segunda-feira, 30 de março de 2009

OSVANDIR E OS 10 LIVROS MAIS VENDIDOS

O leitor deverá verificar os dez livros mais vendidos
da relação da Revista Veja, para ficar mais interessante.

FICÇÃO:
1 – O Castelo da Daslu –
2 – O Crepúsculo em Brasília –
3 – Lua Nova no Palácio Planalto –
4 – Eclipse nas Contas do Senado –
5 – O Vendedor de Votos –
6 – O Eleitor –
7 – O Senador de pijama listrado –
8 – O Senador que roubava livros –
9 – O Senado Vermelho –
10- Deputados & Senadores –

NÃO FICÇÃO:
1 – O Castelo de Areia –
2 – Senadores: Mentes Perigosas –
3 – O Senador & Eu –
4 – Uma breve história do Senado –
5 – Dilma e o PT –
6 – A vida em Brasília –
7 – 2009 – O ano da corrupção! –
8 – Sodoma (Senado) & Gomorra (Câmara) –
9 – Resistência no Senado -
10 –Elite de Olhos Azuis – Lula da Silva
Obs: saiu esta semana da relação, o livro “O Castelo do
Deputado” de Edmar Moreira


AUTO AJUDA:
1 – O Código do Senado –
2 – O Senador e o Executivo –
3 – A Arte da Rapinagem –
4 – Quem roubou de mim -
5 - Vencendo na Política –
6 – O Segredo do Funcionário Fantasma –
7 – A Cabeça do Presidente –
8 - Casais Inteligentes candidatam juntos –
9 – Os Segredos das Mentes da Política –
10– Eles continuam roubando –

Notas I – Revista Veja, 1º de Abril 2009
Orçamento Senado: 2,7 bilhões de reais.
Senadores:
Salários: Os Senadores recebem 15 salários anuais.
Os Senadores custam aos cofres públicos R$33,8 milhões por ano.
Servidores do Senado:
Salário: podem receber até mais que o Presidente (R$11.000,00)
Comissões: Até de R$3.000,00.
Gratificações: Podem chegar até R$4.800,00.
Horas Extras: Até R$2.600,00.
Quantidade: Senado tem aproximadamente 9.677 servidores (ativos, aposentados e pensionistas).

Notas II – Deixamos os nomes dos autores dos livros em branco para que cada leitor coloque o que considerar correto, depois publique nos comentários.

sexta-feira, 27 de março de 2009

OSVANDIR E AS LUZES FAISCANTES

“Onde o diabo perdeu as esporas.
Nos cafundós do Judas.
Onde o vento fez a curva.
No oco do mundo.”
(Frases Nordestinas)



Osvandir seguiu o seu destino. Ia pesquisar um avistamento de luzes no interior da Paraíba. Terra sem chuva, muita pobreza, seca por todos os lados.

Embrenhou-se no meio da caatinga, (do Tupi-Guarani: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) que é o único bioma exclusivamente brasileiro.

E o pobre escritor fantasma (Ghostwriter) ia acompanhando como se estivesse dentro de sua maleta, com uma abertura circular na frente por onde via tudo rasteiramente, como naquelas reportagens policiais, nas favelas, onde o Câmera Man vira por todo lado onde vai o repórter.

Plantas rasteiras, espinhos grandes, tudo meio branco, mata fechada e baixa. Não dá para ver nada além de cinquenta metros.

Uma parada para descanso, o guia informa que estamos quase chegando. Falta só subir aquele morrinho e cruzar algumas pedras.

Olhando aquilo tudo dá a impressão que o Nordeste ainda não é um deserto por causa da vegetação da caatinga, se ela for extinta tudo vira areia, sem nenhuma condição de sobrevivência humana.

