quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

OSVANDIR GANHOU NA MEGA-SENA DA VIRADA

Duas pulgas conversando:
— O que você faria se ganhasse na Mega-Sena da Virada?
A amiga responde, com ar de sonhadora:
— Ah... Eu compraria um cachorro só pra mim!


Osvandir começou a comprar os bilhetes da Mega-Sena da Virada, desde o dia 15 de dezembro.

Tudo parecia que dar certo. Jogou nas dezenas: 10, 20, 30, 40, 50 e 60. Sabia que muita gente iria fazer isso, não importava, se ganhassem todos seriam felizes.

Marcou um cartão com um jogo sonhado, outro por pura intuição e um outro de acordo com as idades dos sobrinhos e pais.

Remexeu no bolso ainda sobrara alguns reais; fez mais dois jogos diferentes, marcou os extremos e centro do cartão: 01, 10 – 51 e 60, além de ir para o 25 e 36, depois repetiu os mesmos números dos extremos em outro cartão, alterando somente os números do centro passando para 26 e 35.

Jogou um cartão com os números do seriado da TV, LOST: 4, 8, 15, 16, 23 e 42. Fez outra seqüência com estes números: 48, 41, 51, 52, 34 e 26. Jogou também, como não poderia faltar, nos números derivados de 2009 e 2010: 20, 09, 21, 10, 22, 01.

As datas de nascimento da família, da namorada, tudo serviu para palpite de jogo.

O número da casa, do telefone, do celular e assim por diante.

Agora era só esperar. O dia 31 de dezembro chegou, 20 horas seria o sorteio. O tempo não passava, a aflição era muito grande.

Andou pra lá e pra cá dentro de casa, não deu. Resolveu fazer uma caminhada para relaxar. Passou na porta da Casa Lotérica, antes das 14 horas e a fila era enorme. Pensou: __ Ainda bem que fiz meu jogo por antecipação. Foi um cartão por dia, até ontem.

Aproximando-se das 17 horas e a TV a todo instante fazia chamadas dizendo o valor do prêmio, cerca de R$140.000.000,00 (cento e quarenta milhões de reais), só de juros, na poupança, daria mais de R$500.000,00 mensais. O que fazer com tanto dinheiro?

Começou a pensar: __ Primeiro sumiria por uns dois meses, para fugir da mídia, iria pescar no Pantanal e viajar para Itália a fim de conhecer os antepassados da família Nicolai.
Tentou tomar um cafezinho, a mão tremeu, o café caiu na camisa branca da virada do Ano Novo. Nem importou, o seu sentido estava no resultado da Loteria.

Não enxergava mais nada, uma tinta preta escorrera dentro de seu cérebro, por entre os neurônios, apagando tudo. Os seus pensamentos eram apenas uma fumaça negra. Tentou usar o computador e não conseguiu nada.

Foi ver alguns filmes na Sky, não conseguiu. Nem a Play Boy atraiu a sua atenção.

O tempo não passava, os segundos eram horas; os minutos dias e as horas meses. Tudo arrastando numa lentidão sem fim.

Os foguetes começaram a estourar, não sei se pela Mega-Sena ou pela passagem de ano. 2010 seria muito bom para todos, número par, final de zero, somando três e com dois números iguais. Este seria mesmo um ano de sucesso para muitos.

Pegou os bilhetes, ficou olhando-os, aqueles números cresciam, viravam miragens, castelos de areia.

Chegou a hora, saiu, agora eletronicamente, o primeiro número: houve um acerto. O segundo: também acertou. O coração estava saindo pela boca. Saiu o terceiro número e houve na sala borbulhar, havia acertado!

Uma pequena pausa no sorteio, para acalmar os jogadores e aumentar o suspense. O Ibope da TV foi as alturas. A internet ficou totalmente congestionada. Foi sorteado o quarto, nem precisava dizer, ele acertou.

Começou a passar mal, as pernas amoleceram, ficou vermelho que nem um peru. A quinta bolinha desceu correndo pela tubulação transparente da máquina eletrônica e caiu naquela mesinha. Apareceu na tela da TV e ele acertou.

O sexto número fez a mesma trajetória e a máquina vomitou-o naquela mesa transparente. Houve um hôôô!!! A bolinha quase caiu no chão de tanta emoção dos que extraiam da máquina aquele resultado.

Daí em diante, na TV, nos Rádios e as conversas nas ruas, só falavam naquilo. Muitos milhões nos bolsos de alguns e outros a ver navios.

Manoel Amaral

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A MULHER DE BRANCO DE OURO PRETO

O baile estava muito animado, corria o ano de 1999, Osvandir resolvera passar as férias naquela belíssima cidade de Ouro Preto.

Uma linda garota aproximou-se de sua mesa e uma conversa foi iniciada:

__ De onde você vem? – Quis saber a garota.
__ Sou do Centro-Oeste de Minas. – Respondeu Osvandir, já meio entusiasmado.
__ E você, é daqui mesmo ou de outra cidade?
__ Sou de uma cidadezinha do interior. Moro no Internato há alguns anos.

Beberam muito, dançaram bastante e na hora de ir embora, como estava fazendo muito frio, Osvandir cobriu aqueles ombros desnudos da jovem, que usava um longo vestido branco, com o seu blusão.

Seguiram de carro até as proximidades da Capela de Nossa Senhora das Dores, aí ela disse:
__ Moro por aqui...
__ Você já vai descer, não quer conversar mais?
__ Preciso entrar antes do amanhecer, já é muito tarde, depois conversamos mais.

Osvandir nem sabia o nome dela, correu atrás e perguntou:
__ Como é o seu nome? – Ela já sumia na esquina daqueles velhos casarões da rua, mas respondeu:
__ Meu nome é Maria Cândida.

Uma lufada de vento, de arrepiar, atravessou a rua e levantou os seus cabelos. Sentiu um clima de terror. Tudo por ali tão estranho.
Pensou: __ Amanhã volto para conhecê-la melhor.

No outro dia voltou, procurou informar-se sobre um internato para mulheres. Encontrou um, próximo a linda igreja barroca. Foi até a secretaria e perguntou sobre Maria Cândida.

Consultaram a listagem de internos e não encontraram nenhuma Maria Cândida. Aí perguntaram:
__ Ela estava de branco?

O medo percorreu a espinha dorsal de Osvandir, mas mesmo assim respondeu:
__ Sim, ela estava de branco, por quê?
__ Você não sabe? É a famosa Mulher de Branco, faleceu há muitos anos. Poderá comprovar o que digo, veja no cemitério ao lado da igreja, a sua tumba.

Ao sair daquele local, Osvandir foi visitar o cemitério indicado. Procurou muito, mas lá no canto direito, num velho túmulo estava escrito na lápide:
Maria Cândida, nascida em 1800 e falecida em 1823.

E seu blusão? Que fim levou?
Ao chegar ao Hotel uma secretária entregou-lhe o blusão dizendo que uma linda jovem, de branco, dissera que era para entregar para você.

Foi aí que Osvandir passou acreditar na lenda da Mulher de Branco de Ouro Preto.

MANOEL AMARAL

sábado, 19 de dezembro de 2009

OSVANDIR E O MISTÉRIO DA LUZ ESPIRALADA

Esta semana, a cor azul está tomando conta dos casos. Veio a pedra azul que caiu do céu e esta gigantesca espiral luminosa pairando sobre a Noruega.

Laser não pode ser, festa lá não tinha. Era um lugar ermo. Um fenômeno misterioso. Lindo de se ver mas deixou a todos assustados.

Um meteoro? Uma bola de fogo? Um UFO? Ninguém sabe ao certo!

Alguns cientistas dizem que tratava de um rastro de um foguete russo. Já fizeram muitas experiências e entendem do assunto, mas a Rússia negou que esteja fazendo testes com foguetes naquela área.

No entanto a Marinha Russa disse que estaria mesmo fazendo experiência naquele local e deve ser o lançamento de um foguete que não deu muito certo.

Osvandir lembrou de seu tempo de criança, lá do no Estado de Goiás, quando soltava busca-pé. Se alguém quebrasse um pedaço da cauda (varinha de bambu), ele girava no espaço, que nem a figura formada das fotos da Noruega.

Não é a primeira vês que este tipo de imagem aparece no céu, mas com esta beleza e registrada por câmaras possantes, é difícil de encontrar.

Cientistas do mundo inteiro quiseram dar os seus palpites e muitos informaram que não se tratava de uma aurora.

O mais interessante é que de seu centro partiu um raio azulado em direção a terra.

Poderia até ser um tipo de experiência, para um novo filme 2012!
Os adeptos de filmes apelidaram o fenômeno de “Star Gate”, quem sabe poderia ser um buraco negro?

Seria um fireball, bola de fogo, ou explosão nuclear?
Pode tratar-se de um novo fenômeno celeste. Um aviso?

Vamos deixar de brincadeira que a coisa é séria. Se a Marinha Russa confirmou que esteve fazendo experiência no local, quem sabe possa até ser aqueles tipos de escudo invisível para abater foguetes inimigos?

Para Osvandir aquilo foi apenas um redemoinho de luz, mas que beleza! Parecia até um daqueles que aparecem no mar.

MANOEL AMARAL

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

OSVANDIR E O ATAQUE

“Um Cavalo-de-Tróia do ransonware invade seu PC e
compacta todo o conteúdo da pasta “Meus Documentos”
para um arquivo protegido por senha.”
(Fernando Mellis)


Estávamos numa sexta-feira, véspera de um feriadão, pois na terça seria dia-santo, então ninguém iria trabalhar na segunda, ficando tudo paralisado até quarta-feira.

Osvandir chegou de uma de suas viagens na quarta de manhã. Ao consultar a sua caixa de e-mail, verificou uma mensagem meio esquisita.

Exigiam um determinado valor para liberar arquivos do Windows, com extensão .DOC.

Indicavam a conta onde deveriam ser depositado o tal valor.

Osvandir lembrou que uma semana antes havia aberto, por acidente, um e-mail com anexo de extensão .EXE.

A primeira coisa que lhe veio à mente foi verificar os arquivos com as suas histórias, que iniciam sempre com o seu nome.

A decepção foi muito grande! Não encontrou nenhum arquivo, nas pastas, e nem na listagem normal da abertura de MEUS DOCUMENTOS. Olhou no Desktop, nada! Nenhum arquivo com início da palavra Osvandir. Ficou apreensivo! Todas as suas histórias foram retiradas dos arquivos do computador, bem como outras que tinha relação com tais documentos.

Ligou para um de seus amigos e fez a exposição do problema. Ele respondeu:
__ Pode ser um CAVALO-DE-TRÓIA, instalado inadvertidamente em seu computador. Ele compacta todo o conteúdo da pasta “Meus Documentos” para um arquivo protegido por senha, caro amigo.

__ O que poderemos fazer? - perguntou aflito Osvandir.

__ Primeiro alguns conselhos: Jamais abra arquivos com anexos e nem rode executáveis, se não conhecer bem quem é o remetente. Todo cuidado é pouco em fim de ano, quando recebemos Cartões de Natal, solicitação de nova amizade, faturas falsas, e-mails de bancos (eles não enviam e-mails para ninguém), ofertas de jóias ou eletrônicos (celulares, câmeras digitais) a preços baixíssimos.

__ Mas as tentações são muitas e é muito difícil resistir a tais ofertas.
__ Pois é meu caro, mas aí é que reside o perigo. Cuidado com as ofertas gratuitas de toque de celular, músicas e leilões. Todos podem conter vírus.

