sábado, 27 de setembro de 2008

OSVANDIR E OS CANDIDATOS

CANDIDATOS CRIAM ASSOCIAÇÃO
http://osvandir.blogspot.com/

“Os benefícios do PAC ficam no centro para os burgueses enquanto para o povo sobram ruas esburacadas, favelas, miséria, violência etc.” Padre Orvandil


Enquanto aquele candidato ralava nas ruas a procura de votos, os eleitores nem aí, um senhor já de idade, apareceu e perguntou:
-- Onde o Senhor vai aplicar as verbas do PAC?
-- PAC? Como PAC? O que é PAC? Ninguém me avisou nada!

-- Caro Candidato desinformado, PAC significa Programa de Aceleração do Crescimento, projeto lançado pelo governo federal em janeiro de 2007, com o objetivo de promover diversas ações de infra-estrutura logística, energética, social e urbana em todo o país.
-- Heim?!
-- Significa que o Governo Federal vai investir pesado nestas eleições. Onde tiver um candidato do PT, ou coligação em que ele entre, o dinheiro vai estar sobrando.

-- Pac-pac era uma rapadura bem clarinha que a gente comia lá na roça, falou Osvandir. Eles tinham que bater muito para ela tornar-se daquele jeito, por isso chama-se pac-pac.
-- Lembro bem desta rapadura, hoje quase a gente não vê, até o formato era diferente, não era quadrada.

-- Mas voltemos ao PAC – Programa de Aceleração de Crescimento, políticos são todos bandidos, sem vergonha, canalhas, querem que o Governo libere muitas verbas para as cidades para beneficiar eleitoralmente só o seu partido, conforme já afirmou um ministro.
-- Fala baixo Osvandir que tem alguns candidatos a vereador ali no salão do hotel fazendo reunião.

No salão o wisky era servido a todos, em copos de cristal. O luxo era tanto que o tapete do hotel tinha mais de cinco centímetros de altura. Todo mundo ali reunido queria aprender alguma coisa nova para apresentar na campanha de sua cidade.

Alguns já estavam gastando a grana que ainda não tinham recebido. A maioria estava trabalhando por uma reeleição, macacos velhos da política de cada cidade.
Na Sala de Reunião, tudo em polvorosa...

-- Foi pena não convidarmos o candidato C(*) de Apito, lá do Ceará e o Pé na Cova para participarem desta nossa reunião, falou o Presidente da reunião, o Formigão de Betim.
-- Faltou convidar o Rola Bosta de Belo Horizonte, mas vamos lá.

-- Os Deputados querem é por a mão na grana, construir umas obras com material de terceira e aplicar o resto do dinheiro na campanha, falou o Cachorro, de Divinópolis, que promete cuidar dos cachorrinhos da cidade, inclusive aplicar vacina anti-rábica.

-- Esse negócio do Governo Federal jogar este dinheirão na mão de políticos desonestos, em ano eleitoral é o cúmulo. Vai tudo para o ralo, como dizia o Zé do Mato outro candidato a Vereador.

-- Estes asfaltos que estão construindo por aí, não vão agüentar nem as próximas chuvas, vão descer pelas ruas abaixo, informou Gambá que concorre a uma vaga em Pitangui e acrescentou mais: deixa feder!

-- Nós iremos eleger um novo candidato e as ruas já estarão velhas novamente, disse o sábio Bode,de Cláudio.
-- Esta reunião foi boa, sairemos daqui com mais condições de sermos eleitos, falou o Popó, de Araponga-MG.

-- Dois Córregos-SP, agora vai ter um representante de verdade, disse Trombeta, um bom candidato.
-- E aí Burrinho, o que você vai aprontar em Araújos-MG, sua terra?

-- Vou acabar com o Salário Mínimo e criar o Salário Máximo, com meu amigo Zé Prajá.
-- Caçarola, e você o que vai aprontar em Araxá-Mg, perguntou Quem é de Arcos.

-- Vou abolir a Lei da Gravidade, caros candidatos Pirulito de Bambuí e Amigo do Povão de Betim-MG.
-- Mulambo, o que você vai fazer naquela boa terra de Bom Despacho?

-- Eu e o Roxo, vamos trabalhar para remover todos os quebra-molas que estão quebrando todos os carros da cidade. E você Pagaluz, o que poderá fazer com as verbas de Camacho?
-- Olha pessoal, não entro nestas jogadas, vou mandar asfaltar todas as rodovias da zona rural. O Cazaco de Campo Belo falou que vai fazer o mesmo.

-- E aí Detetive, vai pesquisar os maridos chifrudos ou as obras das escolas, que estão parados nesta boa cidade de Campos Altos?
--O Cuçu de Carmo da Mata falou pro Tusquela de Carmo do Cajuru que vai aumentar os salários dos vereadores logo depois das eleições, na surdina.

-- Caros Amigos, o dia já está terminando e precisamos encerrar a reunião, só que alguns candidatos não falaram nada. O Cachorrão de Abaeté, o Pezão Sempre Povão de Araxá, o Barata de Arcos, o Gereba de Bambuí, João do Povão e Rompendo em Fé de Betim, Mato Seco de Bom Despacho, Leréia de Camacho, Faraó de Campo Belo, Zé do Dólar de Campos Altos, Tomate de Carmo da Mata, Cabritinho de Cajuru e Mosquito de Cláudio, devem assinar a ata da reunião. Se eleitos teremos o compromisso de fundar a Associação de Vereadores com nomes exóticos.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

OSVANDIR E AS TESTEMUNHAS

AS TESTEMUNHAS

“A caçada para o índio, representa uma luta até as últimas
conseqüências, com o objetivo da matança”.
Rosane Volpato

Numa daquelas noites, depois do trabalho duro na mata, à beira da fogueira, Osvandir ouviu do Pajé Katimbú esta história:

“Foi há muito tempo, quando tudo era só mata fechada naquela região. Os índios tinham como costume iniciar os jovens guerreiros em uma caçada no meio da floresta.

O primeiro grande animal que aparecesse era para caça do índio iniciante. Ninguém podia atacá-lo, salvo em caso de perigo eminente para ele.

Assim foram preparados para o grande dia, as cerimônias de iniciação dos jovens. O Cacique da tribo acompanharia a todos nesta caçada, pois seu filho também estaria entrando na fase de jovem para guerreiro. Era o ritual tradicional da caça. Alguns pintavam o corpo, destacando-se o vermelho e preto e usavam o termo "mrü kubin" que quer dizer “matar caça”.

No centro da mata, um barulho forte de um grande animal correndo. Todos de armas em punho. Era hora de demonstração de força, ação e reação. Luta corporal para vencer ou ser derrotado.

O guerreiro partiu de um lado, do outro a onça pintada, faminta, sem saber por onde atacar.

O ponto de encontro seria numa velha árvore próximo de um desfiladeiro.
A visão do animal um pouco embaçada, ia mais pelo olfato, de acordo com o vento.

O homem, também com visão prejudicada, via com os sentidos, pelo tato.
Ela ouviu um grito, ele ouviu um urro. Lança em punho, garras estendidas.
A luta era eminente. Ela sentiu um gosto de sangue na boca, ele um estranho contorcer do estômago.

Eles nem perceberam que por ali estavam mais sete guerreiros da tribo.
Um bem próximo da cena, outro bem afastado. Aquele lá embaixo no desfiladeiro e além, o do alto da pedra gigante. Um na frente e outro atrás.

A luta ia começar quando o valente guerreiro caiu sobre o animal que também estava morto.

A testemunha que estava próxima afirmava que tinha visto tudo. O Valente guerreiro transpassara o animal com a sua lança, mas recebera uma flechada de outro guerreiro que assistia a cena. Só que a flecha era para o animal.

