sexta-feira, 4 de abril de 2008

OSVANDIR E OS EVANGELHOS APÓCRIFOS

O avião verde e amarelo que fez um pouso forçado na Ilha de Bost, no meio do canavial, era de alguns Deputados, vindo de um lugar distante denominado Terra de Santa Cruz.

Vieram à procura de um Evangelho Apócrifo, escrito em 1993 por um Apóstolo desconhecido. O documento, segundo alguns estudiosos, estaria num pequeno deserto da Ilha.

Desceram do avião, entraram em contato com o pessoal da praia, mas preferiram ficar na mata. Montaram o próprio acampamento.

Com o raiar do dia puseram-se a procurar o misterioso documento. Os Deputados encontraram algumas pessoas do outro lado da Ilha e os contrataram para ajudar a localizar aquele Evangelho Apócrifo.

Dr. Jack Marcelo, mais conhecido por Jackello, enviou dois de seus homens para fiscalizar o que ocorria no acampamento dos recém chegados: Marcão Locke e Charlie GarRafinha. Osvandir resolveu acompanhá-los, subiram o morro que separava a praia do canavial e ficaram ocultos por uma moita a observar as pessoas numa tremenda mordomia: bebidas, carnes, arroz, feijão, saladas e sobremesa de frutas. Como não comiam tais coisas há muito tempo, aproximaram do local. Numa conversa com um Deputado ficaram sabendo o que eles estavam procurando.

Locke que tinha mais experiência na mata disse que sabia onde era o tal deserto que procuravam. Acabaram combinando para o dia seguinte uma pesquisa no local.

Osvandir levantou-se cedo, colocou junto aos seus objetos uma pequena enxada e uma pá. Chegou primeiro ao local, pesquisou, calculou, examinou e foi direto onde havia uma caverna.

Andando por entre pedras e buracos, avistou um velho pote de barro com umas estranhas inscrições. Ao aproximar-se notou que estava lacrado com uma espécie de cera. Calculou o peso, uns cinco quilos. Colocou-o no saco, sem reparar que haviam outros potes em local mais escuro, saiu da caverna, desceu rápido o morro e sumiu no meio da mata.

Meia hora depois já estava na praia, no Acampamento, entre os destroços de avião. Pediu a Kate Nat para chamar o Dr. Jackello.

­__ Que foi que aconteceu, Osvandir? Perguntou o Dr. Jackello.

__ Encontrei este pote numa gruta lá no alto do morro.

__ Vamos abri-lo, busque uma de nossas facas, Kate.

Enquanto esperavam, Osvandir foi relatando ao Doutor tudo que vira no Acampamento dos Deputados.

__ Pronto, aqui está a ferramenta para abrir este pote, disse Kate.

__ Comece por este pequeno sinal aqui do lado e vá tirando pequenos pedaços desta cera.

Assim fez Osvandir. Limpou bem a boca do pote. Viram lá no fundo uns papeis, já amarelados pelo tempo, um deles dizia:

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DOMINGO DE RAMOS

(TP 13, 1+12)

Naquele tempo, Alul e seus companheiros ao aproximaram-se da Capital Federal, chegaram a Sitirub, próximo do Morro das Palmeiras ao lado do Córrego da Ponte.

Então Alul enviou dois de seus companheiros, dizendo-lhes: “Ide até o povoado mais próximo, logo encontrareis uma camionete velha, parada na porta de um amigo e com ela um jipe, 1951. Pegai-os e trazei-os a mim! Se alguém vos disser alguma coisa, direis: “O Senhor Alul precisa deles, mas logo os devolverão”.

“Dizei ‘a filha de Yanras, a Anaesor: Eis que o teu amigo Alul vem a ti, manso e trepado numa camionete velha e um jipe, 1951”.

Então os companheiros foram e fizeram como Alul lhes havia mandado. Trouxeram a camionete e o Jipe e puseram sobre eles suas bandeiras vermelhas e Alul subiu na carroceria. As pessoas levantaram suas bandeiras, enxadas, foices e facões, enquanto outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho.

As multidões que iam à frente de Alul e os os que o seguiam, gritavam: “Viva o TSM e fora CHF!”

Quando Alul entrou em Sitirub, a cidade inteira se agitou, diziam: “ Quem é este homem? E as multidões respondiam: “Este é o candidato do TP, o Senhor Alul. É a nossa salvação!”

Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos meios de comunicação.

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Ao lerem aquele texto, quase sem sentido para eles, propuseram levar o pote até aos Deputados e trocar por alimentos.

Receberem aquele material, ficaram muito contentes e informaram que haviam encontrado outros potes idênticos, numa caverna lá no deserto.

Na manhã seguinte o Avião verde e amarelo conseguiu alçar vôo, aproveitando um pequeno campo dos outros habitantes da Ilha.

Quando tudo parecia tranqüilo, eis que surge no espaço uma coisa esquisita, parecia uma máquina do tempo em formato de elevador espacial. (Continua...)

MANOEL

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