Algumas casinhas de taipa construída com galhos finos amarrados com cipós e cobertura de folhas de coqueiro ou de sapé, tem até um município por aqui com este nome. Mais um rancho que propriamente uma casa de morar. Em algumas as paredes recebem barro até cobrir aquelas madeiras. O barro é amassado e duas pessoas jogam na parede, simultaneamente, uma de dentro e outro do lado de fora.

Os grilos começaram a comer as folhas ainda verdes, alguns pássaros a cantar nos galhos secos, uma nuvem de pó na estrada logo abaixo.

Um sol abrasador queimando a cabeça dos aventureiros. O guia mais precavido trouxe uma roupa de couro para proteger-se dos espinhos da vegetação. Osvandir com aquela camisa branca com as mangas arregaçadas e calça jeans, ficou com as mãos e parte dos braços bem arranhados.

Cruzaram as pedras, subiram o morro, desceram a ladeira, tocos de árvores por todo lado riçando as canelas dos pobres mortais.

Nada de encontrar o local onde as luzes estavam aparecendo diariamente. Tudo um calor só. Suor vazando aos borbotões.

Uma casinha de tijolos, cobertura de telhas, algumas crianças no quintal. Uma pequena cisterna, sinal de água boa para beber. Qual nada, a água era salobra, gosto ruim. Mas foi descendo goela abaixo assim mesmo.

Entrevistada as pessoas residentes, estas informaram que as luzes estavam mesmo aparecendo naquele local, dia sim, dia não.

Instados a declarar como eram, D. Chica, com linguagem difícil de entender, informou que tais luzes vinham e voltavam, sempre a tardinha, quando não era dia e nem noite e o sol ainda estava no horizonte.

Osvandir anotando tudo no seu caderno e gravando as falas das pessoas.

Seu José Ribamar disse que viu mais pra frente, na beira da grota uma luz mais interessante, faiscava e depois sumia.

Osvandir quis saber como era este “faiscar”, ele informou com suas palavras dizendo que parecia com foguete de lágrimas, aquele que solta várias luzes quando sobe. Um garotinho falou que parecia quando uma pedra atritava na outra e soltava aquele brilho no escuro.

Estava já escurecendo e a conversa agora era sobre fantasmas e almas do outro mundo. Todos afirmaram que a Mulher de Branco andava aparecendo por ali, no meio dos descampados.

Quando menos esperavam, uma luz branca, começou fraca e depois foi crescendo e ficando de várias cores e de repente sumiu. O dono da casa falou para todos ficarem calados que ela iria voltar.

De fato ela voltou mais forte, do tamanho de uma bola de futebol, só que agora era azul e cintilando. Todos ficaram abobalhados.

Dentro de poucos minutos ela sumiu, veio outra de cor amarela que foi ficando da cor de fogo e começou a soltar faísca, como se alguém estivesse amolando uma faca no esmeril. Girava em torno de si mesma.

Mediante aquela riqueza de fatos e do imprevisto, Osvandir havia esquecido até de fotografá-los. Sacou da máquina Sony, profissional, 32 megapixel, apontou, aguardou a imagem surgir e clicou. Depois foi conferir: apareceu só um risco luminoso cruzando o céu, já com estrelas.

No outro dia, seguiram viagem e encontraram um agricultor muito preocupado com um objeto que veio do céu e caiu próximo de sua casa.
Foram verificar e era um balão metereológico, de plástico, que soltaram em outro estado para fins de pesquisas.

Manoel Amaral

domingo, 22 de março de 2009

OSVANDIR E O METEORITO

CAOS NAS PREFEITURAS

"Política é um charco. As pessoas de bem têm de andar com lenço no nariz."
Jefferson Peres


No início do mês de março Osvandir estava em Pirenópolis (a 140km de Brasília), quando avistou nos céus um facho de luz em tom verde que iluminou o céu da região Centro-Oeste em alta velocidade.

Seria um disco voador? Ficou na dúvida e na manhã seguinte ficou sabendo pelo Correio Briziliense que era apenas um meteorito de acordo com os astrônomos.

