quinta-feira, 12 de março de 2009

OSVANDIR E O MOSQUITO MISTERIOSO

Imagem Google

“O mosquito da dengue, para se reproduzir,
necessita de águas paradas e
de autoridades idem.”
(Tartaravô do Osvandir)


Foi numa destas experiências que um laboratório mexicano andava fazendo com insetos que um fato anômalo aconteceu.

Alguns insetos fugiram do controle e foram parar no meio de outros que estavam separados para análises.

Acontece que por descuido de um dos embaladores das moscas que viriam para o Brasil, vários destes mosquitos excêntricos vieram no meio das caixas.

As moscas foram encomendadas por fazendeiros de Mato Grosso do Sul para acabar com a moscas-de-chifres.

Como os fazendeiros nada sabiam do ocorrido, soltaram todos, através de avião, bem no centro de cada fazenda, esperando que o casamento daquelas moscas com as maléficas moscas-de-chifres desse o resultado desejado.

Mas um fato mudou toda a situação. Um fazendeiro reparou que um mosquitinho novo tinha aparecido no meio das outras fêmeas.

Era até bonitinho. Pernas pintadinhas de branco, o resto do corpo era preto. No entanto nenhuma fêmea das moscas-de-chifres queria acasalar-se com ele, ficou isolado.

Precavido, o fazendeiro pediu que todos os peões fossem capturar tais mosquitinhos. E foram e encontram uma porção enorme deles, era fácil capturá-los. Eles não ofereciam resistência nenhuma.

Levado ao laboratório mais próximo, constatou-se que era o Aedes Aegypti, o violento mosquitinho da dengue.

Analisando melhor, a cientista chegou a conclusão que era um pouco diferente do original brasileiro. Alguma coisa na sua cauda e um pouco mais comprido a barriguinha dele. Era somente machos, não havia nenhuma fêmea em todas as caixas pesquisadas.

Osvandir ficou sabendo por jornais das pesquisas e resolveu visitar o laboratório da Dra. Maísa, em Campina Grande, Mato Grosso do Sul.

Dias e dias de experiência com fêmeas, verificou-se que elas acasalavam com muita facilidade com tais mosquitinhos.

Passado alguns meses os ovos produzidos pelas fêmeas foram analisados pela cientista e outros pesquisadores que foram convocados pelo laboratório de Campo Grande-MS, CPI - Centro de Pesquisas de Insetos.

Eles eram um pouco diferentes dos ovos das outras fêmeas que picavam a gente todo dias pela manhã e no final da tarde.

Na picada, ela aplicava uma substância anestésica, fazendo com que não houvesse dor, só descobríamos quando dava aquela coceirinha.

O mosquito macho alimenta-se de frutas, somente a fêmea pica as pessoas e animais.

No momento que está retirando o sangue, a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue para o ser humano.

Antigamente a fêmea depositava seus ovos em locais com água parada e limpa, atualmente ela deposita até em água um pouco poluída.

Cada vez eles ficam mais resistentes a venenos produzidos por laboratórios que enriquecem e nós ficamos com a praga.

No início foi o BHC, depois veio outros venenos e atualmente eles usam o fumacê com veneno misturado com óleo de soja, o que andou matando algumas pessoas no Nordeste.

Os sintomas da dengue todos conhecem: febre alta, dores de cabeça, nas costas e articulações e dores na região atrás dos olhos.

Retornando aos ovos diferentes da fêmea acasalada com o estranho mosquito mexicano chegou-se a conclusão que tais ovos não reproduziam qualquer tipo de mosquito. Perdiam no meio das águas e eram muito apreciados por peixes...

O resultado disso tudo foi que o mosquito da dengue estava quase extinto no Estado do Mato Grosso do Sul.

No entanto quando Osvandir chegou a capital, ao abrir os jornais...


JORNAL O PROGRESSO

Inseto que fugiu de laboratório pode causar calamidade.

FOLHA DO POVO
NOVO MOSQUITO DA DENGUE ESTÁ MAIS FORTE DO QUE ANTES

Um comentário:

  1. LEGAL A HISTÓRIA.

    MAIS LEGAL AINDA FOI DIZER QUE O MOSQUITO PRECISA DE ÁGUA PARADA E AUTORIDADES IDEM. RSRSRSRSR

    É REALMENTE O QUE ACONTECE.

    PRECISAMOS É FAZER UM NOVO CRUZAMENTO ENTRE MOSQUITOS. O DA DENGUE COM O DO BANHEIRO. O QUE SERÁ QUE VAI DAR?

    ABRAÇOS

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