__ Mas e agora, o que eu faço?

__ Vamos tentar solucionar este problema! Este tipo de “seqüestro” é chamado de “Ransomware”. Os hackers (na realidade os crackers) seqüestram os arquivos do computador, criptografando-os e tornando-os ilegíveis e inacessíveis. Os arquivos só são devolvidos mediante pagamento de resgate.

__ Então é pior que estes seqüestros por telefone, onde os bandidos exigem certa quantia para soltar uma pessoa, que na realidade, não foi raptada, mas a família que não sabe disso, fica muito apreensiva e dependendo da situação, pode até pagar o resgate.

__ Aqui precisamos fazer uma distinção: Hackers são do bem, Crackers são do mal. Os primeiros trabalham na segurança das empresas, os segundos tentam invadir os computadores, para obter vantagens ilícitas.

__O que resta é verificar se tem cópias em CD, nos arquivos. Se não tiver, procure a polícia. Não pague nada e não visite nenhum link presente no pedido de resgate.

__ E não tem nenhum programa de recuperação de arquivo?

__ Pode até ter, mas outro cuidado, ao fazer download de programas gratuitos, pode estar levando para o seu computador, vírus.

__ Meu Deus! Então não poderemos fazer mais nada, que pegamos vírus.

__ Também não é assim. Precisamos tomar cuidado com e-mails que tem anexos de extensões .cmd, .bat, .scr ou .exe. Deverá manter seu Sistema Operacional e aplicações de segurança, como anti-spam, anti-phishing, antivírus e anti-spyware, sempre atualizados.

__ Estou até com medo de mexer no computador. Lembro de uma vez que ao abrir as páginas que sempre trabalho, as letras foram caindo uma a uma. Fique horrorizado e desliguei o computador. Depois fiquei sabendo que eram os meus sobrinhos que pretendiam passar-me este susto.

__ Olha Osvandir, tem muitos crackers que invadem os sites de vendas para roubar informações pessoais dos consumidores que fazem compras pela internet usando computadores públicos ou redes de Wi-fi abertas.
__ Sei que existe até o Chupa-cabra, instalado nos equipamentos bancários, que retém dados dos cartões dos usuários.

__ Uma das precauções que recomendo é trocar todas as suas senhas,(até as dos cartões dos bancos) não usando nome próprio, data de nascimento e outras fáceis dos ladrões associarem.

__ Ao comprar pela internet devemos verificar o endereço físico da loja...

__ Isso é outra coisa que devemos prestar a atenção, precisamos saber, nome, endereço, telefone e e-mail, para o caso de uma devolução, troca ou reclamação qualquer. Só comprar de lojas conhecidas.

__ Agora mesmo vejo em meu grupo alguém reclamando que estão enviando e-mails a seus amigos oferecendo Viagra, como pode ser isso.

__ Pode acontecer de o computador estar infectado e enviando e-mails falsos, sem o seu conhecimento.

__ Olha aqui, Osvandir. Não precisa preocupar-se, todas as suas histórias estão gravadas em CD. Deve fazer isso toda semana, não se esqueça, - disse o seu sobrinho. Mande formatar o HD e depois instale os anti-vírus, para não ter mais problemas.

__ Ufa! – Desabafou Osvandir.

Não receba Presente de Grego, neste Natal; fuja do Cavalo-de-Tróia!

MANOEL AMARAL

domingo, 13 de dezembro de 2009

OSVANDIR, LOBISOMENS E VAMPIROS IV

Capítulo IV

ANOITECER

"Aquele que o amanhecer vê orgulhoso,
o anoitecer vê prostrado."
(Sêneca )

Osvandir notou que Joanna sempre arranjava uma maneira de fugir da casa por algumas horas. Dezoito horas ela saía e dizia que iria meditar um pouco, no meio da floresta.

Achava aquilo meio esquisito mas não comentava nada. Agora mediante os fatos que estavam acontecendo, resolveu segui-la. Ela virou a esquerda numa encruzilhada, desceu uma grota e agachou-se atrás de uma moita. Osvandir ficou até pensando outras coisas. Porque será que ela não fazia as necessidades fisiológicas em casa?

Estava completamente enganado, do outro lado do caminho um servo pastava distraidamente sobre a ravina. Observou por alguns minutos e só viu um vulto subir e descer sobre o pobre animal. Olhou atrás da moita e não viu Joanna. Correu em direção a vítima, não viu mais nada, somente o animalzinho estirado no chão. Olhou o seu pescoço e apenas dois pequenos furos foi encontrado. Correu, correu. Chegou em casa e lá estava sua namorada lavando louça.

Não entendeu bem os fatos. Teria visto uma miragem? Ou tudo aquilo não estava acontecendo de verdade? Beliscou o braço direito e sentiu dor, era real.

Anoiteceu, tentou ler um livro a luz de velas, não conseguiu. Pegou o MP5 ouviu algumas músicas, o rádio não estava funcionando, daí há pouco sentiu uma rajada de vento vindo da janela do quarto. Olhou para o mato e não viu nada.

Abriu um site especializado em Lobisomem e Vampiros, de Bruno Vox, no seu notebook e lá estava: “Com os nomes de "Versipélio dos Romanos, é o Licantropo dos Gregos, o Volkodlák dos eslavos, o Werwolf dos saxões, o Wahrwolf dos germanos, o Óboroten dos russos, o Hamtammr dos nósdicos, o Loup-garou dos franceses, o Lobisomem da Península Ibérica e da América Central e do Sul, com suas modificações fáceis de Lubiszon, Lobisomem, Lubishome..., é, sempre, a crença na metamorfose humana em lobo, por um castigo divino.”

A diferença entre vampiro e lobisomem sabia bem: “o lobisomem surge sob a forma de um lobo gigantesco que se desloca quer sobre as 4 patas, quer como um bípede extremamente peludo que conserva traços humanos, embora particularmente repulsivos, e garras nas mãos. Em qualquer das formas, rasga as gargantas das vítimas, cuja carne devora em seguida, uma verdadeira máquina de matar.”

“Como são amaldiçoados, os vampiros não entram nas igrejas e nem tocam em símbolos religiosos, vivem em grupos. Eles conseguem assimilar melhor as mudanças que ocorrem no decorrer dos anos, porém os lobisomens são menos adaptáveis, por causa de seu instinto.” Completava aquela descrição na página da internet.

O vampiro é como um morcego gigante, alimenta-se de sangue e não come a carne do animal.
No outro dia, bem cedinho, procurou Dona Maria Rita e quis saber como passara a noite.

__ Caro ufólogo e estudioso de coisa estranhas, o meu marido dormiu como um porco velho. Roncou muito, mas não saiu da cama. Vamos ver as cabras, enquanto ele ainda está na cama.

Chegaram ao pequeno curral e contaram os animais, não faltava nenhum.

Na volta para casa Osvandir encontrou dois homens que seguiam apressados para o outro lado da floresta. Quis saber por que a pressa.

__ Vamos ver um estranho animal que foi aprisionado, no mato, na noite anterior pelo fazendeiro vizinho.
__ Posso acompanhá-los?
__ Claro! De onde vem? – Perguntaram os dois homens que fumavam sem parar, demonstrando nervosismo.
__ Estou passando uns dias naquela velha cabana ali ao lado do lago.
Seguiram para o local e ao aproximarem deram com um enorme lobo, com umas garras compridas e olhos esbugalhados.

Seria mesmo um lobo? Osvandir ficou na dúvida.

Voltou para cabana, as malas já estavam prontas. Deveriam voltar naquele mesmo dia para a cidade. Joanna já estava apreensiva, com um rápido beijo na boca, perguntou:
__ Onde andava, meu querido?
__ Fui até o sítio vizinho conversar com dona Maria Rita, esposa do senhor Zezito, sobre alguns animais.

Na volta para cidade, fez uma pequena parada na casa do sitiante e informou da captura do animal pelo seu vizinho. Estava assim, parcialmente resolvido o mistério dos ataques aos animais.
Dias depois Osvandir recebeu de seu Zezito um telefonema informando que os ataques a animais acabaram.
No dia seguinte um jornal sensacionalista informou em manchete de primeira página: “Banco de Sangue foi assaltado”.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

OSVANDIR, OS LOBISOMENS E VAMPIROS

Capítulo III

SOL DO MEIO DIA

“O amigo na hora certa, é o sol ao meio dia,
estrela na escuridão”
(Pe. Roque Schneider)


Joanna ouvira a conversa, disfarçadamente, atrás da porta do banheiro.

Osvandir, um pouco abalado pelo fato, informou a garota de tudo que se passara no sítio do senhor Zezito. A perda das cabras, o fato estranho de estarem sem nenhuma gota de sangue. Aquela história abalou profundamente o nosso jovem.

O sol do meio dia estava mesmo de “estourar mamona”, como dizem por aqui. Joanna, estava na cozinha preparando o almoço. O rapaz, no quarto, procurava algum vestígio, qualquer coisa que pudesse explicar os estranhos fatos que vinham ocorrendo desde a chegada dos dois aquele local.

Tirou as cobertas, sacudiu os travesseiros, olhou debaixo da cama. Nada. Tudo estava normal como antes. Olhou pela janela e viu uma cerca de arame com qualquer coisa balançando ao vento.

Aproximou-se e viu apenas uma mecha de cabelo bem comprido. Deveria ser dos animais que por ali transitam. Não deu a menor importância para aquilo.

Voltou pelos fundos e notou que a porta da cozinha estava aberta. Mas o que significaria isso? Praticamente nada! Perguntou para Joanna se ela havia saído pela porta da cozinha, ela respondeu que não precisou, pois todos os alimentos estavam na despensa.

Olhou para o chão e notou uma pegada parecida com as de cachorro.
Mediu o tamanho e assustou-se, mais de um palmo de comprimento, deveria ser um grande animal.

Seguiu-as e foi dar ao banheiro. Na banheira tinha vestígios de cabelos e barro. Pode notar até um pequeno pingo de sangue na borda da pia.

Perguntou para Joanna o que significava aquilo, ela disse tratar-se de barro de seus pés ao pegar o frango no quintal e o sangue disse que foi lavar as mãos após matá-lo na cozinha.

Caso encerrado, por hora, Osvandir ficou mais tranqüilo.

No outro dia, novamente o Senhor Zezito, apavorado, bateu na porta.

Ao abri-la, o cidadão foi logo entrando e dizendo:

__ Olha Osvandir, ontem foi mais uma cabrita, desta vez ficou toda destroçada. O animal comeu parte da carne do quarto traseiro. A garganta estava com umas três mordidas e o sangue ainda escorria dela.

__ Então Zezito, hoje a história está diferente de ontem. Tem sangue e o animal predador comeu parte da vítima.
__ É, ontem não tinha sangue nenhum na cabrita, enquanto que hoje tinha muito sangue... – falou, nervoso o sitiante.
__ Podemos deduzir que se trata de dois animais diferentes que estão atacando seus animais, vou investigar os casos e apresentarei uma possível solução, ainda hoje, - disse Osvandir.

Foi até o sítio do senhor Zezito para verificar os animais atacados. Achou uma cabra completamente sem sangue e outra toda destroçada. Na primeira notou apenas dois buracos no pescoço. Na segunda, sinal de caninos grandes por todo corpo da cabra.

Mais tarde, pensando bem, chegou a seguinte conclusão: O primeiro animal que sugava o sangue seria um vampiro, o segundo poderia ser qualquer animal, mas a maneira de atacar a garganta da cabra impressionou Osvandir.

