sábado, 26 de abril de 2008

O CURIOSO RETORNO

Imagem Google


Enquanto Osvandir se safava do urso polar, ouviu três tiros vindos do Portal do Tempo. Era Sawyer que ainda não tinha desaparecido pelo plasma para a viagem. Um dos tiros pegou de raspão na cabeça de nosso herói, que sangrava muito. Os outros dois atingiram certeiramente aquela fera louca e deslocada de seu habitat, fato que acontecia sempre naquela ilha perdida do Pacífico.

Não sabemos se pelos tiros, ou qualquer outro problema, o Portal não aceitou o intrépido Sawyer e o cuspiu violentamente contra algumas rochas do paredão.

Assim que abriu os olhos tratou de acudir seu companheiro que jazia estirado no chão, desmaiado. Amarrou um trapo na sua cabeça, onde o tiro havia deixado um pequeno corte, logo acima da orelha.

Do outro lado daquele Portal, em pleno espaço, sem saber onde estavam e em que viajavam, seguiam Dr. Mendonça, Alvimar, Manoel, Ildebrando; Joaquim, o  fotógrafo, estes Argonautas que não tiveram medo de enfrentar o espaço/tempo, a realidade e a fição. De repente sentiram um baque surdo, acabavam de penetrar numa máquina voadora.

Alguma coisa não ia bem naquela nave, um dos pilotos parecia falar russo. Numa linguagem irreconhecível pedia Vodca...

Depois de girar no espaço, enfrentar mundos e fundos, os nossos viajantes do tempo aterrizaram próximo de um canavial. Eles, os pilotos, estavam muito surpresos, como aqueles cinco foram parar em sua nave espacial. Seria sabotagem ou alguma nova experiência da CIA?

Ao saírem da cápsula Soyuz notaram qualquer coisa estranha, pois foram recebidos por pessoal não técnico, numa região rural, “Eles estavam muito surpresos e não podiam acreditar em seus próprios olhos. Um deles perguntou se a cápsula era um barco. Outro disse que nós poderíamos ter pulado de um avião”. O piloto russo então contou a eles que eram astronautas, “Eles acenaram com a cabeça, mas então perguntaram de novo de onde tínhamos vindo. Eles não podiam acreditar que tivéssemos estado no espaço. Eles só acreditaram em nós quando viram nossas roupas espaciais”, disse.

Dr. Mendonça e seus amigos cuidaram de escapar o quanto antes, dos fotógrafos, repórteres e dos Americanos que já estavam chegando naqueles helicópteros gigantes e pretos, parecidos com gafanhotos.

Desceram pelo canavial e avistaram alguns foguetes, Manoel achou que estavam chegando a casa de Dr. Mendonça, em São Paulo, puro engano!

__ As cápsulas russas nunca foram projetadas para descer no mar. Desde os tempos de Gagarin, este é o modus operandi dessas naves: descem de pára-quedas e nos últimos segundos, são disparados alguns foguetes que ajudam a aliviar o "impacto". Elas devem (ou deveriam) ter sim um sítio apropriado para essas aterrissagens, em geral, áreas sem risco para outros. Comentava Dr. Mendonça com Ildefonso.

__ Acho que nossa entrada na nave deve ter alterado a sua rota, completou Alvimar Cruz.
__ Pode ser aqueles tiros do Sawyer no Portal do Tempo que tenha desviado a gente da rota, falou Manoel.

Seguindo a caminhada os cinco Argonautas brasileiros avistaram lá embaixo o Cabo Canaveral.
Todos ficaram muito surpresos, não estavam na Rússia, em São Paulo ou qualquer outro lugar conhecido. Dr. Mendonça tranqüilizou-os e disse que já conhecia a região quando de uma visita que fizera ao local. Foi ele mesmo quem explicou para todos o seguinte:

__ Cabo Canaveral (Cabo Canavial), é uma faixa de terra dos Estados Unidos de uma região denominada Brevard, situada na parte costeira oriental, no estado da Flórida. A maioria das naves espaciais dos Estados Unidos rumo ao espaço, são de lá lançadas.