Mas seguindo viagem pelo Estado de Goiás, de passagem por pequenos municípios, resolveu visitar os Prefeitos e as Câmaras, para ouvir histórias sobre como encontraram o Município no dia da posse.

Coisas inacreditáveis contaram para ele naquele estado. Achou que seria só para aquelas bandas e resolveu tocar no assunto quando passava por Minas Gerais, aí a coisa piorou.

Vejam abaixo um pequeno resumo de tudo que ouviu. Omitimos o nome dos Prefeitos e dos Municípios, mas temos tudo arquivado, quem quiser saber mais é só entrar em contato.

PRÉDIO DA PREFEITURA: computadores queimados, HDS desaparecidas com os dados. Listagem de IPTU, dívidas, ISS totalmente destruídas. Computadores novos substituídos por velhos em quase todas as repartições. Notas fiscais escondidas e não lançadas. Contabilidade com dados zerados (um crime!). Nenhum estoque de papéis, cartucho tintas, tonners, impressoras quebradas. Cabos destruídos.

MERENDA ESCOLAR: “Toneladas de alimentos – entre eles café, açúcar, feijão, vinagre, ervilha, milho e farinha – estragaram e perderam a validade no galpão.” Geladeira estragada. Roubaram até as panelas.

PRÉDIOS ESCOLARES: Piso arrancado, vidros quebrados, carteiras inutilizadas, banheiros depredados, sem nenhuma condição de utilização pelos alunos. Cozinha sem condições de uso, “levaram até os botijões”.

FROTA VEÍCULOS: A maioria dos municípios visitados com problemas nesta área. Veículos completamente sucateados. Ambulâncias sem nenhuma condição de uso. O transporte escolar com péssimos ônibus, pneus carecas, enferrujados, sem assentos, motores em estado lastimáveis.

DÍVIDAS: Neste item é que os novos Prefeitos mais reclamam. Dívidas de milhões, que não foram declaradas (apresentadas) pelos ex-Prefeitos.

CONVÊNIOS: Muitos estão há meses vencidos.

SAÚDE/HOSPITAIS/POSTOS: Postos de saúde fechados, médicos sumidos, funcionários sem trabalhar por falta de equipamentos. Um dos setores mais sacrificados. “Medicamentos vencidos. Equipamentos odontológicos e móveis caríssimos jogados dentro de uma sala, sem nenhum uso.”

SERVIDORES FANTASMAS: muitos não foram encontrados até hoje.

PAGAMENTOS ATRAZADOS: Muitos Prefeitos não quitaram novembro, dezembro, 13º Salário. Engraçado: nas Câmaras Municipais, a maioria, com subsídios em dia.

CELULARES: Vários, distribuídos até para familiares.

TELEFONES FIXOS: Contas atrasadas desde outubro, a maioria cortados.

OBRAS INACABADAS: Obras inacabadas e já pagas.

LICITAÇÕES: Fraudadas, para ganhar quem fosse do interesse da Administração.

FUNCIONÁRIOS SEM CONCURSO: Foram encontrados Servidores da administração anterior, admitidos sem concurso em áreas proibidas por lei.

Os relatórios oficiais entregue aos prefeitos, onde nota as más condições e o desperdício encontrados, são de deixar qualquer um de queixo caído. “As alegações são de prefeituras sucateadas, cofres vazios, dívidas, servidores com salários atrasados e fornecedores loucos para receber do município.”

Agora os novos Prefeitos estão tentando “resgatar os desmandos de administrações anteriores que depredaram o patrimônio público, entravaram o desenvolvimento dos municípios e a melhoria da qualidade de vida do povo através da manutenção dos serviços básicos como saúde, educação, limpeza, pavimentação, dentre outros”.

Onde ouve candidatos à reeleição que perderam a eleição os novos Prefeitos encontraram o Município num verdadeiro caos. A reeleição é um verdadeiro poço de corrupção

Parece que meteoritos haviam caído em vários municípios brasileiros.