A segunda testemunha que se encontrava mais distante disse que tudo ocorrera ao contrario. O animal foi morto pela lança do guerreiro e que uma faca atirada na onça por outro, acertou o índio.

A terceira foi mais objetiva, ela observava do alto da pedra gigante; disse que ao atacar, a onça se espetou sozinha na lança e o guerreiro caiu em cima de sua faca.

A quarta que estava lá no fundo da grota informou que o fato se deu da seguinte maneira: o guerreiro veio correndo tropeçou numa moita ao atirar a lança, esta atingiu o animal que lhe deu uma dentada na veia jugular.

A quinta veio da frente falou que tanto a onça como o guerreiro, deram uma trombada, a lança espetou-se no animal e o guerreiro com a faca na mão cortou o outro pulso e morreu.

A sexta que estava atrás da moita, disse que não pôde observar direito porque o mato atrapalhou a sua visão, mas o que viu por último foi os dois caindo, primeiro a onça e depois o guerreiro.

O pajé que tudo ouvia, sem nada dizer, resolveu chamar a alma do guerreiro. A fumaça branca subia pelo céu azul, um cheiro forte de alecrim e outras plantas pairava no ar.

Aos poucos uma pequena imagem, parecida com holografia, foi se formando ao lado de um arbusto. Todos em silêncio. Uma fina brisa caía sobre a mata.
Pajé Katimbú fumava um cachimbo indígena, feito de barro; cada baforada trazia uma nova mensagem, segundo suas crenças.

Daí a um certo tempo ele contou como tudo aconteceu segundo lhe foi revelado pela alma do índio.

Eu vinha correndo em direção ao animal para matá-lo. Atirei a lança, que acertou em seu coração. A minha faca caiu ao lado da onça. Ao ver a caça ali no chão, sofri um ataque cardíaco de tanta emoção. A morte foi instantânea. Este é o meu depoimento”.

O sábio Pajé da mata levantou-se, bateu a poeira, deu um espirro e falou:
__ Nem tudo é o que parece ser, nesta grande floresta.
Manoel
Fonte Frase:
www.rosanevolpatto.trd.br/armacaca.html - 84k

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O GRAMPO DOS ARAPONGAS

“Meu nome é Vieira, Osvandir Vieira.”.
“My name is Vieira… Osvandir Vieira”
Do Livro “As Histórias do Osvandir
”.



Não é que os Arapongas resolveram mostrar as caras, enfrentando nada menos que a Polícia Federal e grampeando até o do Presidente da República.

Dizem que a antiga ABIN, nunca foi desativada conforme acreditavam os políticos. Na época do Collor o SNI (Serviço Nacional de Inteligência) foi desativado, mas vários Servidores continuaram em outros Departamentos, outros Setores. Quando foi criada a ABIN, eles voltaram.

Outro dia passei em frente à casa de um político e notei um tênis novo dependurado num dos fios de telefone pelo cadarço. Dizem que eles fazem isso para ter maior poder de escuta.

Hoje você pode sentir que o seu telefone não vai bem quando está chiando muito. Aliás, nos Estados Unidos dizem que quem matou JK foram as telefônicas. Aqui é a mesma coisa. Todos grampeiam todo mundo.

Tancredo Neves, aquele sábio político, quando tinham que transmitir uma ordem mais secreta jamais usava telefone ou falava dentro de seu gabinete. Dizia que estava tudo grampeado. Chamava o cidadão para um passeio na rua e transmitia as mensagens. Isso já não é mais seguro.

Hoje ficou tudo pior, nem na rua estamos a salvos de sermos gravados. Existem pequenas antenas, tipo parabólica, usadas em carros, que capturam vozes e outros sons a uma distância muito grande.

Candidatos, também pessoas importantes, todas estão sujeitas a gravações de telefones e conversas de rua, portanto tome cuidado. Sempre existe alguém espionando atrás de um muro, uma árvore ou mesmo na outra ponta da linha.

Até estes inocentes MP4, gravam com muita perfeição. Ainda temos minicâmeras que filmam com muita nitidez. Não fale bobagem pelo telefone.

Um inocente pau de fósforo ou palito, podem estar ocultando uns microfones, minicâmeras ou uma antena de transmissão à curta distância.

Osvandir estava fazendo pesquisas para um trabalho na Universidade, quando de repente notou na sua mesa um pequeno fio debaixo de alguns papéis. Foi puxando, puxando e foi dar numa câmara instalada dentro de um suporte para lâmpadas.

Mandou fazer uma varredura total em seu escritório. Várias vezes já recebeu telefonemas ameaçadores dizendo que iriam publicar algumas fotos suas e uma mulher. Não deu crédito, quando na manhã seguinte recebeu algumas fotos pelo correio onde fizeram montagens muito boas, mas comprometedoras.

É assim que muitos agem na política, nos negócios. E por falar nisso, os grandes negócios realizados de uns tempos para cá, todos os participantes estavam grampeados. Os grupos interessados já sabiam dos resultados muito antes de serem realizados.

Nas licitações de grandes obras os grampos voam nas Prefeituras e Câmaras. Sem contar violação de envelopes e outros documentos para favorecer a terceiros. Estamos no Brasil, onde tudo pode acontecer.

Na sua vinda do Ceará para Minas Osvandir ouviu algumas história bem cabeludas sobre grampos telefônicos. Algumas de políticos e outras de grandes industriais.

Osvandir acha que estava livre de grampos uma vez que usa mais o Celular, ledo engano é justamente este aparelho que está mais sujeito a grampos e não é nem um pouco seguro.

As tais de varreduras ambientais não resolvem nada, de fora do prédio podem monitorar as ligações. Além do mais eles têm muita gente infiltrada nas companhias telefônicas.

Temos quase certeza que esta comissão da CPI do Grampo deve estar totalmente grampeada bem como os seus representes máximos.

As tais maletas da ABIN fazem muito mais do que estão anunciando. Osvandir sabe muito bem disso, já estudou o assunto a fundo.

Quando houve aquele roubo dos Notebooks da Petrobrás eles já estavam sabendo há muito tempo. Todas as descobertas de petróleo eles ficam sabendo muito antes que todo mundo.

Estão lembrados da história do Mensalão? Tudo começou com uma gravação clandestina onde um cidadão dos correios recebia uma propina e aí o Jefferson liga o caso ao Mensalão, onde os Deputados recebiam do Banco Rural propinas para votarem em projetos do Governo.
A confusão foi geral e apareceu aquele tal de Marcos Valério. Dizem que ele tem outros casos interessantes que deveriam ser investigados. Lacerda suspeita de conexão com Satiagraha,(“caminho da verdade”) exatamente este esquema que deu origem aos tão falados grampos da CPI. Outros até acham que existe conexão internacional,(Portugal Telecon) é só abrir o jornal e tudo está lá.

Osvandir como é curioso, pergunta?
-- A quem interessa isso tudo?

Quando acabou de fazer esta pergunta viu cair do céu um objeto estranho, quadrangular, um ufo, em alta velocidade. As luzes se apagaram? Não! O objeto caiu na cabeça de Osvandir e ele desmaiou.
Era uma maleta preta, tipo James Bond, bem fechada...

Manoel

domingo, 14 de setembro de 2008

OSVANDIR EM BRASÍLIA

O GRAMPO MISTERIOSO
Meu nome é Bond, James Bond.”.
“My name is Bond, James Bond”!
De um filme dos anos 60

Com todos esses rumores de grampos/escutas telefônicas/arapongas rondando o alto escalão do governo, o Ministro da Defesa ficou muito preocupado com a situação do telefone de seu gabinete. Pensou em tomar alguma medida para se precaver desse tipo de espionagem. Mas teria que ser tudo muito sigiloso, para que os criminosos não suspeitassem da investigação, caso fosse verdade.

Conversando com um funcionário seu de confiança, vislumbrou a solução.