__ Senhor Zezito, Vampiros sugam o sangue; lobisomem ataca, mata e come. No segundo caso, o desta noite, poderia ser qualquer animal carnívoro. Apenas uma pequena observação: olhe aqui ó, - Osvandir mostrou com o dedo indicador – um sinal perfeito de dois dentes caninos bem grandes. Dificilmente encontraríamos lobos com arcada dentária tão especial. Os lobos andam em matilhas, costumam viver em grupos organizados hierarquicamente. Já o lobisomem é solitário, caça sozinho. Se fossem lobos, sobraria apenas a ossada da cabra. Como sobrou muita carne, podemos deduzir que se trata mesmo de lobisomem.

__ Deus do céu, como pode ser uma coisa dessas aqui nestas redondezas? - Quase gritou Zezito. - E o primeiro caso?

__ Não vamos nos apressar, mas posso adiantar que quem suga só o sangue são os morcegos e vampiros. Estou analisando umas coisas que encontrei por aí, na mata, volto a conversar com você.

Quando está para sair, a mulher do sitiante resolveu entrar na conversa:
__ Já vi falar que lobisomem pode ser o filho de compadre com comadre...
__ Sim, em alguns locais do Brasil existe esta crença.
__ Osvandir, - chamou Dona Maria Rita, - a esposa de Zezito, venha até aqui tomar um cafezinho, na cozinha.

Enquanto isso D.Maria mandou Zezito buscar algumas verduras na horta. Era um pretexto, queria conversar, a sós, com Osvandir.

__ Olha Osvandir, o meu marido é filho de compadre Antônio com comadre Zélia...
__ Pode ficar tranquila que vou observar bem esta noite. Amanhã eu volto aqui para a gente conversar. E você fique de olho no seu marido.

MANOEL AMARAL
Participem de nossa ANTOLOGIA DE PROSA E POESIA clic na tag Antologia ou passe um e-mail para manoel.amaral@gmail.com

sábado, 5 de dezembro de 2009

OSVANDIR, OS LOBISOMENS E OS VAMPIROS

Capítulo II

A AURORA

Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem
anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King Jr)


Tudo correu, no seu ponto de vista, maravilhosamente bem. Acordou com fôlego redobrado.

Calçou o tênis, vestiu uma camiseta, o seu calção e saiu para uma caminhada. Os pássaros, nos seus ninhos chilreavam por todo lado. O sol levantava-se preguiçosamente no horizonte.

Osvandir foi até o lago, lavou o rosto e pode notar um ser diferente na floresta. Esgueirava-se por entre as árvores. Parecia um cachorro, hora uma pessoa. Magro e pele quase branca, com pelos dourados.

Aquilo mexeu com os nervos do rapaz. Correu até a cabana, queria dizer para Joanna o que vira. Ela não estava na cama. Olhou por todos os lados e nada encontrou.

Onde estaria a sua amada? Enquanto estava envolvido com estes pensamentos viu alguém abrir a porta. Era Joanna. Interrogada, disse que vinha do quintal. Falou que estava a procura de um bom frango que queria matar para o almoço. Mas ninguém viu frango nenhum naquela cabana...

Fatos estranhos: o semi-animal na floresta, a ausência de frangos naquele local. As histórias não estavam conferindo com a realidade.

Naquele meio tempo, alguém bateu na porta, assustado Osvandir foi ver do que se tratava:
__ Bom dia meu Senhor, - cumprimentou Osvandir.
__ Bom dia nada! Mau dia! Perdi alguns animais.
__ Mas o que aconteceu? Disse Osvandir.
__ Um animal estranho atacou meu rebanho de cabras e matou três.
__ Comeu os animais?
__ Não. Apenas sugou o sangue!
__ Mas que coisa mais estranha. Eu vi um animal esquisito atravessar a floresta quando estava fazendo caminhada, hoje de manhã.
__ Como era esta criatura? – perguntou o sitiante.
__ Tinha algum pelo comprido, dourado e dava para notar a pele clara. Tive a impressão de tratar de uma pessoa, no entanto parecia um animal.
__ Por aqui nunca aconteceu uma coisa dessas.
__ Pode ter certeza que se aparecer mais algum fato novo levo ao conhecimento do Senhor. Onde moras?
__ Fico agradecido. Moro ali do outro lado do lago, próximo da estrada, ao lado de uma árvore de aroeira, bem velha, carcomida pelo tempo.
__ Então até breve. Ah! Como é o nome do Senhor?
__ Chamo José, mas todos por aqui me conhecem por Zezito das cabras. E o seu nome?
__ Sou conhecido como Osvandir, o ufólogo.

Manoel Amaral

Participe de nossa Antologia de poesia e prosa: osvandir.ovni@gmail.com

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

OSVANDIR, OS LOBISOMENS E OS VAMPIROS


Capítulo I

A LUA CHEIA
“Mulher, tal qual lua cheia
Me ama e me odeia
Meu ninho de amor.”
(Raul Seixas)


Joanna, era diferente de outras jovens, com 21 anos, linda, loura e de pele muito clara. Era avançada para o seu tempo. Sabia de tudo. Informática então, ela adorava. Estava definitivamente fora de sua concha, bem diferente do sistema de vida local. Acabara de mudar-se de uma cidade grande para aquela ensolarada cidade do interior.

A sua família era um verdadeiro mistério. Uma mãe generosa nos atributos, loura de cabelos esvoaçantes e um pai severo, tipo nórdico, que desconfiava de tudo.

Ela ficou conhecendo alguns amigos na faculdade e entre eles se destacava quem ela achava que poderia ter um relacionamento mais íntimo: Osvandir, jovem lindo, sensual, pele queimada pelo sol abrasante, do interior, cabelos de cor negra; trará um universo desconhecido para Joanna, transformando completamente o curso de sua vida e ficando a sua história muito mais emocionante naquele marasmo de cidade pequena.

O que Osvandir não sabia, é que quanto mais se aproximava de Joanna, mais perigo corria em sua vida. Um perigo para si e para a população com quem convivia e que tanto amava.

O que ele nem imaginava que entraria num mundo totalmente diferente do seu. Algo assim sobrenatural, cheio de idas e vindas no espaço/tempo.

Joanna, naquele vestidinho escuro, curtinho, com um par de pernas longas de fora, parecia até uma bela garça ciscando na beira do rio. Mas o que ninguém sabia é que ali morava o perigo. Mas que é o perigo? Uma cobra coral num buraco de cupim, atacando um rato silvestre? Ou seria um jovem desprevenido entrando num mundo totalmente diferente do seu?

Muitas perguntas poderiam ser feitas a respeito daquela jovem linda, branquinha, pele lisa e macia.

Naqueles dias ela estava causando uma comoção nacional. É que foi a faculdade com um vestido cor-de-rosa tão curto que a maioria dos rapazes ficaram no pé da escada para vê-la subir. O resto da moçada enciumada trataram de cortar o mal pela raiz. Solicitaram ao Diretor que tomasse uma providência imediata. Exigiam a expulsão da garota daquela entidade.

Os jornais ficaram ao seu lado. Foi notícia no mundo inteiro, até no New York Times. Aquelas revistas inglesas de fofocas exploraram o caso como fizeram quando da morte de Diana, a Princesa de Gales. Aquela imprensa nojenta que tira proveito de qualquer fato com a finalidade de vender os seus jornais ou revistas.

Mas Joanna não se importava, seguia sua carreira, seu curso na história. Muitas coisas diferentes destas briguinhas de escola, iriam ainda acontecer em sua vida.

Noite de lua cheia, céu coberto de nuvens sombrias, uma cabana no meio do mato. Alguns raios, sinal de chuva forte naquela região. Um carro preto parara na porta. Entraram rápido para não molhar as finas roupas que vestiam. Joanna e Osvandir, marcaram ali a sua primeira noite de amor à luz de velas.

Tudo estava sombrio, escuro o céu. As árvores molhadas pela chuva, deixavam soltar uma leve bruma que cobria toda a região.

Osvandir foi o primeiro a notar que tudo por ali estava tão arrumadinho. Estranhou. Costumava passar por aquele local e sabia que aquela casa era abandonada há muito tempo.

Receoso de alguma armadilha tomou todas as precauções que julgava necessário. Trancou a porta, acendeu a lanterna, ligou o rádio e a TV. Queria algum barulho para saber se tudo aquilo era realidade ou fantasia. A sua mente imaginava as melhores coisas por acontecer.

MANOEL AMARAL

ANTOLOGIA LIVRE, em e-book, link: http://antologialivre.blogspot.com

sábado, 21 de novembro de 2009

OSVANDIR E O FILME LUA NOVA


"Antes de você, Bella, minha vida era como uma noite sem lua."

(Livro Lua Nova)

Osvandir iria com a namorada ao cinema para assistir Lua Nova, havia comprado dois ingressos com um mês de antecedência.

Um deles teve que ser trocado porque esqueceu de retirá-lo do bolso de sua calça jeans e a máquina de lavar triturou-o, sobrou apenas alguns pedacinhos de papel amarelo.

Teve que ir ao shopping, conversar com a gerência, explicar a situação, não tinha mais ingressos à venda para aquele dia.

O gerente, muito bacana, resolveu rápido, deu-lhe um ingresso de cortesia e disse-lhe para trocá-lo por outro ou confirmar a data do filme.

Tudo resolvido, chegou o grande dia da pré-estreia. Meia noite. Tudo escuro, mesmo antes de entrar no cinema, diga-se de passagem que o seu carro enguiçou e teve e solicitar um táxi para chegar até a casa da namorada.

Uma chuva muito grossa fez com que molhasse parte da roupa ao abrir a porta do veículo.

Na porta do cinema aquele alvoroço, mocinhas de 12 a 17 anos, todas doidinhas para entrar e o vigilante porteiro não abria o portão.

Dez minutos, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um e buuummm! Aquela pelota de gente, todos querendo pegar o melhor lugar no cinema. Eram duas salas, mas estavam todas vendidas. Não cabia mais ninguém. Pessoas sentadas no corredor, em pé lá atrás e aquele burburinho.

Quando a sessão começou, foi aquele silêncio sepulcral. Poderia até ouvir-se um mosquito da dengue zunir por ali.

Não era o filme ainda, apenas propaganda de outros, como o 2012 e Distrito 9, que Osvandir já havia assistido na semana anterior.

O filme começou e aquele jovem vampiro que não sugava sangue de ninguém, branquelo, mas lindo no imaginário das jovenzinhas, começou a atuar, arrancando sorrisos e lágrimas de todas.

Não é necessário contar aqui o enredo do filme, quase a mesma coisa que o primeiro. O mesmo esquema, como nos filmes de Harry Potter.

Os livros do mesmo autor vendem muito e estão no topo da lista da Revista Veja. Agora saiu outro, maior que os anteriores, cerca de 550 páginas, chama-se “A Hospedeira”.

É impressionante como os jovens leem aqueles livros, com quase 600 páginas, de um fôlego só. Começam e não param nunca. E ainda tem mais, incentivam aos pais também a lerem para ver de que se tratam estes livros que tanto encantam os jovens.

O filme acabou, muitas mães e pais estão ali na entrada do cinema para levar os jovens para casa. Alguns nem foram embora, ficaram por ali mesmo esperando. Olhando vitrine, fazendo algumas compras no Shopping. Vendo as roupas, as câmaras digitais, o Papai Noel, os bares, restaurantes e os jogos eletrônicos. A maioria com outras crianças menores, dando um trabalho danado.

Mas como dizia uma sábia Senhora:

__ É melhor esperar ali, sofrer um pouquinho, saber onde estão os filhos jovens, do que ter que receber notícias desagradáveis pelo celular.

MANOEL AMARAL

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O SACI PERERÊ E O APAGÃO


Imagem Google

“Não fui eu o responsável pelo apagão...”
(Saci Pererê)


O Saci Pererê faz parte do folclore brasileiro. A origem da lenda é do sul do Brasil.

