quarta-feira, 15 de abril de 2009

OSVANDIR E O SEGREDO DE UFOLOGIA

"Existem vários caminhos, várias direções.
Cada um deve escolher o seu.
Alguns caminhos se cruzam, outros não.
O importante mesmo é caminhar."
Cláudia Banegas

Osvandir, em uma de suas viagens ao Pará, desta vez a passeio, fazia compras no mercado mais antigo e popular do Brasil, o mercado Ver-o-Peso, em Belém.

Neste mercado podia-se comprar de tudo que fosse comestível e fosse produzido no Brasil.
Osvandir estava impressionado com tantas variedades de alimentos, alguns que ele jamais pudesse imaginar que servisse para alimentar pessoas. Talvez ele até duvidasse que fosse realmente alimento.

O interesse pela variedade de alimentos foi interrompido quando Osvandir ouviu um feirante oferecendo ervas milagrosas vindas do espaço. Osvandir, curioso como é, quis logo saber que ervas eram aquelas.

O feirante falou das ervas e do possível local, sagrado, que ficava bem distante, da cidade e onde ninguém ousava ir, porque quem se aventuva em ir lá nunca mais voltava, se transformava em árvores gigantes. Segundo o feirante, todas as árvores gigantes da floresta, seriam pessoas que tentaram ir naquele local sagrado.

Osvandir não perdeu tempo, quis logo saber como chegaria até aquele local. Mas o feirante insistiu para que ele desistisse, porque segundo os antigos, ninguém tentava ir lá há anos, e por isto não se via novas árvores gigantes.

Mas com tanta insistência de Osvandir, o feirante acabou dizendo que caminho deveria seguir, para ir até o local sagrado, mas garantiu que ele não conseguiria chegar lá e voltar.

Osvandir então perguntou como ele conseguia aquelas ervas para vender. Claro que o feirante não disse, mas Osvandir percebeu que o feirante mentia sobre a origem das ervas.

Intrigado com a história, Osvandir, aventureiro por natureza, pensou algumas vezes, mas depois decidiu arriscar em tentar encontrar o local sagrado.

Partindo, na manhã seguinte, na direção indicada pelo feirante e outros com quem conversou, onde seria o caminho deste local misterioso. Osvandir caminhou a manhã toda. Parou a beira de um riacho de águas límpidas, para saciar a sede e comer um sanduíche, de vários que ele tinha levado.

Depois de um bom descanso, Osvandir seguiu viagem. Mas o que ele via era só mato, algumas árvores bem altas e uma imensa planície. Depois de caminhar um pouco, decidiu segui o pequeno riacho, pois quem quer que viva por lá, precisaria de água. Depois de duas horas caminhando, teve que se afastar do riacho, devido ao difícil acesso, foi caminhando pela mata, até que viu uma pequena floresta, bem fechada.

Já estava anoitecendo, quando entrou na floresta e caminhando com dificuldades, viu um aglomerado de grandes árvores, troncos imensos, que formavam uma copa densa, da qual não se podia ver de cima, o que havia em baixo delas.

Neste momento se lembrou do que disse o feirante, de que pessoas que se aventurassem em busca deste local, se transformariam em árvores gigantes.

Osvandir, disposto a arriscar, aproximou e viu que havia 12 árvores, plantadas de tal maneira, que formavam um círculo quase perfeito. No interior deste, não havia nada plantado, apenas terra batida, vermelha. Em baixo de cada uma daquelas árvores, tinha uma cabana de índios. Uma para cada uma daquelas imensas árvores que formavam o círculo.

Osvandir encheu o peito de coragem e seguiu adiante, entrando no círculo.

Os índios que moravam ali se assustaram com Osvandir e até ficaram com medo, mais que Osvandir deles. Mas se armaram de lanças rudimentares, amarradas com cipó, ficando na posição de ataque. Osvandir rapidamente disse que procurava pela erva milagrosa, que não tinha a intenção de invadir o território deles. Os índios olharam um pouco, depois baixaram as lanças e apenas um veio em direção de Osvandir. Segurou pela mão e o conduziu sem dizer nenhuma palavra, até uma das 12 cabanas.

Deixando-o na porta desta cabana, o índio se retirou. Osvandir, embora com medo do que podia haver ali, mas cheio de curiosidades, não temeu e entrou.