- Tenho uma grande amiga em Santa Catarina que conhece um grande investigador independente, Senhor. Ele não está ligado a nenhum governo, nem qualquer organização. Se quiser, entro em contato com ela imediatamente.
- E que investigador seria esse?
- É o Osvandir.
- Ah, já ouvi falar dele...

O que ninguém sabe é que o Ministro também acompanhava as aventuras do Osvandir no blog.

Alguns minutos depois, Anna recebia uma ligação em sua casa, em Santa Catarina. Era o funcionário do Ministério. Conversaram por alguns minutos e logo em seguida Anna ligou para Osvandir.

- Tens uma missão, meu amigo. Vá para Brasília imediatamente. Kelly estará lhe esperando no aeroporto.

Um minuto depois, o telefone de Kelly tocava em Brasília...

Quando o avião de Osvandir sobrevoou a Capital Federal já era noite. Das janelas da aeronave era possível ver as belas luzes da cidade lá embaixo. Parecia que a Terra havia sumido, e tudo era só céu, cheinho de estrelas. Ao longe, Osvandir viu a Torre de TV, imponente, toda iluminada, apontando para o céu. Deu pra ver também o Congresso e a magnífica Ponte JK, com seus arcos cruzados, que parecem dançar e brincar com quem os observa. Lembrou que ela foi construída por um engenheiro de Minas. Osvandir ficou admirado com a beleza da cidade, assim como o personagem da canção Faroeste Caboclo, da Legião Urbana, a banda de Renato Russo. Ele já conhecia a cidade, mas nunca a tinha visto sob esse ângulo.

No aeroporto, Osvandir encontrou Kelly no setor de desembarque. Pegaram um táxi por medida de segurança e foram encontrar o Ministro na casa do Assessor (aquele que era amigo de Anna). Ele explicou-lhes tudo e disse o que queria que eles fizessem. Bolaram um plano. Osvandir e Kelly se vestiriam com o uniforme do pessoal da limpeza e entrariam no prédio ainda no horário do expediente. Ninguém poderia desconfiar de nada, nem mesmo o pessoal da segurança. Então eles esperariam o fim do expediente e entrariam no gabinete a fim de descobrir o tal grampo.

Depois de tudo decidido e a reunião encerrada, Osvandir reclamou que estava com fome. Kelly perguntou o que ele gostaria de comer. Ele disse que gostaria de experimentar o prato típico da cidade. Ela levou-o até a Rodoviária, mais precisamente na Pastelaria Viçosa. Lá, dois pastéis com um copo de caldo de cana custa apenas R$ 1,20. Enquanto cada um saboreava o seu “Trio Viçosa”, Kelly explicou a Osvandir que Brasília não tinha prato típico, e que aquela pastelaria era tão tradicional, que todo mundo dizia que aquele era o prato típico da cidade.

Agora era hora de descansar, pois o dia seguinte seria longo e extenuante.

Ao amanhecer, Osvandir e Kelly se reuniram para preparar toda a logística que colocaria o plano em ação. Dando uma volta pela cidade, Osvandir notou que algumas pessoas o reconheceram. Um garotinho veio até mesmo lhe pedir um autógrafo. Ele ficou muito feliz e lisonjeado. Mas o que o deixou mais contente foi um senhor que veio lhe contar suas experiências ufológicas. Mas isso é assunto para outra aventura.

Com todo o equipamento em ordem, era hora de começar a colocar o plano em prática. Vestiram os uniformes da empresa de limpeza que o Assessor do Ministro havia conseguido para eles e entraram no edifício. Ninguém percebeu que eram desconhecidos. O chefe da limpeza encontrou-os no corredor térreo:

- O que fazem aqui parados? Deveriam estar limpando os banheiros do 4º andar.

Osvandir e Kelly se olharam, respiraram fundo e foram caminhando até o elevador. Aquilo fazia parte do trabalho, isso eles compreendiam.

Muitas coisas acontecem por dentro de um Ministério. Osvandir e Kelly ouviram e viram muitas coisas que não deveriam ouvir nem ver. Mas isso também é assunto pra outra aventura.

O tempo passou e chegou a hora de fazer o que eles realmente estavam ali pra fazer: procurar um grampo. O gabinete do Ministro estava vazio, conforme o combinado. Só teriam que tomar cuidado para não serem descobertos pela segurança do prédio. Entraram e fecharam a porta atrás de si. Estava um verdadeiro “breu” dentro da sala. Kelly acendeu a lanterna e procurou pelas persianas. Abriu-as e permitiu que a luminosidade de fora iluminasse suavemente o recinto. Agora dava para ver bem melhor o ambiente todo. Era uma sala bem ampla. Havia uma mesa de reuniões com oito lugares. Ali devem ser tomadas muitas das decisões importantes sobre a defesa nacional, ponderou Osvandir. Não havia nada em cima dela. Ao lado desta mesa havia um sofá. Certamente era para reuniões mais informais, ou para o Ministro tirar uma pestana quando estivesse muito cansado... Osvandir riu com esse pensamento. Em uma das paredes havia pendurada uma foto do Presidente da República, ladeado pela Bandeira Brasileira. Em outra, uma TV de tela plana de 52”. “Espero que ele me chame para assistir a próxima Copa do Mundo aqui”, pensou Osvandir.

Voltando-se para Kelly, que estava dando uma olhada na mesa do Ministro, Osvandir deparou-se com muitos grampos. Mostrou-os a Kelly:

Ela riu e continuaram a busca.

Osvandir tirou de uma maleta um laptop ultramoderno, com toda a parafernália tecnológica necessária para construir outro Colisor de Hádrons (CLH), bem no meio da Capital Federal. Mas ele queria apenas captar alguns sinais de rádio. Pediu à Kelly que fizesse uma ligação, do telefone do Ministro até o celular dele. Ela fez. Ficaram ouvindo por alguns instantes e notaram chiados e estalos na ligação. Osvandir apertou alguns botões do laptop e “voila”... descobriu um grampo. Precisava descobrir o local de recepção do sinal. Para isso, ele tinha uma ferramenta, desenvolvida por dois amigos seus, os Profs. Márcio Mendes e o físico Ildefonso, que ligava o Google Earth a alguns provedores e sistemas que poderiam identificar de onde vinha qualquer sinal na face da Terra. Era uma ferramenta que, se colocada em mãos erradas, poderia acabar com o planeta. Mas só quem sabe desse segredo, além de Osvandir, Kelly e os Profs. Mendes e Ildefonso, somos eu e você caro leitor. Não vai contar nada pra ninguém, ok?

Então, Osvandir conseguiu detectar a origem do sinal. Descobriu inclusive a identidade dos responsáveis pela arapongagem: um grupo de ufólogos que queria a qualquer custo uma evidência de que os militares brasileiros mantinham contatos com ufos. Eles escutavam as ligações do Ministro na busca insana por uma prova oficial de que os ufos existem. Neste momento, ouviu-se um barulho, como que de um trovão, e o laptop do Osvandir explodiu e soltou uma fumaça tremenda. Assustada, Kelly abriu a janela do gabinete, para dispersar a fumaça. Neste momento, ela viu um jogo de luzes multicoloridas muito próximas ao prédio onde estavam.

Kelly chamou Osvandir para ver aquilo, mas ele estava desmaiado com a explosão do laptop. Ela começou a ficar assustada, pois a segurança devia ter ouvido a explosão e estaria na porta do gabinete a qualquer momento. Por outro lado, os arapongas deviam saber, àquela altura, que sua escuta havia sido descoberta. Kelly precisava agir rápido e desconectar o grampo do telefone... mas como faria isso? Grampo... grampo... grampo... é isso! Lembrou-se que trazia alguns grampos para cabelo, no bolso da calça. Tirou um e, com a lanterna, localizou o aparelhinho do lado de fora da janela.