A composição do Saci processou da seguinte maneira: o gorro vermelho é de origem européia, pito de palha ou o cachimbo pode ser dos mineiros derivado dos índios e numa luta de capoeira no nordeste acabou perdendo uma perna. Tem um largo cinto vermelho. Às vezes usa uma vara bem comprida para espantar os indesejáveis. Pode aparecer até pelado. Adora assoviar e ficar invisível. Quando fuma solta fumaça pelos olhos. Se tiver de bom humor pode ajudar as pessoas a encontrar coisas perdidas.

É um negrinho de origem africana que vive fazendo travessuras por aí. Muito brincalhão, faz desaparecer objetos e às vezes os esconde nos lugares mais esquisitos.

Costuma aparecer num redemoinho de vento. Quem consegue pegar a sua carapuça ou gorro, tem ele em seu domínio.

Alguns dizem que para conseguir pegar um Saci é preciso usar uma peneira de cambaúba, pequena, virgem (que nunca foi usada), colocando-a sobre o pé de vento e tirar o gorrinho.

Tem diversos nomes por este país inteiro: “Yaci-Yaterê” de origem Tupi Guarani, “Saci-cererê, Saci-pererê, Matimpererê, Martim-pererê”, “saci-saçura, saci-sarerê, saci-siriri, saci-tapererê ou saci-trique”, “matitaperê, matintapereira, sem-fim”,segundo constam em nossos dicionários. E para os lados do Rio São Francisco é conhecido como: “Romão ou Romãozinho”.

Muitas mulheres jogam a culpa no coitado quando o feijão queima no fogo alto do fogão a gás. Elas descuidam e o coitado é que leva a fama.

Em alguns estados dizem que ele nasce em brotos de bambu ou que viram orelha de pau. Uns acreditam que ele vive até setenta e sete anos. Se você ver um cogumelo nascer em algum lugar diferente pode acreditar que é o Saci.

Pois bem, aí está a lenda do Saci Pererê. Mas o que seria Pererê?
Segundo um Dicionário Online, a palavra viria do verbo pererecar (de perereca): “v.i. Bras. Mover-se agitadamente de um lado para outro. / Ficar desnorteado. / (RS) Saltitar, dar pulos.”
E é isso mesmo que ele faz...

Acontece que por esses dias estão culpando o Saci pelo apagão. Dizem que ele chegou num redemoinho muito grande, lá para as bandas de Itaipu e acabou prejudicando quase todos estados do país.

Isto é mentira da Elite. Querem culpar o coitado só porque ele sabe mandar uma enxame de maribondos para qualquer lugar para espantar uma boiada, mas não entende nada de energia elétrica.

Sabe fazer desaparecer algumas moedas, mas não como um Deputado ou Senador que fazem desaparecer montanhas de moedas por ano dos cofres da Nação.

Ele sabe andar ligeiro numa perna só, mas isto algumas pessoas também sabem fazer com o pouco dinheiro que recebem por mês.

Ele protege as crianças e os velhinhos dos maus caracteres, contra os pedófilos, os assassinos, os emprestadores de dinheiro para descontos em folhas, com contratos por telefones.

Luta contra estes abomináveis políticos que enriquecem ilicitamente, deixando o povo na pobreza.

Saci sabe dar saltos, rodopiar como um pião, dar rasteira, mas não sabe fazer truques sujos nas eleições, comprando votos ou induzindo os eleitores.

Sempre está por traz de quem é “cadeirante”, olhando aqui e acolá, para que não aconteça nenhum acidente.

Pererê nunca foi santo, mas pode ser invocado nas horas difíceis se precisar de ajuda para encontrar um objeto perdido. Se sentir um ventinho frio atrás da orelha pode ter certeza que ele está por aí.

Salvem o Saci destas injustas acusações! Ele é do bem!
Seu aniversário: 3l de outubro.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CHAPEUZINHO VERMELHO, O LOBO MAU E O APAGÃO

Imagem Google

“Alguém disse: __O último que sair apaga a luz,
- e o estagiário acreditou nisso!”


Aconteceu num País muito distante, pra lá da América do Sul, bem abaixo da Venezuela, onde tem um Presidentezinho muito carinhoso chamado “Polvo”, por causa de seus longos braços...

Aconteceu que uma mocinha chamada Chapeuzinho, andava com um vestido cor-de-rosa, muito curto, chamando a atenção de todo mundo e ainda aprontou o maior alvoroço na Faculdade onde estudava.

Como pretendia, ficou conhecida no mundo inteiro, até no New York Time, o maior jornal do mundo, ela posou e abusou. As revistas disputavam sua imagem à tapa! O que não faz umas pernas bonitas!

Porém o Ministro Lobo Mau, que não era do ramo, foi nomeado pelo Presidente para tomar conta do Ministério das Minas e Energia, ironicamente, lugar que era ocupado, há algum tempo por outra incompetente.

Mas depois do apagão (o dicionário do Word insiste em dizer que não é apagão e sim afegão), todos queriam comer o fígado do Lobo Mau, e perguntavam: __ Nosso País tem uma rede segura?

As repostas eram as mais contraditórias e alguns diziam que o País teria muita preocupação com a emissão de gases-estufa. Talvez fosse a plantação de repolho perto da grande floresta.

Para acalmar os cidadãos o Presidentezinho anunciou que além da “Bolsa Alimentação,” iria distribuir a “Bolsa Falação”, para todo mundo falar no celular. As empresas já tinham concordado, o dinheiro não era delas mesmo, era do Fistel – Fundo de Fiscalização das Telecomunicações.

Num apagão anterior julgaram a culpa na Mula-sem-cabeça, no Saci Pererê, no Boitatá, num hacker e por aí afora. O despreparo do Lobo Mau provou mais uma vez que aquele País estava um caos.

Horas depois do Blecaute, o Presidente atribuiu as causas a problemas atmosféricos; raios, trovões e chuvas fortes de granizo, poderiam ter provocado a escuridão. A escuridão estava é na cabeça dos dirigentes, eles olhavam mas não viam. E o Mandatário Maior da Nação continuava afirmando que o “sistema energético era eficiente e robusto”.

“Serrinha”, Governador de um grande estado disse que a “situação era gravíssima, bastava uma ventania ou raio para paralisar todas as turbinas” de Upiati. Falou que devia ser “falta de investimento e qualidade na manutenção.” O pior é que ele não está podendo falar muito em “qualidade de construção” porque uma ponte enorme, caiu mesmo no meio da rua, de uma grande cidade, logo depois da construção. Estas empreiteiras só trabalham com material de segunda...

A Polícia Secreta do País (PSR) “não descarta a possibilidade de que fatores não metereológicos (sabotagem) tenham provocado o episódio.”

Para acalmar o povo, o Presidente “Polvo”, aquele monumento de bondade, anunciou que transformará a TV Senado e TV Câmara, em TVs Populares, passando filmes de faroeste italiano, o dia inteiro, para o delírio dos pobres.

Como neste País o povo elege, democraticamente, de tempos em tempos, um novo Presidente; “Polvo”, já preparava secretamente a sua candidata.

Ele que não era bobo nem nada, escolheu a Chapeuzinho Vermelho, do vestido-cor-rosa, bem curtinho, para candidata a Presidente. A Oposição ficou horrorizada!

Acontece que Lobo Mau, que sempre foi muito mau, não estava nada satisfeito com isso. O “Serrinha” também quer ser candidato e ainda para complicar o Arécio, lá das montanhas do interior.

O Giro, que veio de Tiros, quer ser Vice de qualquer um. Acontece que a maioria das cidades do País, tem muitos empregados na administração e este ano já disseram: __ Não vai haver pagamento de 13º Salário. A situação está crítica.

O Presidente “Polvo” distribuiu bilhões para aquelas cidades, mas os Prefeitos gastaram tudo com propaganda, viagens, “mensalões” ou embolsaram o resto pura e simplesmente.

O Presidente, os Ministros e o resto dos capachos e cupinxas, nunca gostaram da imprensa. Dizem que ela é fofoqueira, “só diz o que não deve”. Esses dias publicaram uma lista dos cornos de uma cidade do interior, que deu pano para manga. Muita separação, briga de casais, duelos de garruchas, espadas etc e tal.

A imprensa descobriu ainda que o Presidente fez uma compra de mais de 1.000 ternos de uma só vez, muitos sapatos em couro legítimo, meias de todas as cores. Uniformes, guarda-pós, agasalhos esportivos, um montão de roupas.

O que mais chamou a atenção na imprensa foi que o Supremo Tribunal daquele País comprou dez lamparinas com seus respectivos pavios. Estavam prevenindo contra um novo apagão.

Mas como estávamos dizendo, Osvandir saiu com a namorada, foi passear à noite, bem próximo das usinas de Upiati, aquele lago lindo, sob o luar um turbilhão de águas.

Tudo tão calmo, nenhuma nuvem no céu, apenas estrelas bem brilhantes. De repente um raio surgiu do nada e uma estranha nave espacial cruzou o horizonte. Pairou sobre as redes de transmissão e por ali permaneceu fazendo acrobacias. Tudo escureceu.

Osvandir pode calcular, pelo tamanho dos prédios de Usina de Upiati que ela mediria uns cem metros de ponta a ponta. Parecia com uma bola de futebol americano, com uma cor azul brilhante e um entorno de branco muito forte.

Manoel Amaral
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O SEQUESTRO DO LEITOR

“Escrever é uma viagem perigosa para dentro de nós mesmos”
(Chistopher Vogler)


“Estava perambulando pelas páginas de um livro, quando senti que tinha sido seqüestrado. Não podia largá-lo, em hipótese alguma.Dizia o leitor aflito”

Neste esquema o leitor era obrigado a ler um conto diariamente. Uma tortura, mas real.

Aquele livro, grande, 364 páginas, antologia de contos, pegou aquele jovem desprevenido.

Não podia mais pensar nem agir como antes. Estava completamente comprometido com aquelas páginas.

Conta de energia, telefone, água, tudo ficou atrasado. Até a prestação da casa, que tinha uma multa e uns juros altos, ficou ali na gaveta.

A mensalidade da faculdade, a lavadeira, a prestação dos sapatos, das roupas, gente cobrando. Farmácia cortando o crédito e o cartão de crédito? Também embolando.

O trabalho de escritório foi esquecido, como se não existisse. O chefe ligou várias vezes, ele nem atendeu. Olhava na bina do aparelho telefônico e sabia quem estava ligando e desligava na cara do cidadão.

Tudo correndo desta maneira. A vivência era a dos contos, nada mais.

Enquanto isso, tudo acontecia do lado de fora:

Albertina se casara com Mário que a abandonou depois de três dias.

A Universidade expulsou a garota da mini-saia. Ela resolveu entrar com processo de indenização e danos morais.

O menino foi amordaço na escola. A Professora disse que ele falava demais.

A lista de cornos, naquela cidade do interior de Minas, estava causando o maior reboliço.

Homem tem documentos usados por irmão foragido, que pintava e bordava em seu nome.

O Ministro das Comunicações pretende dar ao povo, a Bolsa Celular. Disse que é para beneficiar quem tem bolsa família. Mas não é de graça, as empresas receberão do Fundo de Fiscalização das Telefônicas. Muito dinheiro envolvido: mais de dois bilhões de reais.

E no Sul de Minas, surto de diarréia, postos de saúde cheios de gente indo aos banheiros. Alguns acham que o Prefeito tratou mal a água da cidade.

Criança sai para entregar a chave da vizinha e é morta misteriosamente.