Mas dizem que não é para gente assustar não porque “Esta história começou com a chegada dos portugueses ao Brasil, onde implantaram seu modelo administrativo cheio de falhas”.

Manoel Amaral

segunda-feira, 16 de março de 2009

OSVANDIR E UM BATE-PAPO NO YAHOO

1 - Política: Atualmente o meio mais rápido de fazer fortuna.
2 - OBAMA: Oba!
3 - Ditadura Militar: Período em que passei aperto, era estudante.
4 - Karl Max: Fico com o Max do BBB9
5 - Elite Brasileira: E bancos, são a perdição do país.
6 - Esquerda Brasileira: Não tá com nada.
7 - Lula: Não posso responder, do contrário não sai nada publicado.
8 - Serra: Próximo candidato a Presidente.
9 - Cuba: Uma ilha.10 - Brasil: Um continente.
11 - EUA: Tem 50 estados.
12 - Argentina: Tango.
13 - Mandella. Um grande homem.
14 - ONU: Deixa pra lá.
15 - Constituição Brasileira: Se falar mal posso perder o emprego.
16 - Mídia: Média.
17 - Político Exemplo: Nenhum.
18 - Político Corrupto: Muitos.
19 - FHC: Um intelectual.
20 - Itamar: O topete.
21 - Collor: Não quis beneficiar alguém e foi cassado.
22 - Senado: Dá para separar poucos homens.
23 - Cam. dos Deputados: Pior ainda.
24 - Ongs: A maioria pertencem a família dos políticos.
25 - Aborto: A favor.
26 - Cotas Universitárias: Uma bobagem.
27 - Igreja Universal do Reino de Deus: Responda você.
28 - Igreja Católica: Está atrasada mais de 50 anos.
29 - Jesus Cristo: Um grande sábio.
30 - Chico Xavier: Também.
31 - PT: Não falo de partidos.
32 - PSDB: Oposição fraca.
33 - DEM: Nem aparece.
34 - PSOL: Está faltando luz. E o PMDB? Atrás de um empreguinho (Senador: Pedro Simon)
35 - Falta no Brasil: Falta dinheiro, meu filho. Juros baixo dos bancos.
36 - Projeto que deve ser imitado: Brasília, a capital.
37 - Desejo de consumo: Um Note book.
38 - Família: Vai bem, obrigado.
39 - O Povo: Só levando ferro.
40 - Você: Eu sou eu...

quinta-feira, 12 de março de 2009

OSVANDIR E O MOSQUITO MISTERIOSO

Imagem Google

“O mosquito da dengue, para se reproduzir,
necessita de águas paradas e
de autoridades idem.”
(Tartaravô do Osvandir)


Foi numa destas experiências que um laboratório mexicano andava fazendo com insetos que um fato anômalo aconteceu.

Alguns insetos fugiram do controle e foram parar no meio de outros que estavam separados para análises.

Acontece que por descuido de um dos embaladores das moscas que viriam para o Brasil, vários destes mosquitos excêntricos vieram no meio das caixas.

As moscas foram encomendadas por fazendeiros de Mato Grosso do Sul para acabar com a moscas-de-chifres.

Como os fazendeiros nada sabiam do ocorrido, soltaram todos, através de avião, bem no centro de cada fazenda, esperando que o casamento daquelas moscas com as maléficas moscas-de-chifres desse o resultado desejado.

Mas um fato mudou toda a situação. Um fazendeiro reparou que um mosquitinho novo tinha aparecido no meio das outras fêmeas.

Era até bonitinho. Pernas pintadinhas de branco, o resto do corpo era preto. No entanto nenhuma fêmea das moscas-de-chifres queria acasalar-se com ele, ficou isolado.

Precavido, o fazendeiro pediu que todos os peões fossem capturar tais mosquitinhos. E foram e encontram uma porção enorme deles, era fácil capturá-los. Eles não ofereciam resistência nenhuma.