No melhor estilo “Missão Impossível”, Kelly pendurou-se para fora da janela e, com seu grampo em mãos, desligou o “talzinho” e arrancou-o do local onde estava.

Mais que depressa, Kelly tentou acordar Osvandir. Precisavam sair dali rapidamente. Osvandir recobrou os sentidos no mesmo momento em que alguns seguranças batiam na porta do gabinete. Kelly só viu uma saída: a janela.

Felizmente eles estavam preparados para tudo e já estavam com o equipamento de rapel pronto para qualquer emergência. Penduraram as cordas e desceram. Lá embaixo, alguns seguranças ainda tentaram pegá-los, mas eles conseguiram se safar. Foram para o hotel em que Osvandir estava hospedado.

A perda do laptop foi irreparável. O coitado foi parar no lixo mesmo. Não conseguiram entender o que aconteceu. Kelly contou a Osvandir sobre o ufo e sobre o grampo na janela. Juntaram o material que conseguiram, fizeram um relatório e entregaram-no ao Ministro, que agradeceu imensamente a ajuda que lhe prestaram.

No dia seguinte a toda essa aventura, os funcionários da limpeza foram fazer uma faxina no gabinete do Ministro. Uma das funcionárias notou algo estranho no cabo do telefone da mesa do Ministro: era um grampo. Não uma escuta, mas um grampo de cabelo. Estava com a parte de metal encostada numa parte desencapada do fio. Ela o retirou. Incrivelmente, o telefone do Ministro voltou a funcionar normalmente, sem aquelas chiadeiras e estalos.

Três dias depois, um outro funcionário foi hospitalizado porque a janela caiu bem em cima da cabeça dele, enquanto ele fazia a limpeza externa dos vidros do gabinete. Alguém havia tirado um dispositivo de segurança que havia ali...

O Jornal de Brasília estava sobre a mesa do Ministro e anunciava em manchete:
Polícia Federal entrega maletas de escuta à Justiça Federal
Por
Kelly Lima e Manoel
Brasília/DF
12/09/2008

sábado, 13 de setembro de 2008

OSVANDIR NO CEARÁ VIII

Capítulo VIII

DISCO VOADOR

-- Adeus Osvandir! Até na próxima, disse o Moura,
olhando para um avião que voava no céu azul de Fortaleza.

Continuou na estrada de pedras que a seguir foram rareando e a estrada foi se tornando cheia de lombadas íngremes, com descidas e subidas, curvas em seqüências para ambos os lados da estrada. Osvandir viajou os quilômetros restantes, a baixa velocidade com a marcha 4L, reduzida engatada, o que permitia maior aderência no terreno.

A baixa velocidade o permitira fazer curvas fechadas e inesperadas. Aquela pista fora feita para acabar com carros ou com os motoristas. Atingindo o ponto final, que era uma clareira no mato, com um alpendre espaçoso, viu uma oficina mecânica e alguns jipes, bikes e MotoCross, bem arrumados, enfileirados lado a lado. Um dos ajudantes avisou à estação de partida, que Osvandir tinha chegado, por um HT, ( Habd -Talk" - transceptor portátil, em FM) e que não havia ruído de outros carros atrás dele. Osvandir informou que os outros três estavam atolados na pista.

Osvandir sentiu-se pouco satisfeito, porque não houve disputa com campeões, mas adorou fazer o que gostava.Entraram no hotel e viram algumas das moças, colegas de excursão. Cuidaram da higiene pessoal e sentaram-se à mesa para o almoço. Trocaram informações a respeitos dos lugares visitados pelos três grupos.

Osvandir aproveitou seu tempo escrevendo o seu diário no notebook.A tarde a guardiã loura, avisou que todos iriam visitar a Serra do Estevão, onde poderiam ver os principais pontos turísticos.

Depois de mais ou menos uma hora, chegaram ao município de Dom Maurício. As pessoas se dividiram e foram visitar os locais indicados pela guardiã.

Osvandir resolveu ir até ao Pico da Torre que estava a uns 760 m de altitude, para ver melhor a panorâmica de Quixadá e a Pedra da Galinha Choca. Pedalou sua bike por uns 5 km subindo lentamente uns 300 metros a ladeira. De longe avistou as torres de repetição equipadas com pequenas antenas parabólicas apontando para várias direções.

Ele estava com sua mochila conduzindo o que era necessário, como máquina fotográfica digital, binóculos, faca de mato etc. Sua pistola estava nas costas entre a calça e o lombo.

Seus olhos não saiam da figura da Galinha Choca, que era admirada pelas formas perfeitas. De repente, vindo do sul, viu um objeto com o perfil de um prato virado contra o outro, cor de alumínio, brilhando no sol. Atravessou lentamente o Complexo Rochoso, por trás da Galinha Choca. Muito nervoso e apressado retirou imediatamente sua câmera digital da mochila, que estava sobre suas pernas e já estando preparado para foco infinito, ligou, apontou e clicou por várias vezes. O objeto veio para mais perto e mergulhou de vértice por trás da Pedra da Galinha Choca, ocasião em que viu que o objeto era discóide.

O aparelho desapareceu no mergulho sobre a montanha de pedra.Tudo foi fotografado, não conseguiu acreditar que um objeto voador entrasse em uma serra de pedra, sem haver abertura. Conferiu as fotos de sua câmera e novamente viu o aparelho mergulhar na rocha, sem abertura alguma.
-- Ganhei na Loteria e agora posso voltar para Fortaleza, disse Osvandir em voz baixa, só para ele.

Os visitantes foram chegando aos poucos e guardando suas bicicletas no alpendre, onde um empregado as examinava rapidamente.

Todos chegaram, subiram na van e esta desceu a serra em direção ao hotel em Quixadá.
-- Srta. Elizabete, lamento informar, que apesar de estar gostando do passeio e do bom trato, tenho que voltar urgente para Minas, disse Osvandir.
-- Nós lamentamos muito sua ausência, mas como há urgência, não há outro jeito.-- Obrigado pela compreensão. Poderia me dar o endereço da estação rodoviária?- Sim, depois do almoço chamarei um táxi para levá-lo até lá.

Osvandir levantou-se e despediu-se de cada componente da excursão, bem como da guardiã. Voltou para seu quarto, onde apanhou as duas malas e o notebook.

Já no hotel, em Fortaleza, antes de deitar-se completou seu diário no notebook, ressaltando seu avistamento incrível. Transferiu as fotos da máquina para seu notebook.

Agendou um encontro com seu amigo para aquele mesmo dia:
-- Moura, passei aqui para despedir-me e mostrar-lhe o que consegui em Quixadá, veja a seqüência de fotos na minha câmera!

Moura manejou a máquina fotográfica para ver as fotos. Na primeira ele logo reconheceu o perfil de um disco voador, muito distante sobre umas montanhas. No final chegou a foto em que o aparelho mergulha para dentro da rocha por trás da Galinha Choca.
-- Osvandir, acredito porque estou vendo a foto e não houve tempo para você praticar qualquer truque. Vem a pergunta. Eles vêm do céu ou do centro da Terra?
-- Acho que ninguém sabe. Ufologia é um terreno cheio de ilusões para nossos sentidos. Só nos baseamos neles, pois são os detectores das nossas realidades. O que pode ser realidade para uma pessoa, pode não ser para outra. Passou daí, só há conjecturas, lendas que são acreditadas, na falta e outras realidades. De qualquer forma estou muito satisfeito com o que consegui, respondeu Osvandir.

Final
Moura – Fortaleza – CE – 6 / 9 / 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

OSVANDIR NO CEARÁ - FINAL

Capítulo V
OS ESPORTES RADICAIS
“A escuta telefônica desmascara os "honestos".
Acho que isso não cabe na nossa democracia,
mas há tanta ladroagem que esta é a
única maneira de conhecer nossos políticos.” (Moura)

Bebericaram e o tempo passou. Mais ou menos as 12 hora a loura avisou a todos que poderiam almoçar quando quisessem.