Várias balas perdidas (não existe bala perdida), matam no Rio.

Aposentados vão ter que esperar mais. O aumento prometido não vai sair. Quem sabe poderia sair um celular desta bolsa para os coitados.

Morto aparece no próprio velório, assustando todo mundo. Acontece que quem havia sido atropelado era outra pessoa. As suas irmãs esqueceram a sua fisionomia de tanto ele morar na rua.

Velório da mulher que ainda estava no Hospital. Explica-se estavam velando a mulher errada.

Namoro na WEB acaba em homicídio, o corpo da mulher foi encontrado incinerado.

Os Políticos, no ano que vem, serão todos honesto. Ano de Eleição vale tudo, até fingir que é homem do bem. Adeus quadrilhas, mensalões, empréstimos fabulosos, castelos e viagens ao exterior.

Seria melhor o Leitor ficar no mundo dos contos, aqui fora a vida continua cruel.

“No conto, o autor vence o leitor por nocaute”
(Alex Gennari)

MANOEL AMARAL

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

AS AVENTURAS DO OSVANDIR II

Ufólogo lança seu terceiro
livro em Divinópolis


O pesquisador ufólogo e escritor Manoel Ferreira do Amaral, 65, pós-graduado em direito público, escreve para jornais e revistas desde os 18 anos. Nascido em São Gonçalo do Pará, a terra do doce, veio para Divinópolis há 30 anos. Começou a escrever livros no ano de 2003, quando editou a obra de pesquisa histórica: História de São Gonçalo do Pará – À Beira do Rio Pará. Os outros livros escritos pelo autor são em formato de e-books, e é nesse estilo que há poucos dias lançou o seu terceiro livro As Aventuras de Osvandir II, onde explora, mais uma vez, de forma bem humorada, suas pesquisas e informações ligadas à ufologia.

“O nome Osvandir foi inventado, retirado de outros nomes de ufólogos brasileiros e internacionais, que lidam com a ufologia com a finalidade de ganhar dinheiro, enganando o povo.
Dois meses depois de lançado primeiro livro, em torno do personagem, um leitor enviou-me um e-mail para que observasse melhor o nome Osvandir, que tinha a palavra Óvni no seu contexto.
Fiquei espantado com aquela alusão porque o nome todo do personagem é Osvandir Vieira Nicolai (uma referência à máfia ufológica mundial) que também traz oculto o nome Óvni. Depois, pesquisando na internet descobri que existem vários Osvandires pelo Brasil afora”, explica.
Sobre sua referências literárias, o escritor declara: “Leio sempre Clarice Lispector, Affonso Romano Sant'Ana, Saramago, Fernando Pessoa, Machado de Assis (um ótimo contista) e Guimarães Rosa, por sinal um monumento da literatura nacional - tudo vem antes ou depois dele; um inventor de palavras. Além deles, leio também muitos autores novos na internet, em livros que baixo em arquivos especializados.
A inspiração para escrever vem de uma palavra dita por alguém na rua, num elevador, num campo de futebol ou uma placa dependurada numa parede. Um fato jornalístico, publicado nestes jornais de R$0,25, podem dar um bom conto. Aqui em Divinópolis estão sempre acontecendo coisas incríveis, difíceis de acreditar. Porém, conseguir patrocínio para imprimir o meu material é complicado, mas caso eu consiga qualquer tipo de apoio pretendo pelo menos colocá-los na www.amazon.com e outras editoras especializadas em e-book, para venda pela internet, bem como na www.lulu.com e também em meu blog pessoal (http://osvandir.blogspot.com)”, destaca o escritor.
JORNAL MAGAZINE - 11/11/2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE - FINAL

Capítulo IX
A VOLTA


O por do sol daquele planeta não era como na terra, era vermelho, quase sem nuvens. As estrelas pareciam mais quentes e se atiravam no espaço, num espetáculo raríssimo. Um vapor quente subia dos buracos de mineração.

Tem sempre que haver uma volta, e o tempo era chegado. As novas tecnologias que podem mudar o mundo para sempre, seguiam seu curso.

Já não era o mesmo, aquele jovem que um dia partira nesta viagem louca.

Na terra, sempre azul, debaixo das nuvens, mas a política mundial era um desastre.

A viagem de volta ao Planeta Terra ocorrera mais rápido que o esperado; na rota, a nave encontrou uma “corrente espacial” denominada pelos cientistas de “corrente de Galinewton”, que atuava no espaço, como as correntes marítimas, foi descoberta por um brilhante cientista, parente de Osvandir, morador no Estado de São Paulo.

Com várias ideias na cabeça, para criação e movimentação assim que pusesse os pés no seu planeta natal.

A primeira delas seria a criação de uma ONG – “Osvandir Nova Geração”, para incentivar a juventude a cuidar do meio ambiente antes que tudo virasse só poluição, como já acontece em vários lugares.

Aquela ideia surgiu quando ele visitava os “Marrons”, extraterrestres do Planeta X, que lhe passaram várias maneiras de cuidar do Planeta, antes que ele se tornasse inabitável, como o caso de seu próprio astro.

Todos seriam conscientizados para que pudéssemos viver bem, por mais alguns anos.

Assim se fez, depois de meses e meses naquela nave cargueira, pegando uma conversa aqui outra acolá, foi anotando tudo e daí surgiria o livro “As Aventuras de Osvandir no Planeta Marte”.
A publicação em e-book, já estava definitivamente estudada. Todas as escolas receberiam a publicação por e-mail.

As crianças do mundo inteiro poderiam ajudar a melhorar a vida em nosso planeta.

Um som estranho se fez ouvir. Um ronco mais próximo completou a cena. Um bocejo da moça alertou ao rapaz, que não estava gostando do filme.

Osvandir, acordou assustado, numa cadeira do cinema.

Fora assistir, na última semana, o filme Distrito 9, recomendado por um físico paulista, ufólogo e inteligente astrônomo, descobridor de estrelas.

O filme já estava no fim, a enorme nave espacial dos “Camarões” já seguia seu rumo, dormira boa parte naquelas aconchegantes cadeiras, ao lado de sua prima Oscarina.

Osvandir acordou do sonho, mas a ideia da ONG vai continuar, será realidade. O primeiro passo foi dado, ONG - Osvandir Nova Geração, já está criada

Manoel Amaral

terça-feira, 10 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo VI
O RACISMO


Como em qualquer aglomeração de seres humanos ou extraterrestres o racismo ocorre.

Quem acha que no Brasil e nos EUA existe racismo não têm a menor noção do que acontece em Marte.

Os indianos detestam os latinos americanos, que são odiados pelos chineses e todos são odiados pelos extras.

Tudo vira um caldeirão, toda balada anunciada por ali, pode esperar que sai briga de amarelo entre branco ou vermelho, entre marrom, coisa de louco. Marrom, com dissemos são os habitantes vindo do Planeta X, ou Nebiru, conhecidos como seres "subhumanos”.

Tinha uma placa no portão: “O trabalho liberta”, mas quem trabalhava era cada vez mais escravo. Viajavam em velozes trens bala, de um setor para outro, como gado indo para o matadouro, por isso os mais velhos não agüentavam, morriam de fome ou de sede. Párias, sujos, favelados do espaço. “Irmãos combaterão entre si e se matarão”. “O meu reino não é deste Planeta. Se meu reino fosse deste planeta, os meus soldados espaciais se empenhariam por mim, para que não fosse entregue aos vermelhos”, - dizia o profeta de longa barba branca.


Capítulo VII
A BANDIDAGEM
“Milionário não quer deixar de ser milionário e, para tanto,
precisa continuar colonizando e privatizando a máquina estatal”
(Waldo Luís Viana)

Não passava um só dia sem que o Jornal “O Amanhecer” noticiasse a morte de várias pessoas por assassinato pelo polícia ou briga entre gangues. A bandidagem era pior que na Terra. Drogas eram distribuídas por Setores e depois passavam para fazer a arrecadação.

A “TV Lobo das Ravinas” brigando com a “TV Renascer”, tentando cada uma aparecer mais que a outra e logicamente pegar os melhores anunciantes.

A empresaa Petro-Mar, a maior anunciante estatal, e a sua grande rival a Marte-Petro , especialista em descoberta de petróleo em qualquer lugar, agora estava pesquisando minerais mais nobres com “equipamentos de alta resolução (altimetria de satélite, gradiômetros gravimétricos e magnetométricos, magnetômetro de césio, DGPS e computadores potentes) tornando disponíveis um enorme volume de dados para exploração de recursos minerais.”

Altos cargos eram vendidos nas maiores empresas pela Máfia Marciana, chamada MM.

Casos de crimes de todos os tipos, como esses, eram cometidos sempre e anunciados naqueles jornais que atravessavam a noite, mostrando os assuntos mais escabrosos.



Capítulo VIII
CADEIA DE SEGURANÇA MÁXIMA


Aquela cadeia de Segurança Máxima, era um verdadeiro Campo de Concentração.

Parte dela funcionava numa velha nave espacial, que foi remodelada para receber mais e mais detentos. Onde cabia 1.000 já tinha 1.500 recuperandos, como diziam por lá.

A parte administrativa funcionava no Planeta Vermelho. A burocracia era muito grande. Uma informação segura, só era obtida após visita e mais visitas a vários setores.

A maioria morria logo nos primeiros meses de gripe virótica. O cidadão começava a vomitar e evacuar até morrer, botando sangue pela boca e por todos os poros. As doenças mais estranhas apareciam naqueles cubículos.

Um inseto que sobreviveu a bombas atômicas, na terra, imigrou para o espaço, uma horrorosa barata preta que comia de tudo, até carne de presos. Quando as pessoas iam de um setor para outro diziam emigração.

O planeta Marte continuava quente, com uma poeira vermelha e pouca água. Uma missão, da convenção de Planetas Exploradores decidiu que o melhor seria vir até a Terra, colocar uma base no interior do Amazonas, com a finalidade de canalizar toda água excedente do local para enormes tanques de reboque espacial.

Aquele tipo de transporte parecia um velho trem Maria Fumaça, seguia pelo espaço como uma cobra no meio do pantanal. Levava água e trazia minério para a China e Índia, que agora eram países que comandavam este sofrido planeta azul, a Terra.

Estes dois países ainda importavam grande quantidade de sucata de metal dos países terceiromundistas, que ainda existiam.

O Brasil virara uma terra de ninguém. Cada Deputado queria levar a melhor parte.

Elegeram um Presidente negro, seguindo o mesmo caminho dos EUA.
Mas não estava dando muito certo, porque as Elites Burras queriam o poder a qualquer custo. Os Partidos Políticos participavam daquelas mutretas de sempre e não largavam a mamata. Viviam dependurados nos peitos da mãe nação.

Uma nova bandeira surgia no cenário político, o Partido Marciano, cuja cor era vermelha, estava dominando o Parlamento.

MANOEL AMARAL

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE


Capítulo IV
A MARCA E O IMPLANTE

“... e todos traziam na testa, na mão esquerda ou no olho, a marca,
e gritavam, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido
o poder de danificar a terra e o mar” (Adaptação do Apocalipse de João)


Os extraterrestres informaram a Osvandir que agora os implantes não eram feitos como antigamente, um minúsculo grão de arroz injetado nas pessoas, em qualquer parte do corpo, cujo objetivo era para ficar ligado com eles. Um possante rádio, de cerca de dois a três milímetros que passaria todas as informações sobre o ser ou o local onde estava, além de atuar como marca-passo se fosse o caso.