Levado ao laboratório mais próximo, constatou-se que era o Aedes Aegypti, o violento mosquitinho da dengue.

Analisando melhor, a cientista chegou a conclusão que era um pouco diferente do original brasileiro. Alguma coisa na sua cauda e um pouco mais comprido a barriguinha dele. Era somente machos, não havia nenhuma fêmea em todas as caixas pesquisadas.

Osvandir ficou sabendo por jornais das pesquisas e resolveu visitar o laboratório da Dra. Maísa, em Campina Grande, Mato Grosso do Sul.

Dias e dias de experiência com fêmeas, verificou-se que elas acasalavam com muita facilidade com tais mosquitinhos.

Passado alguns meses os ovos produzidos pelas fêmeas foram analisados pela cientista e outros pesquisadores que foram convocados pelo laboratório de Campo Grande-MS, CPI - Centro de Pesquisas de Insetos.

Eles eram um pouco diferentes dos ovos das outras fêmeas que picavam a gente todo dias pela manhã e no final da tarde.

Na picada, ela aplicava uma substância anestésica, fazendo com que não houvesse dor, só descobríamos quando dava aquela coceirinha.

O mosquito macho alimenta-se de frutas, somente a fêmea pica as pessoas e animais.

No momento que está retirando o sangue, a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue para o ser humano.

Antigamente a fêmea depositava seus ovos em locais com água parada e limpa, atualmente ela deposita até em água um pouco poluída.

Cada vez eles ficam mais resistentes a venenos produzidos por laboratórios que enriquecem e nós ficamos com a praga.

No início foi o BHC, depois veio outros venenos e atualmente eles usam o fumacê com veneno misturado com óleo de soja, o que andou matando algumas pessoas no Nordeste.

Os sintomas da dengue todos conhecem: febre alta, dores de cabeça, nas costas e articulações e dores na região atrás dos olhos.

Retornando aos ovos diferentes da fêmea acasalada com o estranho mosquito mexicano chegou-se a conclusão que tais ovos não reproduziam qualquer tipo de mosquito. Perdiam no meio das águas e eram muito apreciados por peixes...

O resultado disso tudo foi que o mosquito da dengue estava quase extinto no Estado do Mato Grosso do Sul.

No entanto quando Osvandir chegou a capital, ao abrir os jornais...


JORNAL O PROGRESSO

Inseto que fugiu de laboratório pode causar calamidade.

FOLHA DO POVO
NOVO MOSQUITO DA DENGUE ESTÁ MAIS FORTE DO QUE ANTES

sexta-feira, 6 de março de 2009

OSVANDIR E OS JOGOS DE LOTERIA


“Se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça.” (Avô do Osvandir)


Se você jogar na Mega Sena as probabilidades de acerto são as seguintes: Com 6 números será de 1 (um) acerto para cada 50.063.860 (cinqüenta milhões, sessenta e três mil e oitocentos e sessenta). Portanto nobre amigo é facim, facim. Vamos todos jogar na Mega Sena, encher os cofres do Governo e ficar rico daqui a 100 anos.

Tudo isso é pura ilusão, quem acerta é por sorte!
Não existe fórmula mágica para ganhar, ganha quem joga ou perde quem joga!

No Brasil se o sujeito tiver R$2,00 reais, ela vai na lotérica e compra uma bilhete da Mega (diz o corretor ortográfico que é Meiga) Sena.

Cita-se o caso daquele matuto do Mato Grosso, quando sua mãe pediu-lhe que vendesse a última vaquinha do sítio, para comprar feijão; ele foi até a cidade e comprou tudo em bilhetes.

Passado o susto e a raiva da mãe, ele foi até a cidade e qual não foi a sua surpresa, ganhara sozinho o prêmio.

Entrevistado por uma grande rede de TV o que faria com o dinheiro, disse que a primeira coisa seria colocar dentadura na boca.
O coitado não tinha nem noção do que ganhara.