__ Cabo Canaveral foi escolhido como local para o lançamento de foguetes a fim de se situar mais próximo possível do equador e desta forma conseguir lançar um foguete com a menor energia possível, aproveitando-se o movimento de rotação da Terra. Desta forma os foguetes sempre são lançados para o leste sobre o oceano, distante de centros populacionais, completou o Joaquim, o fotógrafo.
__ Vários lançamentos-testes foram realizados entre 1949 até 1957. Lançamentos de destaque incluem o lançamento do primeiro satélite artificial americano em 1958, o primeiro voo espacial com um tripulante a bordo em 1961, e o primeiro voo espacial levando astronautas à lua, na famosa missão Apollo XI, em 1969, concluiu Ildebrando.

Retornando a Ilha de Bost, lá estavam Osvandir e Sawyer seguindo para o acampamento quando notaram no céu mais de mil balões coloridos puxando alguma coisa com se fosse um barco de borracha.

(CONTINUA...)

Manoel Amaral
Obervação: FANFIC DE LOST. "Fanfic são histórias criadas por fãs baseado em animes, bandas, celebridades, séries, mangás, músicos, livros, filmes,"

sexta-feira, 18 de abril de 2008

OSVANDIR E O PORTAL DO TEMPO

“O tempo pode ser extinto como uma chama que se apaga”
John Archibald Wheeler

Osvandir e Al ao voltarem para o acampamento na praia, já escurecendo, viram um estranho brilho no céu. Uma bola de luz azul vinha em direção dos dois.

Esconderam-se atrás de umas pedras e aquele misterioso objeto caiu nas proximidades. Foram procurar pelo mato e encontraram uma pedra azul, de uns cinco quilos mais ou menos. Estranho que ela vindo do espaço naquele instante, não estava quente, pelo contrário, estava fria. Resolveram levá-la para melhor análise, pelos peritos que chegaram recentemente a ilha.

Numa das barracas estavam Dr. Jack, Dr. Mendes, Ildefonso, Fábio e Manoel discutindo sobre espaço, tempo, buraco negro, etc. Com a chegada da Pedra Azul o foco da conversa mudou.
__ Onde encontraram esta pedra, quis saber Dr. Jack.
__ Veio do céu, falou AL.
__ Mas como, ela está fria, retrucou Dr. Mendes.

Aquela discussão iria longe não fosse Manoel chegar com suas piadinhas sem graça:
__ Essa linda pedra azul não seria a Pedra Filosofal?

Ildefonso não agüentou tamanha burrice e disparou:
__ Caro amigo, a Pedra Filosofal foi apenas uma metáfora dos alquimistas.

Já o Fábio, também muito gozador, falou:
__ Então poderia ser a Criptonita do Super Homem!

Aí quem interveio foi Dr. Mendes, que sacou lá do fundo do baú, o seu conhecimento:
__ Até poderia ser, porque no ano passado encontraram na cidade de Jarda, na Sérvia, um mineral batizado de Jardarita, parecida com a criptonita, só que era do planeta terra mesmo.

Todos soltaram um oh!!! Quanta sabedoria escondia-se por trás daqueles cabelos grisalhos. Mas a pedra continuava ali, azul clara como o céu da Ilha de Bost.

Osvandir que até o momento nada dissera, expôs sua teoria:
__ Poderia ser descarga de banheiro de algum avião e cuja água tenha solidificado até chegar a terra?

Dr. Mendes e Ildefonso concordaram com essa idéia. Possibilidade haveria, até porque a pedra era mesmo de gelo e começava a derreter-se.

Todos foram dormir depois de ingerir algumas frutas tropicais, colhidas no dia anterior.

De manhã Osvandir foi verificar a pedra e só encontrou uma coisa preta enrolada na mesa. O fedor era enorme, saiu em disparada da barraca, o que acordou todos os outros amigos.
O segredo da Pedra Azul estava revelado: era bosta mesmo!

Passada a discussão, a gozação, Dr. Mendes perguntou ao Dr. Jack, se na ilha havia alguma coisa interessante para ver. Depois de pensar um pouco falou:
__ Fora os animais de regiões diferentes desta e os habitantes do outro lado da ilha que chamamos de “Outros”, o Osvandir descobriu esses dias um paredão, com inscrições dos povos Maias.

Dr. Mendes quis saber mais detalhes, direção e distância destas ruínas. Osvandir foi chamado para conversar sobre o assunto.
__ Olha Doutor, o paredão fica ao sul, bem próximo de um barranco. Já estive lá várias vezes, até encontrei umas inscrições esquisitas, muitas figuras, tigres, cobras e caras de índios. Tem um grande portal de entrada onde lá no alto está escrito um texto que não consegui traduzir. Alguma coisa parecida com estrelas, portão, portal, etc.
__ Estou curioso, vamos lá. Quero conhecer este sítio arqueológico.