Hoje, eles atuam no sangue dos seres humanos, corrigindo alguma falha do corpo, e funcionam melhor do que antes, fornecendo milhões informações sobre o local onde vive e a situação do implantado, muito mais difícil de ser detectado por aparelhos da medicina ou da espionagem.

Antes eles eram arrancados, quando descobertos pelo homem.
Casos e mais casos estão documentados na imprensa mundial.
Mesmo aqui em Minas, vide o Jornal Eletrônico Ufovia.


Sendo líquido, fica mais difícil a localização pela equipe médica. Só se for um aparelho avançadíssimo para detectar alguma alteração no sangue.



Capítulo V
ABDUÇÃO


Atualmente não se fazem mais abdução como antigamente, levando o ser até a nave para exames e implantação de óvulo fecundado. Eles fazem isso apenas retirando o óvulo da doadora e o resto é feito no laboratório. Fazem apenas um acompanhamento da vítima para saberem se está tudo bem, depois da retirada do óvulo.

Aquelas terroríficas visitas noturnas, sempre noticiadas nos principais jornais escandalosos do mundo, com a finalidade de vender mais, não acontecem no momento. Daí os raros casos verdadeiros de ufologia, não acontecerem mais.

As Abduções acontecidas atualmente, são da CIA, FBI e outras polícias de governos que desejam desviar o foco de atenção do povo de determinado assunto, anunciando o desaparecimento de pessoas julgando a culpa nos ETs.

Manoel Amaral

domingo, 8 de novembro de 2009

LIVROS DO OSVANDIR


CAPAS DOS LIVROS DO OSVANDIR I & II

PRIMEIRO VOLUME - Preço: R$14,90 - 266 páginas
AS AVENTURAS DE OSVANDIR I
ÍNDICE:
Dedicatória
Prefácio
A Ceia de Natal
O Etezão – Varginha
Operação Pires – OP
O Cometa
No Mundo da Magia
O Banco do Brasil
Osvandir no Espaço
O Mistério do Triângulo - Fábio
Implantado em Itaúna Pepe
O Carro Preto
Assombração – Bahia - AL
Aventuras em Portugal - Marina
Histórias de Fim de Ano
Caçando Ufos
Roubo de Cargas
Naves em Riolândia
Carnaval, Canavial e Arrozal
Ufos em Foz do Iguaçu - Letícia
Óvni em Itaúna
O Chupa-Cabra
Lobisomem
Portal do Tempo
O Curioso Retorno
Pasárgada
A Viagem
Abdução
Aventura na Amazônia
Fontes Pesquisas
A Casa Assombrada - AL
Osvandir e Osvaldir (Globo)
Osvandir no Ceará - Moura
O Grampo Misterioso - Kelly
Notas sobre autor.

SEGUNDO VOLUME: 104 páginas - Preço: R$9,90
AS AVENTURAS DE OSVANDIR II
ET e Estes Discos Voadores
O Dia em que a internet acabou
Osvandir em Israel
Quem matou este homem
O Vendedor de lingüiça
Atos Secretos
O Seqüestro
O Objeto Misterioso
A Madame e o Cão
As Luzes Faiscantes
Luzes no Morro
Bola de Fogo no Céu
Feitiços e Encantos
A Mulher da Mala
LOCROSS na Lua
O Vendedor de Adubos
O Mosquito Estranho
A Faca e o Porco
O Folclore
O Defunto
Bila & Nico
O Pardal e o Louva-Deus
O Fogo que não se apaga
Notas sobre o Autor
PARA COMPRAR BASTA INDICAR OS VOLUMES QUE
INFORMAREMOS AGÊNCIA PARA O DEPÓSITO PRÉVIO:

sábado, 7 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo III
A REVOLTA


Era um tiroteio no próximo de onde ia pousar, uma explosão chegou a abalar o Aero-car.
De manhã quando abriu o Jornal do Setor 9, O Amanhecer, noticiou:

Adolescente morre em troca de tiros

“Um adolescente de 16 anos suspeito de roubar um veículo Aero-car acompanhado da namorada, grávida de três meses, morreu em uma troca de tiros com os “fardas vermelhas” (SS), na noite de ontem na região do Setor 9, zona Norte. Pouco antes do tiroteio, ele tentou atingir policiais que cumpriam a sua dolorosa missão. O jovem “di menor” estava armado com uma pistola de uso exclusivo da Polícia de Repressão” – dizia o jornal.

Osvandir comentou:
__ Até aqui! Estamos perdidos! Em São Paulo, no meu país, isso era corriqueiro, mas por aqui pensei que não existisse isso...
__ Hiii, meu filho, você não viu nada, isto aqui virou uma verdadeira panela de pressão, está prestes a explodir! Falou o Chefe do Setor.
__ Cruz credo! - Exclamou Osvandir.
__ Eles andam, na maior velocidade em seus quadriciclos, fabricados na China, exclusivamente para trafegar no solo marciano. As rodas são monstruosas, da altura de um homem e de grande velocidade. Destroem tudo pela frente, ainda foram adaptadas com armas que podem atingir a mais de um quilômetro de distância. São uma praga.
- Continuou explicando o Senhor Alfredo para uma roda de novatos.

De acordo com a corporação policial os “menores” assaltam, matam sem dó nem piedade, principalmente agora que o tempo deles está terminando, porque no mês que vem uma nova lei vai entrar em vigor rebaixando para 15 anos a idade de responsabilidade civil.

Osvandir tinha muita coisa para aprender. Lia relatórios e mais relatórios.

Descobriu ele, uma Escola Especial, a “Espaço Sideral” que ensinava coisas do futuro, colocava os alunos em dia com as atualidades espaciais. Trazia, anualmente, diferentes gincanas, de todos setores, para competição entre as turmas de alunos. Tinham vários nomes de equipes: Preta-black, Azul-blue, Vermelha-red, Verde-green, Branca-white. Nomes tão criativos, que competiam o ano inteiro, dava mais trabalho para os pais que para os alunos.

Continua...
Manoel Amaral

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo II
A FALTA D’ÁGUA

Passado o susto veio a preocupação: como adaptar-se rápido ao clima e surpresas do planeta vermelho.

O dirigentes ficaram apreensivos com mais gente e mais problemas para todos. A água já era considerada como produto raro, contrabandeada e controlada pela máfia espacial. Descobriram alguns vulcões extintos em cujas crateras foi encontrada água em estado sólido. A retirada deste precioso líquido era muito dispendiosa. O preço de uma garrafinha de 500 ml estava valendo praticamente 1/10 do dia de trabalho.

O trabalhadores braçais usavam apenas um clip no nariz para adaptar-se ao ar do planeta e roupas especiais, quando trabalhavam nas minas; os demais não usavam nada, trabalhavam como Agentes Administrativos, dentro das construções previamente preparadas pelos americanos, verdadeiras latas de sardinha, com incríveis tubos de ligação, uma verdadeira teia.
A ventilação deixava muito a desejar. As músicas perturbavam, pois os ouvidos não estavam acostumados com aqueles ruidos espaciais do Electro, um aparelho que distribuia som e imagem por todo canto.

Com seu caderno eletrônico nas mãos, um sucessor do Kindle, da Sony, Osvandir vagava de seção em seção colhendo fotos, fatos e boatos.

Fez uma pequena visita aos indianos e chineses e ficou horrorizado com o que ouvia. Disseram que alguns habitantes de outros planetas também estavam explorando outros tipos de minérios em vários locais do planeta.

Aquilo tudo era uma verdadeira confusão. Pegou um Aero-car, aparelho que voava a baixa altura e pode observar que realmente o planeta virou um verdadeiro caos, com todos tipos de seres: humanos, desumanos e extraterrestres.

Naquela pequena viagem sobre planeta, pousou num aglomerado de seres vindos do Planeta X, mais conhecido como Nebiru, que tinham a aparênciam dos humanos, um pouco mais vermelhos, como os indios brasileiros, mas bem mais escuro. Como diziam os chineses: “os marrons”.

Eles tinham os dedos das mãos presos por uma membrana e atrás das orelhas três perfurações de três centímetros cada uma, as guelras. Disseram que moravam no fundo do mar, de onde vieram. Até que os olhos pareciam mesmo, olhos de peixe, fora isto, o resto era como qualquer pessoa.

Com a ajuda de um bom tradutor, do Google, novo aparelho lançado no mercado, conseguiaa falar com vários deles e descobriu que tinham um nível cultural excelente, apenas um grande defeito para quem vai viver vários meses em comunidades fechadas: eram muito brigões. Qualquer discussão já gerava um briga dificilmente dominada pelos “homens da farda vermelha”, como eram conhecidos os Soldados do Sistema (SS).

Conversava animadamente com uma garota marrom, quando inesperadamente surgiu por detrás de uma porta um jovem com um pedaço de ferro nas mãos e foi logo atacando a todos. Com um simples movimento das mãos, técnica aprendida no Nordeste do Brasil, com o velho Mestre Moura, Osvandir conseguiu dominar aquele revoltoso ser... humano.
Retirando-se daquele local resolveu voltar para o seu Setor 9, bem distante dali.

Quando estava avistando a sua área de trabalho, qualquer coisa explodiu no Aero-car.
(Continua...)
Manoel Amaral

domingo, 1 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE


Capítulo I
SETOR 9

“A vida de rico é um romance,
da classe média é novela e o
pobre é um conto.”
(Osvandir)


Osvandir seguia numa missão Terra-Marte, com a empresa ASAN de interesse em mineração.

Muito tempo no espaço, as pernas dos viajantes espaciais já estavam ficando pesadas, a cabeça sem referência do real, completamente desorientada.

Os passageiros da agonia nem mais conversavam uns com os outros. Eram na maioria latino-americanos. Parecendo bois que iam para o corte, o abate.

A nave apresentava alguns defeitos, fumaça aqui, gazes fortes acolá, mangueiras caindo do teto, metais despregando-se pela alta velocidade.

Os que não estavam acostumados a essas viagens interplanetárias, ficavam como se fossem morto-vivos, andando de um setor para outro, como abelhas que tivesse tomado um pouco de whiskey nas pétalas das flores.

Mesmo separando por países, havia certa confusão. Os brasileiros detestavam os Norte-Americanos. Estes abominavam todo o resto da América Latina.

Chamavam os brasileiros de burros, preguiçosos e outros itens pejorativos. Naquela nave, com mais de 1.000 passageiros por país, não reinava a harmonia.

É verdade que na hora de escolher quem viajaria, o Governo brasileiro separou muita gente boa, mas até os traficantes queriam ir, para ver se conseguiam mais poder com isso.

Naquela época, a droga mais potente e consumida, era uma tal de Luza, um líquido completamente azul, com alto poder sobre o corpo humano, uma vez ingerida circulava pelo sangue até chegar ao cérebro, mais rápido que o crack, mais violento que a cocaína. Dominava o pensamento, a ação e a alimentação do viciado. Fornecia uma coragem para aqueles seres já descrentes da vida.

Dizem que os EUA usaram esta droga, como arma de guerra, nos combates no Paquistão e Iraque, nos 2.000 a 2.006.

No meio daquele marasmo, muitos usavam a criatividade para driblar o tempo, inventavam jogos, compunham músicas. Os brasileiros criaram um carnaval espacial.

O nome Setor 9, da nave, o brasileiro, cujo nome foi inspirado num filme de ficção científica de 2009, que fez muito sucesso nos cinemas dos shoppings do planeta terra. Muita gente abominou o filme, diziam que era racista.

__ Foi sem duvida dos piores filmes (senão mesmo o pior) que vi na minha vida. Disse um trabalhador braçal, com pouca cultura.

