quinta-feira, 9 de abril de 2009

OSVANDIR E A SEMANA SANTA

QUEM MATOU ESTE HOMEM?

“The State of Israel is at war with the Palestinian people,

people against people, collective against collective.”

Benjamin Netanyahu (primeiro ministro de Israel)


Pelos cálculos, ele nascera em 1976, em Belém-PA, Brasil. Tornara-se conhecido pela sua grande sabedoria. Desejava a paz das Nações. Vivia nas favelas ou periferia das cidades, em companhia dos pobres.


Viajava sempre para Israel e seus arredores. Visitava os palestinos, via as suas misérias, o muro, as bombas, os tanques, explosões a toda hora.


Ensinava ao ar livre, debaixo do que restou das árvores do território palestino, bem como atendia a pedidos para palestrar em grandes recintos fechados, com modernas técnicas de comunicação.


Pregava o igualitarismo radical, tanto em níveis socioeconômicos (alimentação e o uso da água para toda a população), como o religioso-político (liberdade religiosa e política). Essa combinação poderia ter levado a execução deste homem.


Vamos resumir a sua história: saiu do Brasil aos 30 anos. Perambulou pelo mundo, visitando a Índia, a China, a Rússia, praticamente toda Europa. Teve um carinho especial com aquele povo sofrido da África, visitando constantemente aquela região.


Conversou com grandes líderes do G20 para que ajudassem os países mais pobres.


Arrecadou e mandou toneladas de alimentos para o Haiti, Nordeste Brasileiro e onde havia falta de comida. Levou sua palavra de consolo a muitas regiões do planeta.


Pregou nos mais afastados recantos da terra. Atravessou, oceanos, rios e lagos a procura de alguém que precisasse de sua palavra, nestes tempos de aflição.


Passou uma temporada nos Estados Unidos, falando ao povo, em tempos de crise.

Pregou aos grandes como perdoar e fazer a caridade. Ensinou aos pequenos como suportar a dor e continuar vivendo.


Previu que grande crise mundial viria, mas que seria suportada pela população.

Disse aos barões da coca, traficantes, assassinos, colarinhos brancos, políticos e banqueiros corruptos, e demais bandidos que se não mudassem de vida, veriam seu mundo ruir num piscar de olhos.


Foi sentenciado de morte pelos poderosos, queriam que ele fosse banido de Israel. Passou a viver mais tempo do lado palestino, cuidando dos doentes e criancinhas abandonadas.


Criou e sustentou várias escolas e creches ao longo da Faixa de Gaza.

Ajudou muitos peregrinos que iam visitar Jerusalém e que encontravam-se em dificuldades.


Criticava as bases políticas, religiosas, sociais e econômicas de Israel.

Achava que o Rio Jordão e suas águas pertenciam a todos. Pregava sobre a desigualdade social.


O Povo Palestino em menor número, pobre, estraçalhado pelos foguetes de Israel, só poderiam revidar através de atos de terrorismo. A sua religião ensina as crianças a seguir seus líderes, transformando-se crianças em homens bombas.

Homem sereno e transcendental, sozinho, dolorosamente humano.


Naquele dia, numa sexta-feira, foi preso, carregado até o muro das lamentações, torturado, arrastado por jipes de guerra.


Levaram-no até aos portões de entrada para a Palestina. Pela lei dos Judeus seria o seu castigo o apedrejamento, no entanto foi amarrado numa cerca elétrica de arame farpado.


Colocaram uma coroa feita de arame de aço perfurante na sua cabeça e declararam-no Rei dos Judeus.

Quando estava agonizando um soldado israelense deu uma saraivada de balas com sua metralhadora e perfurou-lhe todo seu peito e informaram para a imprensa que o tiro partira de uma arma dos palestinos.


No muro ao lado uma frase: “Quem vive pelo fuzil, pela metralhadora morrerá!”


Manoel Amaral

Um comentário:

  1. Eh, e a história continua.
    Mas aqui mesmo no Brasil, nasce um Jesus Cristo a cada hora. E como todos os outros, que também vive nas favelas, são ignorados, chamados de irrelevantes, abandonados a própria sorte.
    Ai, resta partirem para a luta.
    Luta contra eles mesmos.

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