Dr. Mendes reuniu o pessoal do Grupo Ufovia e informou que estava partindo com Osvandir para investigar o local, que poderia ter sido uma cidade Maia. O pessoal do grupo, sem nada para fazer, resolveu ir também, nesta aventura.

Para garantia de sucesso do passeio, Dr. Jack pediu ao Sawyer, por ser um bom atirador, para seguir junto aos pesquisadores.

Passaram na gruta, onde reabasteciam de água potável e seguiram pela mata fechada. Depois de certo tempo caminhando, o pessoal demonstrava cansaço. Pararam debaixo de uma árvore frutífera, parecida com a manga, experimentaram, estava boa. Guardaram algumas para a viagem.

Com mais algum tempo avistaram uma planície, daí mais um pouco e já se podia distinguir no horizonte algumas pedras do paredão. Caminharam cerca de umas duas horas para alcançar o objetivo.

Com aquelas pedras todas cheias de inscrições, Dr. Mendes e Ildefonso ficaram encantados. Começaram a traduzir alguns trechos e a seguir foram parar no Portal de Entrada.
Logo do lado direito tinha um teclado numérico em linguagem Maia. Osvandir mostrou ao Doutor o que descobrira, no alto do Portal. Traduzindo uma palavra, comparando outra chegou a algo como: Portal das Estrelas.
Foi aí que veio na cabeça de Dr. Mendes um filme que assistira há muito tempo, STAR GATE.
__ Acho que isso pode ser um Portal do Tempo! Disse com todo entusiasmo o Idelfonso.
__ Olhem bem, este material do teclado é todo brilhante, parece Nióbio de Araxá, disse Fábio.

Apertando-se as teclas, girava uma grande roda em torno do portal, formando algumas figuras.
__ Quem sabe o teclado funcionasse como um GPS, disse Osvandir.
__ Pode ser, indicaria onde a pessoa iria aparecer, falou AL.

No meio de todas essas descobertas, Dr. Mendes lembrou que trazia anotado na “caderneta de campo” as coordenadas de sua cidade, Dois Córregos - SP.

Apertou os números no teclado e uma matéria plasmática preencheu todo o círculo interno do portal. Manoel colocou a mão no plasma e sentiu uma dormência no braço.
__ Pessoal, se querem voltar para casa não custa tentar, disse Dr. Mendes.

Sawyer levantou o braço, indicando que queria sair da ilha. Todos queriam, até o Osvandir.

Prepararam as mochilas e ficaram enfileirados. Foram entrando um a um naquele material que mais parecia gelatina, todo branco. Osvandir ficou por último, quando estava preparando-se para entrar, um urso polar veio em disparada e agarrou-o pelas costas, jogando-o longe do portal. (CONTINUA...)
Manoel

sábado, 12 de abril de 2008

OSVANDIR E A PEDRA AZUL

No último capítulo do BIG BANG BOST, Osvandir viu descer do espaço um aparelho esquisito, quase quadrado. Caiu longe da praia, lá na mata.

Dr. Jackello pediu ao Alex Sayid, ao Galego Hurley e ao Fernando Sawyer que fossem procurar o objeto desconhecido que acabara de cair do espaço.

Ao andar pela praia Hurley viu um cabo de aço enterrado na areia, com a ajuda de Sayid foram acompanhando-o por entre galhos e brejos. Fernando, sempre brigão, resmungava: “o que vim fazer neste lugar?”.

Quando estavam quase desistindo viram aquela “coisa” dependurada numa árvore. Ficaram apreensivos ao avistarem algumas pessoas se movendo lá dentro. Procuraram localizar alguma porta ou saída, mas estava tudo muito bem protegido.

Assim que os tripulantes daquela nave estranha notaram os três lá em baixo, tentaram fazer comunicação, mas nada se ouviu do lado de fora. Fizeram sinais para que cortassem alguns galhos das árvores. Hurley que era gordo não subia em árvores, Alex Sayid só entendia de Rádio. Nandão Sawyer foi quem tomou a iniciativa de subir numa árvore próxima cortando alguns galhos.