Outros já gostaram muito do filme:
__ O filme pode parecer estranho a algumas pessoas... Mas a grande verdade é que é simplesmente genial. Tem conteúdo e está muito bem feito. Afirmou um inteletual.
Mas a nave, super-dimensionada, para carregar muita carga e passageiros, já estava chegando ao destino final: Marte!

Mais uma volta em torno do planeta e já estava pronta para pousar no meio daquelas planícies empoeiradas e calor insuportável.

O local de pouso escolhido pela missão era próximo a uma cratera onde apresentava uma incidência maior do minério de urânio.

Acontece que por lá já estavam os chineses e os indianos, aglomerados em verdadeiras cidades e vários setores.

A chegada de mais 10.000 habitantes, não era nada agradável para eles.
__ Os branquelos chegaram, disse um indiano, de pele, torrada pela temperatura e a areia vermelha do planeta.

A conotação das palavras do indiano não agradou nada ao Osvandir, foi como se tivesse muita raiva de todos os que chegaram.

Assim que puseram os pés no planeta uma nuvem de poeira surgiu de repente e todos tiveram que esconder-se da melhor maneira.

Manoel Amaral
Continua...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A PRINCESA DO GRANDE CASTELO



"O pior cego é aquele que não quer ver."
(Avô do Osvandir)


Osvandir viajou aproximadamente 250 km, pelo lado do sudeste, região de grandes matas, para visitar o Castelo da Princesa que tanto gerou polêmica nos últimos meses.

Aquela grandiosa obra, construída pelo seu avô, lembrava os antigos castelos medievais.

Acontece que o seu adorado avô nunca mencionou a origem do dinheiro e nem a colocou no Imposto de Renda.

Tinha lagos e cachoeiras, mármore por todo lado, reservas e parques, estava nos noticiários diariamente.

Na parte superior um enorme salão, em baixo pequenas salas para jogos com capacidade para várias pessoas.

Só a adega cabia oito mil garrafas de vinho e estava abarrotada, não existindo lugar para mais nada. Tinha um pequeno setor dedicado as mais finas cachaças.

No andar superior, 32 suítes cada uma com um closet e um banheiro com arquitetura bem diferente uma da outra. As mais importantes ficavam nas torres do castelo.

No último andar da torre, a suíte do Rei. Cada cômodo tinha o exagero de 100 m² - maior que muitas casas do Reino - com espaço para sala, banheiro, ante-sala e finalmente aquele luxuoso quarto.

Grandes espaços para os salões de festas, ginástica, jogos, eventos diversos, reuniões, dois elevadores, piscinas, saunas, lagos para pescaria, campos de golfe, jardins e áreas de relaxamento.

Depois da visão da exuberante construção, uma dúvida pairava na mente de todos os viventes do Reino: de onde veio o dinheiro?

Por lá ouviu a seguainte história:

"__ Segundo o Rei, a fonte do valor investido na construção foram os rendimentos do seu pai, na área de agricultura. Vendia produtos agrícola para muitos Reinos vizinhos, inclusive muito trigo, milho, feijão, arroz, além da carne de carneiro que criavam.

Acontece que o caso estava sendo investigado pela Justiça, que era devidamente corrompida, pois vivia à custa do Rei.

Para o Rei, alguns membros mais próximos diziam que não iriam fiscalizar ninguém.

O povo dizia nas ruas:
__ É simplesmente absurdo e inacreditável acontecer uma coisa dessas em uma região onde o contraste é evidente ….
__ Isto é uma vergonha para este Reino, a justiça só tem o Rei, o povo quando fica endividado eles tomam até a casa...
__ Cambada vagabundos! Isso dá uma revolta muito grande….
__ Que Reino é esse? Perguntava um velhinho mais exaltado.

Enquanto isso, dentro do castelo, a Princesa vivia comendo seus docinhos. Empanturrava de caramelados, cajuzinhos, muito chocolates e brigadeiros. Já estava virando uma baleia de tão gorda.

Um dia o Rei chegou até perto de sua cama e disse:
__ Minha filha, com você está gordinha...
__ Papai, não quer um docinho?

Naquela semana, vieram da Região Norte, algumas primas sua. Comparando os corpos, viu que realmente estava bem gorda, foi a primeira vez que teve noção de sua feiúra.

As priminhas, andavam, pulavam, exercitavam, faziam ginástica, comiam menos e doces só de vez em quando.

Foi aí que ela tomou consciência de que precisava emagrecer uns quilinhos. Passou a fazer longos passeios na floresta, visitar a academia do castelo e comer menos doce.

Nestas andanças de celular em punho, um Motorola W218, com o qual foi fotografando tudo e também a si mesma.

Porém, tardiamente, ela descobriu que para aquela porcaria de marca não havia cabos USB que funcionasse, nenhum era compatível. E assim a princesa que queria passar para o computador suas lindas fotos, ficou só com a vontade!

Ouvindo aqueles horrorosos comentários na rua, sobre o Reinado, ficou muito apreensiva e foi falar com o pai.

__ Paizinho, estão falando na rua que este castelo foi construído com o dinheiro do povo, isto é verdade?
__ Que nada minha filha, isto é intriga da oposição e inveja da imprensa. Essa tal de Revista Olha, só fala besteira!

E assim o tempo foi passando naquele longínquo reino, até que apareceu um belo príncipe e viu aquela princesa linda. Interessou-se por ela e resolveu pedir ao rei, a sua mão.

Pesquisando as origens do rapaz, descobriu que o seu pai era proprietário de vastos campos de petróleo no Nordeste. Aí, feliz da vida, concedeu logo aquele pedido.

Moral: Princesa magrinha, casa logo!

MANOEL AMARAL

domingo, 25 de outubro de 2009

OSVANDIR E ESTAS ADORÁVEIS GAROTINHAS III & IV

ESTAS ADORÁVEIS GAROTINHAS III

Capítulo III
Nos Parques de Diversão


Não basta ser linda, tem que ser maravilhosa.
Não basta querer, tem que poder.
Não basta ser boa, tem que ser talentosa.
Não basta ser inteligente, tem que ser esperta.
Não basta despertar vontade, tem que despertar desejo.
Não basta ser uma qualquer, tem que ser única!
(Brenda)

Pulam da Roda Gigante para o Carrinho de Choque, vão ao Carrossel, gritam na Montanha Russa e se assustam no Trem Fantasma. Acalmam na piscina de bolinhas e não querem saber de pequenos carrinhos.

Quando os pais pensam que tudo já acabou, ainda restam os Tobogans.

Comem pipoca, atiram nos bonecos de pelúcia, jogam argolas nas garrafas, compram algodão doce e misturam com churrasquinho de frango.

E agora os pais pensam que realmente acabou e elas dizem que vão passar no shopping...

E aí vão a praça de alimentação, jogar boliche, aparelhos eletrônicos e a dança do momento.

Quando exaustas, e os pais também, de segui-las à distância, ou de receber constantes telefones tipo mensagens enigmáticas:
__Pode vir, estamos no Shop... antes de completar a palavra, desligam!


Capítulo IV
COMO ELAS ESCREVEM

"→Te magoei? Desculpaaaa!
→Te xinguei? Vc deve ter merecido! ;P
→Tô nervosa? Nem chega perto! :@
→O q eu fiz ou q faço? Não te interessa!
→Falou o q quis? Ouviu o q mereceu!
→Me perdeu? Ownnn Que Penaa,ja era.. =D
→Acabou? O mundo dá voltas,depois depois…!
→Criança ou adulta? Depende do momento!
→Inveja? NINGUÉM merece neh meu bem!
→Feliiiz ou triste? isso varia muito!→passei e ñ falei?sou de lua,desculpa!
→Teimosa? Até d+!
→Intensa? Em tudooo.
→Tímida? Com quem não conheço,ate d+!
→Críticas? Guarde pra vc,elas n me entereçam!
→Teimosa? Só quando tô certa.
→Ingênua? vc pode ate pensar q sim,mais n msm eim!fica esperto!.
→Amigos? Tenho poucos mais os melhores! \o/
→Familia? a mais louca e engraçada de todas(mais gosto deles assim msm)
→Deus?meu anparou nas hras dificeis!(e continua!)
→Preguiça? muita…morro dela!
→Curiosa?(O que? Como? Onde? Quem?)
→Te abracei? Quero de novo!
→Sinto saudades de vc? Vc foi/é especial.→O mundo? Além de pequeno, dá voltas,e como dá…!→Perguntas? Evite, pq não sei dar explicações.
→Ah é? Prova então! =P→Amores? São coisas da vida,faz parte neh =D!
→Solteira? sim,sozinha NUNCA, Não tem como!
→Casada? Com a liberdade
→Pra te agradar? Não vou mudar, nem pensar!
→Minha educação? Depende da sua!
→Sobre mim? Pense o q quiser,ñ tenho o minimo interesse,vivo minha vida.;)!"

OBSERVAÇÃO: Não conseguimos localizar os autores destes textos. Se alguém se julgar prejudicado, favor entrar em contato que retiraremos o texo do ar imediatamente.

Manoel Amaral

sábado, 24 de outubro de 2009

OSVANDIR & ESSAS ADORÁVEIS GAROTINHAS II E III

ESTAS ADORÁVEIS GAROTINHAS II

Capítulo II
Nos Computadores

“Um dia eu sou menina,
no outro sou mulher.
Há dias em que o espelho é meu amigo,
outros, meu pior inimigo.”
(Bárbara)


Elas fazem tudo nos computadores. Com a mão esquerda digitam um texto no teclado, com a direita no mouse e com o fone nos ouvidos conversam com as amigas(os) ao mesmo tempo. Em MSN falam com uma terceira, discutem os temas das provas e comentam as novidades.

São multifuncionais, sem errar em nenhum lugar. Claro que o linguajar é bem reduzido, mas dá para todo mundo entender.

Não usam acento nenhum e criaram uma nova regra ortográfica da língua portuguesa.

Recortam fotos, clareiam fundos, corrigem posturas, mudam de posição e lá está uma nova foto para o álbum de fotografias do Orkut.

Criam blogs, ganham prêmios e selinhos e levam a vida como se o mundo fosse acabar amanhã.

Passam nos blog de suas amigas, leem o da Revista Capricho, ficam sabendo das últimas novidades.

E com facilidade acessam o twitter de qualquer lugar, do seu celular, ultra-moderno, ficam sabendo a maioria dos acontecimentos e envia uma mensagem curta o que faz com que isso seja transmitido e retransmitido rapidamente.

Uma novidade no Rio de Janeiro, logo é enviada para o país inteiro e o resto do mundo, traduzida pelo Google...


ESTAS ADORÁVEIS GAROTINHAS III

Capítulo III
Nos Parques de Diversão

Não basta ser linda, tem que ser maravilhosa.
Não basta querer, tem que poder.
Não basta ser boa, tem que ser talentosa.
Não basta ser inteligente, tem que ser esperta.
Não basta despertar vontade, tem que despertar desejo.
Não basta ser uma qualquer, tem que ser única!
(Brenda)


Pulam da Roda Gigante para o Carrinho de Choque, vão ao Carrossel, gritam na Montanha Russa e se assustam no Trem Fantasma. Acalmam na piscina de bolinhas e não querem saber de pequenos carrinhos.

Quando os pais pensam que tudo já acabou, ainda restam os Tobogans.

Comem pipoca, atiram nos bonecos de pelúcia, jogam argolas nas garrafas, compram algodão doce e misturam com churrasquinho de frango.

E agora os pais pensam que realmente acabou e elas dizem que vão passar no shopping...

E aí vão a praça de alimentação, jogar boliche, aparelhos eletrônicos e a dança do momento.