As mulheres chegaram e ocuparam duas mesas perto dos homens, que já haviam feito o pedido para o almoço. Cada uma fez o pedido pelo menu. O prato mais solicitado e oferecido foi o peixe Tilápia, muito criado nos açudes do Ceará. O almoço foi regado a cerveja ou vinho. A sobremesa variou com vários doces.

Terminado o almoço, o grupo ficou falando sobre coisas comuns a cada grupo. As mulheres se divertiram no açude, mas os homens desistiram do banho por causa da cobra do Osvandir.
Lá pelas 13:30 horas a loura avisou que iríamos ver outros pontos turísticos, a começar com o Santuário Imaculada Conceição Rainha do Sertão, onde também havia a prática do vôo livre. Fica na Serra do Tucum.

A van percorreu uns 15 km para chegar ao Santuário. È uma bela arquitetura. Todos desceram e se espalharam entre edificações como restaurantes, a Igreja e os homens depois de olhar o que podiam falaram com a guia, avisando que iriam para o local da rampa de vôo livre e poderiam demorar umas duas horas. Ela aquiesceu e olhou para seu relógio. Osvandir ficou satisfeito.

O local era aberto aos excursionistas. Já eram mais de 14 horas e o calor do sol queimava a pele exposta. Os companheiros de Osvandir notaram que ele estava exultante com a próxima aventura. Abrigaram-se sob uma árvore frondosa.

Francisco disse:- Há uns anos atrás um campeão de asa delta morreu na serra de Maranguape, quando deu uma ventania e ele foi jogado contra a pedra, com muita violência. Quem pratica isso tem muita coragem.
-- Podemos voar na asa delta? Perguntou Osvandir.
-- Se você já tem experiência é só colocar o capacete e pegar a asa que você quiser. Respondeu o ajudante.
-- Já competi em Itamonte, Minas Gerais, contra Gustavo Saldanha e outros, em 2005. Ainda não estou enferrujado. Posso usar apenas o capacete, sem o macacão oficial?
-- Pode sim. Você já é craque nisso, não há risco algum.

Colocou um capacete colorido, fechou a jugular do capacete. Apanhou uma asa delta e foi por trás do início da rampa de corrida para o salto.

Os três jovens, acompanhando toda a movimentação embaixo de uma árvore, comentaram que ele, ou era doido ou era um campeão. Mas ficaram maravilhados quando a asa ficou suspensa no ar com Osvandir dirigindo o vôo.

Ele colou-se sob a asa segurando a haste de direção. Verificou se o apoio para os pés estava no comprimento certo para sua altura. Viu que tudo estava correto, ergueu o tórax, segurando a haste da asa e correu com velocidade ladeira abaixo. O calor que subia a serra auxiliou a subida da asa, que se afastou da rampa e inflou o pano.

Depois de um tempo esticou as pernas e colocou seus pés dentro das argolas na traseira da asa.
Sobrevoou a mata, em círculos, por mais de uma hora, e foi descendo em forma de espirais largas para poder estar sempre vendo o ponto de pouso. Viu a cidade, os monólitos próximo à Galinha Choca, mas não viu nada que talvez pudesse atrair discos voadores. Não viu brechas sobre os montes de pedra. Analisou toda a mata e gostou do que viu.

Continuou seu vôo descendente em direção ao alvo, que era uma larga clareira com um ‘xis’ de pano colocado no chão. Ao chegar mais próximo viu outro ajudante com um HT na mão, talvez informando sobre a chegada do turista no solo. Quando chegou perto do solo e do alvo, arremeteu um pouco e deixou-se cair lentamente sobre o ‘xis’ preto.

Havia um grupo de homens esperando por ele. Um disse?
-- Ele já voou com o Gustavo Saldanha.
Todos bateram palmas para ele. O nome do Gustavo não lhes era desconhecido, pois os presentes pareciam todos entendidos e hobystas de vôo-livre.
-- Obrigado pela festa, disse Osvandir, sorrindo.
-- Agora vou deixá-lo no Santuário. Da sua turma ninguém vai mais saltar, disse o motorista de uma Kombi.

Mais ou menos às 16 horas o veículo estacionou próximo à igreja. Lá estavam seus companheiros, as mulheres e a loura.

Estavam passando o tempo em um dos restaurantes, onde era mais fresco e havia o que comer. Também visitaram a Igreja. Nem todos eram católicos. mas entraram para ver a suntuosidade do interior. Também foram ver as estátuas de mais ou menos 1 e 80 de altura, que representavam a Paixão de Cristo.

- Soube que você se foi bem na asa delta. Foi bem recebido lá embaixo pelos suicidas do vôo-livre, disse sorrindo a guia loura, ainda com um HT (Hyper-Threading) na mão para se comunicar com ponto da plataforma o e alvo na mata. Dá a impressão de que você é bem vivido e experimentado na Vida!

- Isso é verdade, disse Osvandir sorrindo de alegria e um pouco de vaidade.
Osvandir correspondeu ao sorriso e os demais bateram palmas para ele. Isso foi o acontecimento mais falado pelos colegas, posou de herói o resto do dia.

Capítulo VI
CHALÉ DA PEDRA
A PF prende muito, mas há pouquíssimos encarcerados. (Moura)

O Chalé da Pedra fica na cidade, no centro da Praça da Cultura e vizinha ao Centro Cultural Raquel de Queiroz.

Todos subiram na van. Desceram a serra e chegaram ao centro da cidade, já em direção ao Chalé de Pedra. O que havia de antigo era somente o Chalé que estava construído sobre um monte de pedra na centro da Praça da Cultura. Tinha três entradas idênticas, sendo uma para frente e duas laterais, em posições antagônicas. Não era um prédio grande, mas tinha história.

Havia sido uma Loja Maçônica em tempos idos. O prédio novo era o Centro Cultural Raquel de Queiroz. Edificação moderna com cores suaves. Seu interior era quase luxuoso, tendendo para o bonito. Não havia muita coisa para ver. Mas fazia parte do percurso do turismo. Era uma obrigação a visitação.
- Terminamos a excursão e agora vamos voltar para o nosso hotel, disse a guardiã loura, de cabelos cacheados, olhos azuis e um narizinho quase arrebitado que lhe dava graça ao rosto quase quadrado. Onde teria nascido?

Todos entraram no veículo e voltaram para o hotel, para tomar banho e depois aguardar o jantar. Osvandir deitou-se, já sonhando com o dia seguinte. Conseguiu dormir bem. Acordou, espreguiçou, tomou um banho frio e foi tomar café, acompanhados de variedade de frutas regionais.

Foi servido até leite “mugido”, aquele quentinho tirado da vaca naquele momento, mas foi alertado pelo garçom, para uma possível diarréia, não tocou no leite fresco.
Às oito horas os excursionistas estavam em frente ao hotel esperando o veículo de transporte. A guardiã loura desceu e duas lindas mulheres desceram também.

A guia loura reuniu os visitantes, formando um meio círculo e informou que haviam 3 veículos que iriam para três destinos diferentes, conforme o desejo dos excursionistas. Dessa forma o grupo foi separado em três, os quatro homens foram em uma só van.

As oito mulheres se separaram em dois grupos, indo cada grupo em uma van diferente, unidas pelo mesmo objetivo.
- Bem, agora vocês quatro homens, irão visitar a Lagoa dos Monólitos onde poderão praticar, mountain bick, motocros, ou Off Road. O Parque fica no anel viário da CE-285 que liga Quixadá à Morada Nova.
-- Eu os acompanharei, disse a loura, nossa guardiã, subindo no veículo, após a entrada dos quatro homens.