O barulho foi muito grande, aquela máquina foi ao chão. Hurley foi quem falou primeiro:
__ Quem são vocês? De onde vieram?
__ Nós viemos do Brasil, mais precisamente de São Paulo...
__ São Paulo? A capital da Argentina?
__ Não, São Paulo é a maior cidade da América do Sul. Mas e vocês o que fazem aqui nesta ilha?
__ Viemos da casa do BBB e caímos em Bost.

Daquele mecanismo, mais parecido com um elevador, saíram AL, EL, IL, OL e Dr. Mendes.
Todos reunidos seguiram para o acampamento da praia. Tão logo chegaram avistaram Osvandir sentado num tronco, avivando o fogo, assava um peixe.
__ Olá pessoal, o que estão fazendo aqui meninos?
__ Viemos te visitar, falou AL.
__ Quem é aquele ali, Al? Disse Osvandir.
__ É o Il, ou Ildefonso, a quem o Pepe chama de Ilde.
__ Nossa, até o OL veio, o OLHO QUE TUDO VÊ...
__ Vim e trouxe EL (o Mané) e o Dr. Mendes.

Dr. Jackello quis saber como os cinco vieram parar na ilha. Dr. Mendes então falou:
__ Tudo começou quando eu e o Ilde resolvemos fazer uma pequena experiência de laboratório, em São Paulo,, para reproduzir o “Big Bang”, para isso convidamos Manoel, Fábio e o Al Cruz para assistirem. Acontece que algo deu errado, tivemos que fugir do local às pressas, mas o elevador não desceu, ao contrário, subiu e em alta velocidade, viemos parar aqui, sem sabermos como. Parece que entramos numa região magnética, numa falha do tempo.

Ao fim das explicações Dr. Jack convidou a todos para almoçar o peixe que Osvandir acabara de preparar. A comida sem sal, mas para quem estava com muita fome, ela parecia ótima.

Refeito do susto, Manoel, Fábio, Ilde e Dr. Mendes foram para a barraca mais próxima bater papo de boteco, sem bebida alcoólica, que estava racionada na Ilha de Bost. Há muito tempo não caía avião com este tipo de carga...

Na manhã seguinte Osvandir convidou Al para uma expedição em busca de um pequeno avião que caíra na floresta no mês passado.

Com suas pesadas mochilas às costas, os dois adentraram no meio da mata, seguindo a direção sul, onde avistaram duas montanhas denominadas de Torres Gêmeas. Andaram cerca de dez quilômetros em linha reta e quando pensavam estar chegando, tinham ainda muito terreno para percorrer.

Pesquisando num desfiladeiro, Osvandir encontrou alguns destroços de avião: pedaços de asa, uma porta, cacos de vidro e pequenas peças. Al que o seguia a certa distância gritou:
__ Olha! Ali naquela árvore tem qualquer coisa.
__ É o avião, disse Osvandir.

Al pegou um facão e foi abrindo caminho até o local. Jogou uma corda amarrada a uma pedra e esta enroscou-se num galho de uma árvore de Gameleira. Osvandir subiu lentamente até o avião e gritou de lá de cima:
__ O avião está cheio de imagens de gesso, de vários santos.
__ Toma cuidado Osvandir, a qualquer momento ele pode cair. É melhor você descer...

As palavras de Al soaram como proféticas. Foi só ele acabar de falar e tudo veio parar no solo. Osvandir ficou dependurado num cipó.

Alguns minutos depois os dois examinavam os destroços, encontraram alguns remédios que resolveram levar para Dr. Jack.

Quando estavam preparando para retornar, Osvandir pegou uma imagem daquelas e partiu-a ao meio. Estava cheia de cocaína. Sem saber o que fazer, optaram por encobrir o avião com alguns galhos e capim. (CONTINUA...)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

OSVANDIR E OS EVANGELHOS APÓCRIFOS

O avião verde e amarelo que fez um pouso forçado na Ilha de Bost, no meio do canavial, era de alguns Deputados, vindo de um lugar distante denominado Terra de Santa Cruz.

Vieram à procura de um Evangelho Apócrifo, escrito em 1993 por um Apóstolo desconhecido. O documento, segundo alguns estudiosos, estaria num pequeno deserto da Ilha.

Desceram do avião, entraram em contato com o pessoal da praia, mas preferiram ficar na mata. Montaram o próprio acampamento.