Quando exaustas, e os pais também, de segui-las à distância, ou de receber constantes telefones tipo mensagens enigmáticas:
__Pode vir, estamos no Shop... antes de completar a palavra, desligam!


MANOEL AMARAL
Leia o primeiro capítulo mais abaixo

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL VI - FINAL


Capítulo VI - Final
O Fim da Cidade Senhora de Cristal


Aquele simples movimento tornou-se grande demais para os que o defendiam.

A luta foi cruel, grandes equipamentos ultra-modernos, nunca utili-zados, agora foram enviados para aquele rincão.

Até o Prefeito foi assassinado, bem como os grandes líderes. A popu-lação em polvorosa, sem saber para onde ir, muitos refugiaram-se na caverna da Senhora de Cristal.

A guerra acabou, a população foi totalmente dizimada por bombas, tiros de canhão e incêndios. Cinquenta mil soldados contra vinte mil pessoas totalmente desarmadas e indefesas. O massacre foi terrível. Não pouparam nem crianças e os velhos. Muitas mulheres com medo de cair nas mãos dos soldados, pulavam no grande desfiladeiro.

A cidade não se rendeu, lutou até o fim!
A desilusão para os vencedores foi muito grande.
Não havia ouro, só cadáveres,!

E lá na gruta, sobrou uma Senhora de Cristal, que ao meio-dia espalhava lindas luzes coloridas por todos os lados.

E um homem saiu da gruta, fortalecido, e começou a construir uma nova casa seguindo os antigos alinhamentos das ruas...
E tudo começou novamente...
MANOEL AMARAL

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL IV & V

Capítulo IV

O MESSIAS
“E aquela voz foi ouvida, por sobre morros e vales.
Ante ao messias de fato, que jamais quis ser adorado.”
(Raul Seixas)


A internet disponibilizou alguns vídeos que chamaram a atenção do mundo inteiro e aquilo se transformou numa incrível fonte de renda e um verdadeiro inferno para o sistema de segurança da cidade.

Vinha gente da Inglaterra, tentando tirar algum proveito, alemães curiosos, japoneses querendo investir, chineses trazendo novas tecnologias e até do Canadá querendo vender alguns aviões.

Muitos recebiam o visto de entrada, outros nem chegavam à sala do Diretor do Departamento dos Imigrantes.

A União, o Estado e outros Municípios não resistiram aquele movimento de independência.

Diziam que havia muito ouro estocado na gruta, milhões de Reais, dólares e Euros.

Foi nesta época que surgiu um Messias, conquistando todo mundo. Tinha algumas chagas nas mãos e nos pés. Curava enfermos e a sua igreja progrediu, em cinco anos tornou-se conhecida nas redondezas, no país e até no exterior.

O fluxo de pessoas que entravam e saiam dificilmente era controlado, apesar do bom sistema de segurança. O Estado já tinha vários espiões de confiança atuando no centro da cidade.

Vários satélites já direcionavam seus equipamentos fotográficos para aquela cidade.

Fotos minuciosas foram feitas e digitalizadas pelo Google.
Todos, na internet, conheciam os pontos fracos da cidade, só eles não percebiam, até as saídas secretas.

Continuavam naquela luta inglória. Onde existia um indivíduo daquela terra, ele estava disposto a lutar com as suas próprias armas e a sua coragem.



Capítulo V

A Muralha Caiu

As muralhas não te protegem, te isolam.
(Richard Bach)

Vários destacamentos militares foram enviados para destruí-los. A nova ordem não podia aceitar que uma cidade do interior desafi-asse a União.

Grandes somas foram gastas para infiltração e colocação de bombas no entorno da muralha.

A um sinal tudo foi para os ares, não sobrou pedra sobre pedra. Aquela que era a grande muralha, tão cantada nas noites de lua cheia, virou um monte de pedras.

O boato, como sempre, espalhado pelos próprios militares que ocupava a terra era de que todos estavam fortemente armados.

Porém o que se via, era uma população completamente indefesa.

O Messias apareceu no centro da cidade, mas foi brutalmente as-sassinado por um agente infiltrado e ainda jogou toda culpa num pobre coitado que foi terrivelmente trucidado pela população.

MANOEL AMARAL

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL III

Capítulo III

OS GUARDIÕES DA TERRA

"Em matéria de religião, não deve o sábio ser
nem supersticioso, nem ímpio."
(Antoine Rivarol)


Começaram a surgir naquele local muitas seitas, religiões, sociedades secretas e uma infinidade de enganações.

Uma delas adorava os cristais. Nunca foi proibida de exercer o seu culto, desde que não prejudicasse a população. Lançou até uma manifesto a população:

“Nova Era
Nova época se aproxima, aqui em Senhora do Cristal. Uma grande onda energética está se aproximando. Uma essência de luz vinda do espaço, passando por nossos cristais se tornará benigna para todos. É o Senhor de todas as galáxias que quer comunicar-se conosco. Vamos juntar nossos pensamentos em direção a Júpiter para receber melhor os sinais. Uma nova primavera está chegando e com ela as flores cristalinas. Cidadãos, uni-vos em torno de nossa casa para receberem estes benefícios vindos do espaço.
Ashathan Sheran”

As Igrejas Cristãs também lançaram os seus boletins apelando por todos os apóstolos da cristandade.

As Sociedades Secretas, cada uma mais secreta que a outra, escolhiam seu membros no mais rigoroso sistema. Só podiam participar quem fosse realmente honesto, trabalhador e sábio. Como homens sábios estavam rareando, mandaram buscar em todas as partes do país, os mais inteligentes, para participarem de seu núcleo. Eles seriam os Guardiões da Terra dos Cristais.

Ladrões, assassinos, traficantes e usuário de drogas, por ali era difícil encontrar. Ninguém se habilitava, pois eram deportados para outras cidades e nunca mais entravam no Povoado. Pequenos roubos aconteciam e os autores eram severamente punidos com trabalhos sociais, naquela terra não tinha cadeia e sim muitas escolas.

O Povoado de Senhora do Cristal estava crescendo exagerada-mente, até que um dia começaram a fazer uma grande muralha em torno da povoação. Foi a única maneira que encontraram de solucionar o problema do crescimento e as mazelas de cidades maiores.

Tinha deixado quatro portões, dois para rodovias federais e dois para estaduais. Sem contar três saídas secretas, menores, cujo local só os dirigentes conheciam.

Num certo tempo foi necessário solicitar ao Estado o desligamento do povoado da cidade. Para o povo da cidade foi uma tristeza. Vários benefícios foram perdidos. Os políticos não queriam conceder esta dádiva ao povo, mas com muita luta, veio a emancipação.

Exatamente em primeiro de janeiro, data da descoberta da Senhora de Cristal é que saiu o Decreto nº 666, transformando o Povoado em Cidade. O nome ficou o mesmo, cidade da Senhora de Cristal.

Uma enorme festa foi organizada para o povo, com foguetes, brinquedos para as crianças, banda de música e o Prefeito nomeado, falando para todos, na praça central.

Agora precisava fazer uma eleição para escolher quem o povo indicaria para Vereadores, Prefeito e Vice.

O sistema de votação escolhido não era por urna eletrônica. Cada bairro escolhia o seu candidato a Vereador e os partidos os candidatos a Prefeito.

Os Vereadores vencedores seriam os que obtivessem maior nu-mero de votos. O Partido Senhora de Cristal – PSC estava levando vantagem. Os seus candidatos estavam bem cotados, no entanto, através de estratagemas não muito convencionais, alguns partidos nanicos conseguiram fazer alguns Vereadores.

Cada vez mais aquele núcleo de população afastava dos sistemas do Governo Estadual e Federal. Tinha leis próprias, como se fosse um país, dentro do país.

A tributação também era diferente. Os produtos que saiam tinham uma alíquota baixa e os que entravam eram altamente taxados. Pagamento no ato da retirada da Nota Fiscal Eletrônica.

O dinheiro caía aos borbotões nos cofres da Prefeitura, por isso a cidade era muito bem administrada. Não tinham políticos deso-nestos, porque eram expulsos dos partidos pelos eleitores.

As ruas e os sistemas de abastecimentos eram muito bem orga-nizados.

Uma feira foi organizada para exposição dos produtos locais, toda semana. O que sobrava era distribuído gratuitamente entre os mais pobres.

Outra feira anual de grande sucesso era a das pedras preciosas, conhecida mundialmente.

Todos ali dentro daquelas muralhas tinham o seu trabalho. Nin-guém saía, a não ser em casos de extrema necessidade.

Manoel Amaral
(Continua...)

domingo, 18 de outubro de 2009

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL II

Capítulo II
A Organização
" A democracia é um instrumento com o qual uma
minoria bem organizada governa uma maioria organizada."
(Vassili Rozanov)

O local foi crescendo em construções, tudo foi aumentando na cidade mais próxima. Os problemas se multiplicando.

Foi convocada uma reunião de nobres engenheiros e sábios para iniciarem os trabalhos da criação de um núcleo que futuramente se transformaria numa linda cidade.

Analisando o terreno, através de fotos aéreas, um engenheiro, coincidentemente chamado Cristalino, teve a brilhante ideia de fazer um desenho do núcleo em formato de um hexágono e denominar o local de Povoado da Senhora de Cristal.

No centro ficaria o Santuário (onde está localizado a gruta), no sopé da serra, local bem alto, contra enchentes.

Dotada de um subsolo rico em minerais e situado entre várias montanhas, com magníficas nascentes e uma área privilegiada geograficamente por rodovias e hidrovias, ponto de intersecção das rotas de transporte e escoamento da produção agro-industrial.

Devido à altitude, o clima é ameno entre 10 e 26 graus e a precipitação é considerada boa. Suas terras de pura cultura de primeira, são planas, ricas em águas.


O Povoado transformaria num centro produtor e comercializador de pedras preciosas, objetos de adorno em pedras. Tudo ali é feito de cristal, é uma fobia. Daí o nome de Povoado da Senhora de Cristal.

Como é sabido os Cristais são minerais dotados de energias puras. Eles possuem um campo atômico e emitem um tipo de energia sutil inesgotável, usada para auxiliar na cura de doenças físicas e mentais.

Assim foi que o Povoado da Senhora do Cristal, nos primeiros dez anos, encheu-se de moradores por todos os lados.

Necessário se fez tomar o cuidado de um planejamento para o futuro. Fez-se o Plano Diretor.

O mapa do povoado era até, de certa forma, muito interessante.
Tinha uma rua que circundava todo o perímetro, várias partiam do centro indo terminar nela. As quadras, eram irregulares, como retângulos de base mais comprida e a parte superior menor.

Como se um triângulo fosse cortado na parte superior. Essas quadras começavam maiores e iam diminuindo de tamanho a proporção que chegavam ao centro, na praça central do povoado.

As ruas não se cruzavam, passavam uma por baixo da outra. A foto aérea é que dava uma visão melhor.

Os serviços de água, esgotos, energia, telefones, internet passavam todos na mesma canaleta, debaixo dos passeios. Tudo muito bem planejado. A internet era por energia elétrica e todas as casas eram muito bem servidas. Era só ligar e divertir. Conta de Telefone? Ninguém pagava, era tudo via computador. A cidade bebia a super água da gruta.

Quem quisesse mudar para aquele local tinha que receber convite. Não havia mais vagas e uma lista enorme de nomes. Quando havia uma vaga por mudança, falecimento ou expulsão, ela era disputada, mas os dirigentes entregavam ao primeiro da lista, depois de uma análise de toda a vida do cidadão. Se ele não tivesse nada a contribuir, não era aceito. Critério? Os sete sábios do Povoado era quem decidiam.

Manoel Amaral