A van percorreu aproximadamente uns 50 km, pelo anel rodoviário CE-285 para chegar ao Parque Ecológico da Lagoa dos Monólitos. Há uma grande lagoa e uma serra de pedra em um lado. O Parque é pequeno e pouco povoado, as edificações são novas e o pavimento em paralelepípedo está em excelente estado.

O veículo parou em baixo de uma sombra de árvore, próxima à estação de partida para, mountain bike, MotoCross e Off Road. Todos desceram e os homens seguiram para lá, pretendendo uma aventura motorizada. Eram quase 10 horas. A guia olhou para o relógio e usou o HT para se comunicar com a Agência, informando o destino de chegada.

A guia foi com os homens e informou a encarregados dos veículos que eles eram turistas registrados na Agência Sertão & Pedras Turismo. Imediatamente o encarregado franqueou os veículos para visitantes. Poderiam utilizar quaisquer um. Ele forneceria os mapas das trilhas. No local de chegada havia empregados usando HT para informar o acontecido. Do ponto de chegada um veículo os levaria para Morada Nova de onde voltariam para Quixadá pela CE 285, de 72 km.

Capítulo VII

CORRIDA DE JIPE
“Noventa por cento da população pasta a grama
enquanto dez por cento são donos das fazendas.” (Osvandir)

Haviam estacionados, várias bikes, motocicletas para motocross, e uns dez jipes com tração 4 x 4, usando pneus de Buggy, com capota, “Santo Antônio”, um pneu sobressalente e caixa de ferramentas.

Os quatro dirigiram-se para os jipes, sentaram-se, regularam os bancos, pisaram nas embreagens para saber se estavam na altura certa, acertaram a posição dos bancos, apertaram os pedais de freios, observaram o ponteiro da gasolina. Aceleraram um pouco para frente e testaram novamente as embreagens, os freios, inclusive os freios de serviço.

Estando os veículos testados e aprovados foram saindo de um em um, em busca do início da trilha que era de piçarra. Osvandir saiu em terceiro lugar, seguindo os demais, com a alavanca de transferência de eixos, na posição 4L, reduzida, que permitia o veículo andar em velocidade abaixo dos 50 km/hora.

Francisco, que vinha atrás, logo ultrapassou Osvandir, que já tinha prática nesse esporte e até participou do campeonato em Bambuí, em Minas Gerais, em junho de 2008, pressentiu logo, que ele iria entrar na pista de piçarra com uns 80 por hora. Qualquer saída para um lado seria uma derrapagem perigosa. Não sabia ainda como os outros se comportariam. O que valia era chegar inteiro.

Percorreu uns 5 km e logo viu o jipe do Francisco com a traseira toda no mato ao lado da estrada e acelerando muito para sair de um buraco que ele cavou com as rodas traseiras.
- Já ganhei desse, disse Osvandir em voz baixa, para ele mesmo.

Continuou devagar, depois de mais ou menos um km, a uns 40 km por hora e deparou-se com uma pista estreita, de piçarra, com pedras soltas, o que diminuía o atrito nas rodas.
Depois de uns 3 km, a partir do desastre do Francisco, viu o Bacus atravessado na pista, indo e voltando no espaço estreito para ficar novamente de frente da estrada.

Osvandir pediu passagem, pois não podia perder tempo, e não foi atendido. Deu um ligeiro sorriso para o colega e disse:
-- Obrigado. Ainda há muito chão pela frente.
Seguiu a uns 40 km por hora, na terceira marcha, para evitar derrapagens. Continuava com a marca 4L engatada pela alavanca pequena.

Depois de viajar uns 5 km avistou um pequeno riacho, largo mas raso, passando por um leito de barro. Viu isso quando reduziu a velocidade para uns 5 km por hora, e atravessou o riacho a uma fundura de meio metro. Logo após havia uma curva fechada à direita.

A trilha tinha muitos sulcos de pneus e estava molhada. Notou que escorregava como sabão. Continuou na mesma velocidade, com a tração da 4 rodas presas no solo viscoso e liso.

Foi fazendo a curva, lentamente para direita e deparou-se com o jipe de Fábio atolado na argila macia e de lado na estrada.
- Olá Fábio. Perece que você não escolheu um bom carro. Deve ser por causa dos pneus carecas, sem biscoitos. São pneus de Buggy! Disse Osvandir achando graça.
E continuou andando a uns 30 km por hora, gastando a gasolina que tinha direito. Deveria estar gastando uns 4 litros por km.

Logo depois defrontou-se com uma pista cheia de pedras toscas, pequenas, como as que usam como calçamento nas ruas. Estavam espalhadas sobre uma camada de barro seco. Os pneus poderiam passar em um dos lados de uma elas e lançá-las para o interior do fundo do carro ou jogá-las para o exterior. De qualquer forma o jipe mudava de direção quando as rodas dianteiras giravam sobre as laterais das pedras. Os pneus grandes, traseiros, se comportavam normalmente, pois estavam calibrados com 8 a 10 libras.

De repente um animal vindo em boa velocidade, do interior do mato lançou-se com violência contra o motor do seu carro, pelo lado esquerdo, ele sair de frente para o lado direito. Era um veado com poucas galhas, animal existente na região, preservado na Reserva Ecológica.

Osvandir tomou um tremendo susto e imediatamente analisou o acontecimento. Olhou para os lados. Desceu do jipe e foi observar o animal. Ele achou que o animal também deveria ter jugular, carótida e coração. Tocou com os dedos no pescoço do garboso animal e não sentiu pulsação.

Colocou seu ouvido no tórax do animal e não ouviu ruído algum. Colocou o nariz próximo ao do animal e não sentiu nenhum odor saindo pelas narinas.
- Está morto, disse em voz baixa. Eu o matei. Não vou me acusar, Não tive culpa. Vou esconder o corpo no mato. E assim fez.

Utilizou todos os seus músculos e puxou o pobre animal para o lado esquerdo da mata, de onde viera. Puxou-o por uns dez metros mata adentro. Voltou para a estrada cheia de pedras. Olhou para o mato e viu a trilha deixada pelo corpo do animal. Achou que ninguém iria desconfiar de nada.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

OSVANDIR NO CEARÁ III

Capítulo III

A PEDRA DA GALINHA CHOCA

“Os grampos na telefonia brasileira me lembra a
União Soviética, com seu sistema de escuta e
“deduragem”. (Moura)



Ao chegar a Quixadá, Osvandir viu logo a pedra da Galinha Choca do lado direito de quem vem de Fortaleza.

Quando todos desceram da van, o guia, o primeiro a descer disse:
-- Sejam bem-vindos a Quixadá, a cidade dos monólitos e da Galinha Choca. Esta excursão consiste de várias modalidades. Recomendo antes de tudo, com respeito à vestimenta e acessórias. São indicados o uso de mochila, vestimenta de tecido resistente, protetor solar, chapéu e traje de banho. Uma máquina fotográfica e um binóculo são excelentes acessórios.

Osvandir sentiu-se menos rico, depois de dormir no Othon, mas lembrou-se de que estava em uma cidade do interior do Ceará. Foi avisado pelo guia que às 8 horas iriam iniciar a excursão na Cidade e arredores. Ele saiu do hotel, chegando à calçada já havia pessoas esperando o veículo da excursão.

A Van chegou, uma linda moça loura desceu e falou:
- Sou a guia da Agência podem entrar todos. Vamos até uma praça espaçosa para falarmos sobre a história de Quixadá e seus mais importantes pontos turísticos. Estacionaremos numa praça larga e bem arborizada com árvores antigas. Todos desceram e se colocaram na sombra de uma árvore frondosa.

-- Por favor, sentem-se no chão, para terem melhor contato com a natureza. Vamos juntar mais um pouco para explicar o que iremos ver hoje e saber sobre os pontos turísticos e prática de esportes radicais.

