quinta-feira, 23 de abril de 2009

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo I

A CHEGADA

"As diferenças de costumes e língua não significam

nada se os nossos objetivos forem os mesmos e

os nossos corações forem receptivos." –

Harry Potter e o Cálice de Fogo.

Largando o mundo dos dragões, fênix e hipogrifos, Harry Potter, com sua vassoura mágica, veio voando até encontrar um buraco negro onde viajou, cercado pela escuridão, por um atalho do espaço-tempo.

Nesse meio tempo, aviões, helicópteros, circundavam o espaço e navios negros sondavam o litoral brasileiro, nas proximidades do Rio de Janeiro.

Alguma coisa não estava bem no espaço, diziam as pessoas. Um tremor forte foi sentido no Norte de Minas. Um barulho ensurdecedor foi ouvido no Triângulo Mineiro. E uma espécie de furacão afunilado fez sentir-se no Centro-Oeste do Estado.

O que seria? Prenúncios de 2012? Planeta X? Nebiru? Calendário Maia? Fim do Mundo?

Nada disso! Apenas um bruxinho meio desajeitado, que caira dos céus. Sem saber o que se passava e achando tudo meio estranho, foi para os lados de uma cidade muito grande para seus cálculos.

Não via seus amiguinhos , nem aqueles velhos casarões e nem a estação King's Cross, muito menos o Expresso de Hogwarts.

Tudo estava mudado, não via nem mesmo a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e seus amigos Rony Weasley, Pedro Pettigrew, Hermione Granger, Rúbeo Hagrid ( guardião das chaves), Alvo Dumbledore ( Diretor de Hogwarts), Cho Chang (a belíssima apanhadora do time da Corvinal), Sírius Black (seu padrinho e amigo precioso).

Tudo tinha sumido num piscar de olhos. Pegou sua mochila, verificou a comida, apenas um pedaço de pão velho e um queijo já com mofo.

Viajara por muito tempo e nem sentira, estava um pouco envelhecido.
Lembrava das peripécias com seus amigos onde enfrentavam preconceito, depressão, ódio, sacrifício, pobreza, morte.

Sem saber por que lembrou da morte de seus pais, quando ainda era muito pequeno. A eterna luta do bem contra o mal.

Um barulho no meio do mato, não era um dragão, apenas um pequeno animalzinho da floresta que não soube identificar o que era. Parecia um pequeno porco do mato, marrom, estava na beira do córrego alimentando-se de capim, com quatro filhotes, que saíram em debandada quando se aproximou.

Montou em sua vassoura mágica, deu os sinais de partida, nada! Alguma coisa estava errada! A vassoura não obedecia aos seus comandos. Tentou a varinha mágica numa moita e nada, também não funcionou. Recitou algumas palavras secretas e nenhum efeito prático.

Pensou: “estou num local fantástico, onde meus poderes e meus objetos não funcionam, só pode ser coisa do Senhor das Trevas, o meu maior inimigo”.

Ele não sabia que o seu maior inimigo, no momento, era o tempo!

Continuou caminhando por uma estrada asfaltada. Muito comprida, não acabava mais. Até que chegou as ruas da cidade. Leu uma placa na parede de uma casa, lá estava escrito “Rua Governador Magalhães Pinto”, era apenas um nome qualquer e ele ali sem saber traduzir a mensagem daquela placa.

Viu uma ponte, muito grande, mas não era como as da sua terra natal, que na maioria eram muito melhor elaborada, algumas de ferro. Encontrou uns trilhos e lembrou do Expresso de Hogwarts.

Por sobre esta ponte uns veículos velozes corriam por todo lado.
Ficou maravilhado. Corriam mais que sua vassoura mágica!

Ninguém notara a sua presença. O povo andava às pressas, parecendo que tinham compromissos urgentes.

Encontrou algumas construções diferentes, casas enormes, ruas largas e bem traçadas. Sua cidade tinha muitas construções antigas. Nunca vira nada igual em sua terra. Cidade muito bonita e parecia ter sido construída recentemente.


Viu uma espécie de igreja, nada comparada com as que conhecia. Duas torres bem planejadas, com muitas pinturas no interior. Ao lado um casarão, com uma placa escrita numa linguagem secreta que não conhecia, uma palavra destacava-se: MUSEU.

Osvandir vinha rastreando a descida de um objeto diferente, não era metálico, mas dava para sentir um calor especial naquele corpo que desceu do espaço.

Não sabia onde caira, mas estava à procura a mais de meia hora.
Recebeu por celular, um aviso que uma pessoa completamente estranha estava circulando na Praça da Catedral. Muitos o poderiam considerar como mais um street people, devido as roupas de frio que vestia.

Não pensou duas vezes, saiu ao encontro deste enigma temporal.
Atravessou a ponte Padre Libério, subiu uma rua e foi parar exatamente na Praça. Não precisou olhar muito. Alguém estava tentando comprar um sorvete num carrinho. O vendedor não queria entregar-lhe, sem ver o seu dinheiro. Queria comer, seu estômago estava roncando.

Osvandir chegou de mansinho, bateu-lhe nas costas, pagou o sorvete e entregou-lhe.

Harry devorou aquilo, meio gelado, mas que dava para enganar o estômago.

O jeito foi colocá-lo no carro e levá-lo para longe da curiosidade da população.

A comunicação entre os dois era muito difícil porque ele falava inglêsum e Osvandir sentia dificuldade em entendê-lo.

Uma palavra aqui, outra acolá e ele ficou sabendo que comida seria bread, food e meal. Osvandir entendia um pouco de sua língua, mas conversação era mais difícil.

Ele acenou que estava com fome, barriga roncando, queria água.

No hotel, foi providenciado para que ele tivesse do bom e do melhor.
Algumas coisas ele rejeitou, não comeu o que não conhecia. Adorou o frango, churrasco e outras carnes. Comeu uma maçã e outras frutas.

Enquanto Osvandir estava passando uma mensagem para Pepe, Al, Ilde, Marcio e Thalles, o Harry chegou por perto e ficou observando o computador. Uma versão mais nova dos equipamentos que conhecia.

Achou a máquina meio estranha. Queria saber mais alguma coisa.
Pegou o teclado e foi logo apertando algumas letras formando a palavra: Street. Osvandir digitou: rua.


Os dois encontraram uma boa maneira de se comunicarem de agora em diante. Mas algumas palavras não tinham tradução.

Manoel Amaral

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