Com o raiar do dia puseram-se a procurar o misterioso documento. Os Deputados encontraram algumas pessoas do outro lado da Ilha e os contrataram para ajudar a localizar aquele Evangelho Apócrifo.

Dr. Jack Marcelo, mais conhecido por Jackello, enviou dois de seus homens para fiscalizar o que ocorria no acampamento dos recém chegados: Marcão Locke e Charlie GarRafinha. Osvandir resolveu acompanhá-los, subiram o morro que separava a praia do canavial e ficaram ocultos por uma moita a observar as pessoas numa tremenda mordomia: bebidas, carnes, arroz, feijão, saladas e sobremesa de frutas. Como não comiam tais coisas há muito tempo, aproximaram do local. Numa conversa com um Deputado ficaram sabendo o que eles estavam procurando.

Locke que tinha mais experiência na mata disse que sabia onde era o tal deserto que procuravam. Acabaram combinando para o dia seguinte uma pesquisa no local.

Osvandir levantou-se cedo, colocou junto aos seus objetos uma pequena enxada e uma pá. Chegou primeiro ao local, pesquisou, calculou, examinou e foi direto onde havia uma caverna.

Andando por entre pedras e buracos, avistou um velho pote de barro com umas estranhas inscrições. Ao aproximar-se notou que estava lacrado com uma espécie de cera. Calculou o peso, uns cinco quilos. Colocou-o no saco, sem reparar que haviam outros potes em local mais escuro, saiu da caverna, desceu rápido o morro e sumiu no meio da mata.

Meia hora depois já estava na praia, no Acampamento, entre os destroços de avião. Pediu a Kate Nat para chamar o Dr. Jackello.

­__ Que foi que aconteceu, Osvandir? Perguntou o Dr. Jackello.

__ Encontrei este pote numa gruta lá no alto do morro.

__ Vamos abri-lo, busque uma de nossas facas, Kate.

Enquanto esperavam, Osvandir foi relatando ao Doutor tudo que vira no Acampamento dos Deputados.

__ Pronto, aqui está a ferramenta para abrir este pote, disse Kate.

__ Comece por este pequeno sinal aqui do lado e vá tirando pequenos pedaços desta cera.

Assim fez Osvandir. Limpou bem a boca do pote. Viram lá no fundo uns papeis, já amarelados pelo tempo, um deles dizia:

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DOMINGO DE RAMOS

(TP 13, 1+12)

Naquele tempo, Alul e seus companheiros ao aproximaram-se da Capital Federal, chegaram a Sitirub, próximo do Morro das Palmeiras ao lado do Córrego da Ponte.

Então Alul enviou dois de seus companheiros, dizendo-lhes: “Ide até o povoado mais próximo, logo encontrareis uma camionete velha, parada na porta de um amigo e com ela um jipe, 1951. Pegai-os e trazei-os a mim! Se alguém vos disser alguma coisa, direis: “O Senhor Alul precisa deles, mas logo os devolverão”.

“Dizei ‘a filha de Yanras, a Anaesor: Eis que o teu amigo Alul vem a ti, manso e trepado numa camionete velha e um jipe, 1951”.

Então os companheiros foram e fizeram como Alul lhes havia mandado. Trouxeram a camionete e o Jipe e puseram sobre eles suas bandeiras vermelhas e Alul subiu na carroceria. As pessoas levantaram suas bandeiras, enxadas, foices e facões, enquanto outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho.

As multidões que iam à frente de Alul e os os que o seguiam, gritavam: “Viva o TSM e fora CHF!”

Quando Alul entrou em Sitirub, a cidade inteira se agitou, diziam: “ Quem é este homem? E as multidões respondiam: “Este é o candidato do TP, o Senhor Alul. É a nossa salvação!”

Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos meios de comunicação.

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Ao lerem aquele texto, quase sem sentido para eles, propuseram levar o pote até aos Deputados e trocar por alimentos.

Receberem aquele material, ficaram muito contentes e informaram que haviam encontrado outros potes idênticos, numa caverna lá no deserto.

Na manhã seguinte o Avião verde e amarelo conseguiu alçar vôo, aproveitando um pequeno campo dos outros habitantes da Ilha.

Quando tudo parecia tranqüilo, eis que surge no espaço uma coisa esquisita, parecia uma máquina do tempo em formato de elevador espacial. (Continua...)

MANOEL