Vou começar pela história da cidade. Todos já estão com traje esporte que é a melhor opção.
Vou ler resumidamente sobre a história desta cidade; nunca consegui decorar esse texto.
- A colonização de Quixadá ocorreu através da penetração pelo rio Jaguaribe, seguindo seu afluente o rio Banabuiú e depois o rio Sitiá, cujo objetivo principal era a conquista de terras para a pecuária de corte e leiteira...
Já estavam ali por meia hora e a jovem loura não havia terminado de ler tanta história do Nordeste. Os pontos turísticos principais são:
Açude Cedro, Santuário Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, Chalé da Pedra, Lagoa dos Monólitos, Pedra do Cruzeiro, Serra do Estevão, Clube Cearaqui.

Em 2004, o então estudante de arquitetura da Universidade de Fortaleza, Osíres Abreu de Menezes Bezerra apresentou como Trabalho de Conclusão de Curso, um Projeto para Construção de um Centro Ufológico em Quixadá-CE - considerada por muitos a capital ufológica do nordeste.

A Guia continuou, falando sobre os esportes radicais praticado no local: Vô Livre, Moutain Bike, MotoCross, Off Road, Rapel e Trekking.

As principais trilhas para trekking são: Barriguda, Olho D'água, Andorinhas, Boqueirão, Cabeça do Gigante.

A Cabeça do Gigante, é uma enorme escultura natural, caracterizada por três grandes locas que se interligam e atravessam todo o serrote, formando entre os vazios impressionantes arcos de pedra que se assemelham à cabeça de um gigante.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

OSVANDIR NO CEARÁ II

Capítulo II

OS CASOS UFOLÓGICOS

O Brasil é o país mais rico do mundo.
Roubam à noite e no dia seguinte ele está novamente rico.
É o Milagre Brasileiro.” (Moura)

Moura olhou para cima procurando se lembrar de alguma coisa:
-- Vou falar sobre o que eu me lembro, pela imprensa e do que vi na Internet:
“No início deste ano um médico de Quixadá fotografou, por acaso um Disco Voador, bem alto, por trás das serra, além da Galinha Choca. Lá aparecem Discos Voadores e Bolas de Fogo. Já aconteceu um avistamento, presenciado pelas pessoas que estavam presentes a um comício, nas vésperas de eleições. Todos correram da pracinha. Não me lembro o ano, mas foi um dos maiores avistamentos. Antes disso houve o caso de um homem de meia-idade que viu um disco voador e recebeu um facho de luz no rosto. Desde esse tempo ele foi enfraquecendo, passou a viver em uma rede e a mente dele involuiu e dizem que ficou com a idade mental de uma criança de 9 anos. Ele faleceu há mais ou menos 5 anos atrás. Não tenho mais certeza das datas.”

-- Lembro muito bem deste caso, retrucou Osvandir

Moura continuou contando: “O agricultor Antônio disse que viu um disco sobre a Pedra da Galinha Choca, ao lado do Açude Cedro, neste ano, por volta das 21/22 horas.
”As aparições são comuns, para Tadeu, funcionário aposentado do Banco do Brasil. Ele garante que já viu vários ÓVNIS em sua fazenda, que fica próxima de Quixadá.”

“O músico Dudu, disse que já foi perseguido OVNIs . Disse que seu conjunto saía de um show e foram seguidos por uma esfera grande com luzes piscando, de cores variadas. O carro parou sozinho e
ficaram na estrada. Depois disso uma bola gigante voou em alta velocidade para o poente.”

Osvandir ouviu tudo atentamente e depois, curioso, perguntou:
-- Moura você já teve avistamentos?
- Já tive cinco, mas nunca vi um disco voador, só esferas ou sondas, sendo três com luz própria.

Osvandir perguntou:
-- Gostaria de saber as suas opiniões a respeito de UFOs?
Moura respondeu:
-- Minhas opiniões a esse respeito são muitas e nenhuma. Não sei de nada. Talvez poucas pessoas saibam a verdade, pois o campo é muito vasto. Existe muito acobertamento pelos governos.

Deu 12 horas e Da. Conceição anunciou que a mesa estava posta.
Foi um almoço frugal. Constou de filé ao “molho madeira”, feijão preto temperado com carne do sul e lingüiça, arroz branco, purê de batatas, macarrão talharin, salada de verduras. Serviram refresco de cajá e creme de abacaxi na sobremesa.

- Não tenho Don Perignon, pois sei que você gosta de vinho. Aqui só tenho o suco de uva, que não é a mesma coisa, disse o Moura, como a se desculpar pela ausência de um bom vinho.

Terminado o almoço, Moura e Osvandir demonstravam preguiça e prazer, pela barriga cheia. Voltaram a sentar-se nas cadeiras do alpendre arejado, para conversarem mais.
- Moura, devo que estar no hotel bem antes do carro da agência chegar. Ainda tenho que tomar banho.
- Fique à vontade, disse o Moura, já lamentando a ausência de “um bom papo”, com o Osvandir.

O táxi foi chamado e veio logo. Começaram as despedidas, desejos de boa viagem e muita sorte na excursão.

Na manhã seguinte Osvandir serviu-se do café, com variedades, pagou a diária e desceu para a entrada. Mais ou menos às 9 horas a Van da Agência de Turismo parou em frente ao Othon Pálace Hotel.

-- Estamos aqui para conduzi-los até Quixadá. Podem entrar, colocar as malas na traseira do veículo, por favor.

O veículo vinha apanhando as pessoas nas residências ou hotéis.
Osvandir colocou suas duas malas na van e subiu no veículo se acomodando em um dos bancos, sentando junto a uma janela. Estava com seu Notebook a tiracolo. Também retirou a mochila das costas onde havia pertences que poderiam precisar a qualquer instante.
Começou a viagem de uns 170 km, rumo a Quixadá. Após umas 4 horas de viagem, chegaram ao Hotel Monólitos, onde ficariam hospedados, no centro da pequena cidade.
Continua...
Moura e Manoel

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

OSVANDIR NO CEARÁ III


Capítulo I
O ENCONTRO COM MOURA
“Chamam isso aqui de Terra da Luz” Moura


Osvandir ao seguir para casa do Moura, encontrou novamente com alguns assaltantes num beco escuro e sem saída. Um deles portando arma em punho, queria tudo: dinheiro, jóias, relógios, celular e até o tênis de marca.
- Calma, calma, disse Osvandir. Vocês podem levar tudo o que quiserem. Segure meu celular, o anel de ouro e o relógio. Leia a marca. É um Rolex, de ouro, custou 800 pratas.

Quando o assaltante do 38, pegou com a mão esquerda, o celular, o anel e foi ler a marca do relógio, Osvandir retirou rapidamente de trás da sua cintura, no lombo, uma pistola CZ, calibre 7,65, que já estava engatilhada e atirou na coxa direita do assaltante. O bandido soltou tudo o que tinha nas mãos e segurou a coxa, que estava sangrando.

Havia um grandalhão encostado em um táxi branco estacionado e gritou para o Osvandir. Entra logo aqui, jovem!
-- Você está bem? Que pergunta besta. Também já fui assaltado!

Osvandir ainda estava com a pistola na mão e antes de sentar ao lado do motorista a enfiou entre a calças e o lombo na altura da cintura
-- Você tem porte de arma? Perguntou o motorista.
-- Tenho sim, disse Osvandir, com a testa franzida, demonstrando muita preocupação. Consegui um porte com um amigo meu da PF. Meu nome é Osvandir. Venho de Minas.
-- Meu nome é Salvador. Não se preocupe. Vi você saindo do Othon. Assisti ao assalto. Você tem algum outro lugar par ir?
-- Tenho aqui o endereço de uma amigo meu. Podemos ir pra lá. Tirou um pedaço de papel de sua carteira e o entregou ao motorista. Sabe onde fica?
-- Não se preocupe. Dá pra achar.

