disse que ligaria se precisasse.

Dois carregadores de malas já estavam na porta do hotel prontos para capturar mais um turista, em tempo de vacas magras.

O número do apartamento foi meio surpreendente 313. É um número que quase ninguém gosta. No entanto já nos dizia Monica Buonfiglio que “o 13 representa o recomeço, já que é o número do sistema organizado e do término. Este número é o símbolo do determinado e particular, associado à finalização (benéfica).”
E continuava:
“O número 13 está associado a Morte e é considerada uma das mais intrigantes cartas do Tarot. O número 13 é negativo e fatalista para alguns; para outros, é um número de sorte. Sugere transformação, renovação e transmutação. Esta carta não significa necessariamente uma mudança negativa. Pode estar ligada a fatos agradáveis: casamento, nascimento, viagem para outro país.”

Mas como estava num país desconhecido e devido às circunstâncias, resolveu se precaver. Nada de extravagâncias, alimentação balanceada, muita salada, menos carnes. Muito suco e água.

Nas ruas, Mexicanos da capital ,estão todos assustados com a gripe suína. O clima da Cidade afetada pela epidemia, é desolador. Muitas escolas não têm aulas, jogos de futebol e outros esportes foram cancelados. Até cinema está proibido. Nos restaurantes não se vê viva alma, tudo abandonado. Diminuíram até os beijos.

Osvandir resolveu viajar para o interior no epicentro onde gerou a primeira morte pela gripe.

E no Jornal Diário do México uma constatação da OMS:

No exportamos influenza: OMS
Ginebra.- La Organización Mundial de la Salud (OMS) reconoció ho
que no todos los casos de influenza humana que se están reportando
son “importados” de México, pues la gente viaja por todo el mundo y se
verán casos relacionados con diferentes países. ‘No creo que
todos los casos relacionados con iajes (e influenza) provengan de México,
al menos el día de hoy nos hemos enterado de un caso relacionado con viajes a
Estados Unidos’, respondió a Notimex este martes el director adjunto de la OMS,
Keiji Fukuda. Diário do México – 06/005/2009

MANOEL AMARAL
Leia os outros capítulos:


FONTE DE PESQUISAS

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/
www.jornalotempo.com.br
www.uol.com.br
http://volperine.multiply.com/
João Vasconcelos Costa ( Portugal). Peste Suina
Atila Lamarino, Doutorado em evolução de HIV-1.
Eliana Márcia Martins Fittipaldi TORGA, www.defesacivil.mg.gov.br
Jared Diamond – Livro: Armas, Germes e Aço - Os Destinos das Sociedades Humanas
(Vejam outros livros deste autor)
Reinaldo José Lopes – Globo – Pestes Animais
Arsénio de Pina - www.asemana.cv/ - Gripe A

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