Outro queria comprar uma casa, carro e passear com a família. Acabou alugando um avião só para si, o resto da família e alguns amigos e foram para praia gastar os reais. Só poderia ser coisa de mineiro!

Aquele outro ganhou na Loteca, antiga Loteria Esportiva, não quis nem saber, deu um pulo tão grande na cama que quebrou tudo!
Foi direto para capital para receber o prêmio. Na segunda-feira o Jornal Estado de Minas publica a seguinte manchete: 40.937 ganhadores da Loteria Esportiva desta semana. O coitado do rapaz tinha ido de táxi, o valor a receber do prêmio era cerca de R$300,00, mal dava para consertar a cama e pagar o táxi, sem falar no almoço regado a vinho e churrasco que devorou até esperar a agência abrir...

A maneira de preparar o jogo são as mais diversas. Aquele ganhador do maior prêmio de alguns anos anteriores jogava baseado nas datas de nascimentos sua, da esposa e dos filhos.

Outro preparava uma cartolina onde colocava açúcar nos 60 quadrados e de acordo com o pouso dos mosquitos ele marcava o cartão. Este nunca ganhou nada.

Aquele fechava os olhos, rezava e marcava o cartão assim de olhos fechados, alguns números não eram marcados, mas aproveita-se a maior parte.

Tem aquele caso de uma menina que não sei de onde, previa os números da sorte. Quem chegava primeiro e pagava um real ela dava o resultado. A maioria chegou a ganhar R$10,00, R$20,00, nunca passava disso.

Outros preferem o bolão, coisa perigosa de jogar, se não receber uma cópia do dito. Aqui aconteceu um caso, que ainda está na justiça:
Vários amigos jogavam na Mega Sena quando ainda era apenas uma vez por semana. Os números eram sempre os mesmos. Um dia saiu uma bolada, primeiro prêmio. Acontece que não foram todos que pagaram, parece-me que uns dois ou três. O que recolhia o dinheiro dos bolões, acabou ficando com a maior parte. Comprou prédios, fazendas e gastou todo o dinheiro. Até hoje os outros jogadores tentam reaver o prêmio.

Às vezes o jogo vira uma cachaça. Juntando as duas, a cachaça e a Mega o assunto toma proporções enormes. O sujeito só fala naquilo, só lê o resultado daquilo, liga para os amigos tecendo comentários do dito jogo é uma sina a tal de Sena! Igualzinho quem é torcedor “doente” de futebol.

Um pescador jogou na loteca e levou o bilhete no bolso para a pescaria. Ao preparar um anzol deixou o bilhete cair ali no meio do pasto. No outro dia saiu o resultado, ele acertara os seis números, sabia por que havia anotado em uma caderneta que sempre guardava para saber quais os números que saiam mais. Foi procurar o bilhete. Onde estava? Não achou, reviraram a casa pro ar atrás do papelzinho, no meio daquela papelada de água, luz, telefone, carnês de compras, supermercado e nada de encontrar. Aí lembrou que havia levado o bilhete para pescaria, correu até o local. A surpresa foi grande: o papel estava lá no chão, mas só a metade, as formigas cabeçudas carregaram o prêmio para o seu ninho. Milhões, debaixo da terra, sabe Deus em que lugar. Um verdadeiro Tesouro Enterrado!

Este assunto veio à tona porque esta semana o Osvandir jogou na Lotofácil, que de fácil não tem nada, assinalou 15 números, ajudou uma Senhora que também fazia o jogo. Ela disse que se ganhasse remeteria a sua comissão de 20%, pediu-lhe o telefone e e-mail. Ele ficou todo empolgado. Saindo o resultado do jogo, foi logo conferir. Ganhou! Que beleza! Então foi ver de quanto seria o seu prêmio, pois havia feito 11 pontos, ficou sabendo que seria de R$2,00. Ficou enfurecido, rasgou os papeis de resultados e o próprio bilhete, disse que não iria na loteca para receber uma porcaria daquela. Telefone tocou, a dita senhora ligou para contar-lhe que ganhara na loteria com o cartão que ele marcara. Quis saber de quanto era o prêmio: R$2,00. Foi aí que ele decidiu não mais jogar em qualquer tipo de loteria.