O táxi tomou a direção do sertão, pelos lados do bairro Montese. O motorista fez o percurso contando histórias de assaltos em Fortaleza. Ouvindo as histórias ficou pensativo e preocupado. Veio para um lugar perigoso, conforme informações do Manoel.

O táxi parou em uma casa com muro de pedra. Osvandir pagou a corrida e recebeu um cartão do motorista, com o número do telefone.
-- Obrigado pelo que você fez por mim, lhe devo muito. Boa sorte pra você!
-- Obrigado. Pra você também. Boa viagem.

Osvandir desceu e apertou a tecla da campainha da casa. O portão foi aberto por um velhinho de cabeça branca.
-- Aqui é a residência do Moura?
-- Sim, sou eu.
-- Sou o Osvandir, amigo do Manoel, que deve ter comunicado minha vinda a Fortaleza e Quixadá.

Um sorriso mais largo se abriu no rosto do Moura, que estendeu a sua mão direita e apertou a mão do Osvandir.
-- É um prazer conhecê-lo e o tê-lo aqui em casa.

A entrada distava uns 15 metros para o alpendre da casa, que tinha um jardim ocupando toda a área.

Moura puxou umas cadeiras de jardim, brancas e as colocou uma de frente para a outra e disse:
-- Por favor, sente aqui Osvandir. Acho que temos assunto a tratar.

Do alpendre Moura chamou sua esposa, Da. Conceição e fez a apresentação de ambos.
-- Conceição, este é o Osvandir, um ufólogo recomendado pelo meu amigo Amaral. Ele está de passagem por Fortaleza para visitar Quixadá. Eu o convidei para almoçar conosco.
A dona da casa disse que informaria quando o almoço estivesse pronto.

-- Onde você está hospedado? Perguntou o Moura.
-– Estou no Othon Palace Hotel, perto da praia.
-– É um excelente hotel.
-- Vim visitar Quixadá, mas não sei nem por onde começar. Vi alguma coisa pela Internet pelo meu notbook.
- Talvez você tenha lido sobre a agência de turismo, Sertão & Pedras. Vou ligar pra lá, agora mesmo. Já tenho anotado aqui todos os dados.

Iniciou a conversa com a referida Agência, pedia informações e Osvandir ia anotando tudo.

Moura disse:
– Tudo acertado, Osvandir. Você almoça aqui. A comida não é tão chique quanto no Othon, mas dá pra comer.

Moura continua a conversa:
-- Como você foi tratado até agora?
-- Fui assaltado na saída do hotel, quando pretendia ver a praia, que em Minas não tem.

Osvandir contou sobre o assalto sofrido e a ajuda do taxista Salvador.
-- Não é nenhuma novidade. Você agiu como um Agente da Cia, disse o moura que continuou falando:
-- Você fez muito bem. Aliás, como Amaral já o alertou; bandidos também assaltam até ônibus intermunicipais, nas paradas, ou já viajam neles desde o terminal de ônibus.
-- Caro Moura, já fui assaltado também em um avião de turismo da Oceanic, pode verificar como foi na minha história no blog.

Moura continuou falando:
-- Na Av. Beira Mar, já foram assaltados este ano, o Presidente do STF e o nosso ex-vice Governador, Lúcio Alcântara.

Osvandir, mudou de assunto e disse: – O Manoel indicou você porque sabe que é um dos poucos que acreditam em OVNIS. Sabe alguma coisa do assunto, acontecido em Quixadá?
(Continua...)

(Moura e Manoel)

sábado, 6 de setembro de 2008

OSVANDIR NO CEARÁ II


O ASSALTO AO OCEANIC 815

“Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror”.
Carl Gustav Jung


A frase acima é verdadeira e o terror tira o raciocínio das pessoas.

Osvandir estava na rua lutando com os três jovens. Quando um sacou a faca, ele aplicou-lhe um tremendo golpe no pulso e a faca sumiu na rua. O outro recebeu, sem menos esperar recebeu um forte abalo no peito e sua arma também foi atirada à distância. Assim que os dois foram abatidos, dominados, o outro saiu em disparada pela rua abaixo.

Era um dia de sorte para Osvandir. Pegou um táxi, seguiu para o aeroporto, ligou para o Moura, informando que estava seguindo para uma pequena viagem de turismo pela Oceanic Airlines, era o 815. Um empresa pequena, para viagens pela orla marítima.

Na pressa nem notou o nome da empresa e o número do vôo.
Os portões se abriram, Osvandir seguiu pelos túneis até atingir o avião. Tomou o seu assento marcado na passagem, leu um pouco e depois cochilou. O avião ia partir, uma demora danada para levantar vôo.

Parecendo que não iam voar mais, o pequeno aparelho de cerca de 20 passageiros, levantou vôo, como um Tuiuiú, aquela garça desengonçada do Pantanal.

Tudo ia tranqüilo, com um guia turístico mostrando para os estrangeiros as belezas de nosso país. Lá em baixo muitas coisas lindas realmente estavam passando por nossas janelas. Os vôos rasantes nos permitiam ver de perto e de cima muitas coisas que não poderíamos perceber lá de baixo.

Quase meia hora de delícia no espaço, aquele cafezinho, tinha até Whisky, Osvandir ficou sem saber se era do Paraguai, pois detesta até o nome desta bebida. Só tomou duas vezes na vida: uma para ver como era; a outra foi obrigado.

Resolveu sair lá do fundo onde estava e foi até a cabine dos pilotos, para perguntar qualquer coisa que as meninas não sabiam responder.
Por um espelho instalado próximo da porta do Capitão pode notar algum alvoroço lá no fundo de onde tinha saído.

Virou-se, antes mesmo de chegar até a cabine. O caos estava instalado. Um passageiro, de arma em punho, queria assaltar todos turistas. O barulho era muito grande.

Osvandir retornou devagarzinho para onde era seu lugar e ficou esperando o desenrolar dos fatos. O assaltante não seria bobo de sair dando tiro a torto e direito dentro do avião. Era sujeito escolado, acostumado com estes tipos de assaltos. Primeiro começou em ônibus, no centro de Fortaleza. Depois que ouviu sobre aquele grande assalto ao Banco Central, onde levaram R$154.000.000,00, ele também resolveu ganhar mais. Aperfeiçoando os seus serviços, partiu para coisas maiores.

Quando passou por Osvandir, este lhe deu dinheiro, relógio e uma pulseira. Os outros passageiros estavam todos apavorados. O “camarada” era muito esperto, só começou o assalto quando o avião estava fazendo manobra para pousar.

O seu pensamento era descer pelas escadas e sumir no aeroporto, pegando seu carro que deveria estar estacionado em algum lugar por ali. Porém ele não contava com as estratégias de Osvandir.

Assim que tudo havia sido recolhido, Osvandir aproveitou-se de um descuido do mesmo e sorrateiramente foi para o lado da porta.

Veio aquele homem grande, cheio de celulares, relógios, colares, dólares, reais e outras coisas de pouco valor. Ao atingir o centro do avião percebeu um braço forte no seu pescoço. Foi atirado ao chão e completamente dominado. Os bens foram devolvidos aos respectivos donos. Só um pequeno problema, sobrara um celular.

Amarrado, amordaçado, foi entregue as autoridades no aeroporto. O celular que sobrou, deduziu-se que seria do assaltante.

Ao sair do avião uma das aeromoças quis saber o nome daquele jovem que dominou tão bem o assaltante e foi logo perguntando:
__ Quem é você?
__ Meu nome é Osvandir. Sou de Goiás, moro em Minas.

Ao sair dali, nem percebeu que estava com um celular na mão. Dirigindo-se para a praça de alimentação, almoçou, pagou e quando estava para ir para o hotel o celular tocou:
__ Santana! Você não chega “meu”. Já tem gente aqui por perto. Se não vier em dez minutos eu vou embora...

(Continua)

Manoel