sexta-feira, 31 de outubro de 2008

OSVANDIR E O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

Capítulo II

O NAVIO MISTERIOSO

"Alguns relatórios dizem que até 100 navios e aviões desapareceram na área, com mais de mil vidas perdidas. .” Lee Ann Obringer


Osvandir, munido de celular com “pen-drive” para gravação de voz e lanterna impermeável de duas pilhas, foi o primeiro a subir pela corda até à amurada do grande navio. Outros três tripulantes o seguiram, portando celulares e lanternas impermeáveis. Era necessário ser alpinista, ter muita força nos bíceps para galgar uma altura de cerca de 10 m.
Colocaram uma das pernas por cima da amurada e passaram para o convés, muito sujo e liso. Com dificuldade conseguiram segurar-se na amurada. O nevoeiro encobria a visão a uma distância maior que uns 10 m.

O piso de madeira era muito liso e sujo necessitando cuidado para não escorregar. Só se ouvia as ondas se chocarem contra o casco. Havia um silêncio de cemitério.
O que poderiam esperar ver, eram apenas ossadas humanas. Caminharam em direção à Ponte de Comando, que ficava na extremidade da popa. Os porões se estendiam desde aí até à proa da embarcação.

Por uma escada muito enferrujada, mas ainda forte, desceram em direção á proa onde estavam os porões. Não havia ninguém lá. O que era metálico estava muito estragado.Desceram e dirigiram-se ao porão por uma portinhola que saia da Ponte de Comando. Desceram como medo que os degraus quebrassem. Um terrível cheiro de mofo contagiava o ar. Não havia nenhum mau cheiro de organismo morto. Lá estava tudo morto.

Tiveram acesso a um porão muito abaixo da linha d’água e o que viram lá foram apenas aparelhos sanitários de louça, como pias, bidês, vasos sanitários, ainda embalados em tiras de madeira que por ser de boa qualidade haviam resistido ao tempo e umidade.

Na escuridão reinante, com o local sendo iluminado apenas com as lanternas que trouxeram na cintura, chegaram ao outro porão, depois de algum tempo. Havia uma quantidade enorme de bombas hidráulicas elétricas, também embaladas em tiras de madeira.

O cargueiro era muito comprido, podendo ter quase uns cem metros. O terceiro porão continha um infinidade de canos de plástico para serviço hidráulico. Parece que era um carregamento de peças para infra-estrutura sanitária.

Subiram por escadas de ferro a um nível mais alto que os porões. Lá depararam com um alojamento para dormitório com vários beliches desarrumados.Um refeitório com restos ressecados de alimentos, com talheres e pratos na mesa, como se a tripulação houvesse abandonado o recinto, às pressas. Logo a seguir estava a cozinha, também parece haver sido abandonada repentinamente pelos cozinheiros e serviçais.

O silencio reinava entre os quatro visitantes, que nada diziam, mas pensavam, e parece que o que pensavam eram as coisas piores possíveis.No fim da cozinha depararam-se com um esqueleto pequeno, de osso finos e longos. Um corpo pequeno tinha o crânio descarnado. Era triangular e grande.

Tinha órbitas ovais, mandíbula pequena e pequenos dentes. Tórax estreito, com uma faca de cozinha, comprida e enferrujada, enfiada entre as costelas. Também possuía a bacia estreita. Ossos dos braços e pernas eram longos e finos.

Viram o segundo esqueleto. Ossos carbonizados, do tamanho médio de um homem, deitado no solo em frente ao pequeno esqueleto esfaqueado. A visão deixou os quatro exploradores calados e perplexos pela visão inconcebível pela razão natural de verem as coisas corriqueiras da vida.
Osvandir parou, tentou ligar-se com o comandante John, mas o celular não funcionou. Usou o celular com pen-drive para gravar os restante da operação, uma vez que já havia feito as gravações dos parcos acontecimento da viagem até aquele local.

Ele emitiu suas opiniões pessoais sobre os fatos presenciados, mas guardou as informações para enviar pelo Fax de Miami, em forma codificada, para o CUB. Quando daria por terminada sua missão de pesquisa.A um gesto de Osvandir os três tripulantes o seguiram e em fila, segurando-se à corda do gancho, desceram já sem maiores dificuldades para bordo do “Alice”.

Imediatamente o capitão perguntou pela não comunicação do Osvandir com ele. Osvandir respondeu que os celulares não funcionavam no interior do navio. Diante dos fatos, o capitão não se admirou do fato. O que assistiu nunca mais esqueceria.

Osvandir e os tripulantes fizeram planos para rebocar aquele imenso navio para a respectiva posse.A grande névoa foi dissipando-se e todos verificaram que o cargueiro havia desaparecido, sem mergulhar no oceano. Ninguém tocou naquele assunto para não ser mentiroso. Estabeleceu-se entre eles a “lei do silêncio”.

O reboque do navio foi impossível e essa esperada fonte de renda esfumou-se como o cargueiro. Os planos para aplicar o dinheiro ficou apenas no sonho.Osvandir e os tripulantes descansaram, tomaram um banho frio e trocaram as roupas suadas por causa do grande calor existente no interior do grande cargueiro. Alimentaram-se bem, com a ração-fria e empreenderam a viagem de volta para Miami, onde o capitão e os tripulantes receberiam a metade da gorda remuneração já adrede cominada.

Na volta gastaram 35 dias, com as ondas encapeladas empurrando o barco, de leste para oeste. A embarcação elevava a proa e em seguida mergulhava para a água, para logo subir até à crista das ondas. O rebocador media uns vinte metros, mas era uma embarcação pesada, por causa dos apetrechos que ela conduzia, visando situações de emergência inesperadas.

Finalmente na manhã do dia 31 de março de 2007, o “Alice” aportou no píer de Miami. Osvandir dirigiu-se ao centro comercial daquele porto e no interior do Banco do Brasil em Miami finalizou o pagamento dos prestativos ajudantes.

Em uma agência de Xerox e emissão de Fax codificado para o CUB, Osvandir escreveu:”Encontramos o cargueiro Milton Artrides com carga de material sanitário intacta, mas havia somente um esqueleto pequeno como o de um Grey esfaqueado com faca comprida, de cozinha, por um homem que estava com esqueleto calcinado. Sei que houve desaparecimento de aviões até 1976.

Conclusão – Minha opinião que os Greys, a raça desonesta no que respeita a abduções. Suponho que os greys podem estar em estado de extinção e estão abduzindo humanos para formarem seres híbridos ou usarem órgãos para transplantes. As fêmeas deles podem estar fora da função natural de procriar. Roubam sêmem e óvulos. Pelo que eu observei esta deve ter sido uma das últimas visitas de greys, utilizando um portão comum de comunicação entre Portais Dimensionais. Devem ter fechado este Portal alarmados com o assassinato de um dos elementos de sua raça. A teoria das bolhas de Metanol, deve ser apenas uma das teorias, ou o Metano acabou-se.

Osvandir – OO8 Moura/Manoel - 28-10-08 "

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