O caso mais interessante que o Osvandir ouviu sobre loterias e prêmios foi de um maconheiro. Comprara o bilhete na Lotérica Sorte Certa e no outro dia quando saiu o resultado viu que tinha feito os seis números daquele sorteio. Procurou o bilhete por todo lado, até debaixo do colchão. Olhou junto de outros papéis e nada de encontrá-lo, puxou pela memória e lembrou que andou fumando na noite anterior. Foi ao local e achou um resto de cigarro no chão, quando abriu o papelzinho viu um pedaço da letra “M” de Mega Sena, foi ai que percebeu que fumara o bilhete, isto é, enrolou o “fumo” no papel do bilhete e consumiu. Ele ainda teve a cara de pau de levar o pedaço do papel para o Gerente da Instituição controladora dos sorteios para ver o que poderia ser feito.

Talvez o caso mais esquisito aconteceu num pequeno povoado denominado “Fim do Mundo”, onde não tinha mesmo coisa nenhuma.
Não tinha posto de saúde, diversão, cinema, lan house, locadora, padaria, farmácia, comércio grande, supermercado, carro nas ruas, nada, nadinha de nada. Só mariazinha que ficava ali na janela, bordando em cruz os desenhos mais lindos. Alguns turistas que erravam o caminho passavam por ali e compravam os seus trabalhos, cujo preço ela não sabia dizer, eles falavam um valor que logo era aceito pela bordadeira. Foi num dia, num passado distante, na época que não havia estas loterias e sim aquela dos bilhetes comuns que ela resolveu investir num bilhete inteiro que seu Zé bilheteiro vendia de quinze em quinze dias, às vezes nem recebia, deixava para a próxima vez. Mas Mariazinha não sabia ler, como iria conferir tal bilhete. Não precisava preocupar-se, o Zé traria o resultado na próxima vinda. E ele veio na quinzena seguinte segurando o resultado numa mão e várias tiras na outra. Falou para ela buscar o bilhete. Número 5.788, Loteria Federal, de 12 de dezembro de 1957, ela começou a abrir o papel, deu para notar que o primeiro número era 5, o cinco dos cinco dedos da mão. Isso ela sabia bem. Fechou rapidamente aquele bilhete inteiro e entregou-o ao bilheteiro. Zé não acreditou, ela acertara na “cabeça”: 5...7...8...8. Mariazinha foi ficando amarela, era branquinha, depois vermelha que nem peru e caiu de barriga para cima. Tentaram reanimá-la, estava morta, sofrera um ataque cardíaco.

Manoel Amaral – Escritor Fantasma
“GHOST WRITER: Essa profissão remonta ao Egito Antigo, onde a classe dos escribas servia diuturnamente os faraós e altos membros da corte para a confecção de documentos e decretos reais.” Waldo Luis Viana

terça-feira, 3 de março de 2009

OSVANDIR E A REFORMA ORTOGRÁFICA

Osvandir e a reforma ortográfica

Ultima flor do lacio inculta e bela. (Avô do Osvandir)


Osvandir levantou-se meio sem ideia (idéia), para escrever qualquer outra coisa. Foi verificar a nova reforma ortográfica. Mais palavras deveriam ficar sem acento como já o fazem os jovens na internet.
Somos da opinião que todas as palavras paroxítonas deveriam perder o acento e muitas outras oxítonas. Exemplo: fácil, Mário, Márcio, etc.

Não iriam mudar o sentido de pronunciá-las, lâmpada continuaria sendo lampada, sem o acento, acontece que o Word não deixa.