Ao entrar, Osvandir reparou que a cabana tinha muitos objetos estranhos, brilhantes e das mais variadas formas. Enquanto entrava e olhava tudo, deparou com um homem, de aproximadamente uns 25 anos, cabelos loiros, olhos azuis, barba feita, mas que estava vestido como índio.

O tal homem olhou para Osvandir, abriu um pequeno sorriso e perguntou:
__ Porque demorou tanto?
Osvandir, ainda assustado com a imagem do homem, e com tudo que havia ali, ficou boquiaberto e quase gaguejando disse:
__Demorei?
__Sim, estava esperando você. Que não veio por acaso. Eu sabia que viria e até já o esperava.
__Sabia? Como poderia saber? Vim aqui por curiosidade.
__Sua vinda até ao Pará, o feirante falando com você da erva milagrosa e até as pessoas com quem você conversou. Nada foi por acaso.
__Então eu estava sendo vigiado?
__Não. Seus passos, eu já sabia quais seriam. Deixe eu te contar algo. A lenda de que estes índios falam, refere-se a 12 chefes, de 12 tribos indígenas, que saíram pela mata, em busca de um novo local para se estabelecerem. Devem ter encontrado este local. Quando a tribo saiu em busca de seus chefes, chegaram aqui e vieram 12 árvores, disseram que os 12 chefes haviam preparado o local, deixando o terreno limpo, se transformando em árvores, para proteção de toda a aldeia.

__O terreno é limpo, porque a copa das 12 árvores não deixa a luz do sol tocar o solo. Exclamou Osvandir.
__Não. Na verdade, eles encontraram com alienígenas, que desceram aqui, neste mesmo círculo, onde ficou marcado para que voltem. Eles levaram os 12 chefes e deixaram aqui, em troca, 12 grandes árvores. Como você pode ver. As árvores protegem o local onde deverão retornar.
__Então você está dizendo que aqui é um campo de pouso de alienígenas. Que retornarão?
__Sim.
__Mas como você sabe tudo isto? Onde eu entro nesta história?
__Quantas vezes você já olhou para o céu e quis estar muito além das estrelas? Quantas vezes já se perguntou por que tanto gosto pela aventura? Quantas vezes quis desvendar todos os mistérios da vida? Quantas vezes se perguntou de onde veio e não teve resposta? Quando os visitantes do universo partiram, levando os 12 chefes indígenas, deixaram dois membros da equipe aqui, para explorar o local. Um ficou aqui, protegendo as 12 árvores enquanto espera a volta da equipe que partiu para casa. O outro desistiu de esperar e saiu rumo ao desconhecido.
__Está querendo me dizer que é você que eles deixaram aqui? E que eu sou quem partiu para o mundo?
__Isto. Somos irmãos de origem. Eu fiz você vir até aqui. Nosso povo está para chegar. Você precisava estar aqui para irmos embora.
__Então sou de outro planeta! E de qual planeta somos então?
__UFOLOGIA. Chegou a hora de voltarmos pra casa.
__E você lembra como é nossa terra e quem temos lá, como vivemos?
__Não. Viver aqui todo este tempo, fez apagar a memória do que temos lá. Só conseguimos lembrar coisa deste planeta.
__Então como sabe de toda esta história?
__O que foi me foi contado aqui, não esqueço.
__Mas eu não sei se quero voltar. Talvez eu queira ficar por aqui. Este já é meu mundo. Se não posso lembrar o outro, como saber se tudo isto é verdade?
__Não pode saber. Terá que acreditar. Eu continuarei esperando e voltarei para minha terra. Mas você poderá fazer sua escolha.
__Minha escolha, já foi feita.

Thymonthy

2 comentários:

  1. Olá Osvandir estou matando a saudade deste maravilhoso espaço, que lugar belo e harmonioso. Espetacular e cada vez melhor! Parabéns pelo belo trabalho que desenvolve. Quero de coração agradecer sua gentileza e simpatia em participar e prestigiar a homenagem dedicada aos amigos visitantes e/ou seguidores do nosso espaço através de uma mensagem e premiando com selos. Parabéns por sua atitude e tão grandioso gesto. Honrado por sua atenção e amizade. Volte sempre a casa é nossa. Votos de um venturoso fim de semana extensivo aos familiares. Brilhe sempre! Sucesso, saúde, harmonia, paz e proteção. Fique com Deus, abraço fraterno.
    Valdemir Reis

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  2. Olá, Osvandir... maravilhoso texto. Obrigada por creditar o texto sobre caminhos, logo no início da narrativa. A verdade está mesmo lá fora? Um abraço!

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