Ficou muito chato a gente escrever agora, qualquer texto corretamente.
Olhamos enquanto estamos escrevendo e ao terminar-mos o papel estará todo marcado de vermelho ou estará acentuado de acordo com a regra anterior.

Lutar contra o programa é muito difícil. Tem hora que ele teima em repetir que isso é aquilo e não tem jeito.

E por falar nisto, quando é que vão fazer uma reforma de verdade, definindo os problemas do “G”, “J”, “X”, “S”, “CH”, “LH” e outros assuntos complexos da língua. Facilitaria bem para o turista ou quem se aventurasse a estudar nossa Flor do Lacio (?).

E aquela fruta do coqueiro, tem acento onde? Vou contar uma historinha para esquentar o ambiente: Um vendedor de praia resolveu candidatar-se a Vereador. Para ajudá-lo alguns de seus colegas fizeram uma vaquinha e mandaram imprimir 10.000 santinhos. Acontece que os trabalhos aumentaram muito lá na gráfica e um novato não entendia nada de palavras. Não teve dúvidas, ao chegar à gráfica preparou o slogan e mandou imprimir. Todos já estavam com os santinhos nas mãos na manhã seguinte e foi aí que o rapaz que fizera a doação para o Zé foi à banca e interpelou:
__ Zé, você viu o que saiu no santinho?
__ Não! Chegou aqui e mandei distribuir, não sobrou nenhum.
__ Olha o que imprimiram na gráfica: Zé do Cocô, deveriam ter colocado o acento no primeiro “o”, côco.
Acontece que ele não tinha razão, a palavra coco nunca teve acento.
O pior é que tem muito supermercado ( e por falar nisso como fica esta palavra?) que sempre colocaram acento no pobre do coco.
São coisas assim que dificulta o aprendizado dos mais jovens e dos mais velhos.

Vamos então à reforma propriamente dita para auxiliar o leitor:
O fim do trema já estava quase no fim mesmo. Na escrita diária quase ninguém lembrava mais do coitadinho do trema: liguiça, frequente, sequestro agora se escrevem desta maneira.

A eliminação de acentos em ditongos abertos como “éi” e “ói” em idéia e heróico também caíram, escreveremos agora ideia e heroico. As palavras oxítonas como herói, papéis, troféu mantêm o acento.
Também palavras paroxítonas como feiura e outras com acento no “i”.
Em palavras com letras repetidas não tem mais acento: voo, veem, enjoo, etc. (Não vá escrever-me perguntando onde ficarão os acentos nestas palavras, ok?)

O acento que diferenciava palavras como pêlo/pelo, para/para, também caiu. Agora falamos assim: __Quem pelo negro tem este cão.
Atenção, o nome de minha terra continuará sendo “Pará”, viu pessoal.

Nas palavras crêem, lêem, cai o acento circunflexo; fica portanto: creem e leem.

O acento agudo no “u” em “gue”, “gui” e “qui” não existirá mais.
Esta também quase ninguém praticava mais.

Os hífens apresentaram muitas mudanças, umas muito boas outra nem tanto! Exemplo: A palavra pára-quedas, tiramos o primeiro acento e emendamos a palavra que dará: paraquedas. Muito boa essa!
Contra-regra passou para contrarrega. Esta não gostei...
A gente escrevia microondas agora é micro-ondas. Esta é boa.
Palavras que contenha o prefixo “ex”, continuam com hífem: Ex-presidente. É uma confusão sem fim, acho melhor consultarem no Google mais detalhes.
Palavras de origem indígena vão continuar com o hífem: jacaré-açu.
O J.Peret que poderá dizer-nos como ficarão outras palavras.

A inclusão das letras K, Y e W no alfabeto nem vou comentar.

Vou parar de escrever porque já estou ficando sem ideia, com enjoo, isto está virando paranoia e sei que no fim vou ficar sem plateia.

Manoel Amaral

Fonte Pesquisa:http://www.reformaortografica.com/acentuacao-1/