sábado, 26 de janeiro de 2008

OSVANDIR E OS UFOS EM FOZ DO IGUAÇU I

O mistério das malas




Osvandir aos seus 25 anos cursava UFMG (Universidade de UFologia de Minas Gerais). Estávamos em 2002. Em uma de suas aulas o professor contava que em Foz do Iguaçu-PR havia vestígios de Objetos Aéreos Não Identificados, OVNI e resolveram viajar até lá para investigar o caso e também aproveitar as belezas do lugar.

Finalmente chegado o dia da viagem, reuniram-se na Universidade para dar o início a viagem. O trocador distraidamente etiquetava as malas. Duas malas idênticas foram colocadas no Ônibus.
Os alunos, dentro do ônibus, faziam de tudo para se distrair, conversavam, ouviam música no MP3, jogavam baralho e viam filmes.

De repente os ônibus pararam e os alunos começaram a ficar agitados para saber o que estava acontecendo, até que recebem a notícia que o ônibus onde Osvandir viajava tinha furado o pneu, justamente quando estavam chegando em Brodosque - SP para fazer uma parada para o lanche.
Demorou duas horas e meia até que trocassem o pneu e examinassem o motor, quando terminaram já estava escurecendo; sem perder tempo, todos entraram no ônibus e partiram para a lanchonete, pois estavam “mortos de fome”.

Osvandir entrou na lanchonete e parou um pouco para admirar o ambiente, poderia até ter ficado mais, mas estava com tanta fome que foi logo em direção ao self-service e atacou uma feijoada mineirinha.

Após algumas horas de espera, a feijoada começou a fazer efeito. Os torresminhos, as carnes de porco, a couve, pimenta e os outros ingredientes foram fermentando...

Osvandir sentiu-se mal, sua barriga roncava muito. Saiu correndo que nem notou o aviso: “Cuidado! Piso molhado”. Escorregou e deslizou-se até bater no garçom que vinha com uma travessa de macarronada. Todo macarrão caiu na cabeça de uma jovem.

Depois desse alvoroço, Osvandir conseguiu finalmente ir ao banheiro, mas quando sentou-se no vaso escutou uma gritaria:
--Socorro! Vai explodir! Está pegando fogo!!!

Nosso herói mal teve tempo de levantar as calças e sair correndo. Quando olhou para rua viu o capô do terceiro ônibus, cheio de fumaça e gente correndo por todo lado, se soubesse que era um simples ônibus saindo fumaça, não teria se levantado de onde estava.

No meio de toda essa confusão a dor de barriga do Osvandir, até acabou.
Com 5 horas de atraso chegaram a Foz do Iguaçu, no Paraná.

Chegando ao Hotel Carimã foi até a recepção, pegou as chaves e dirigiu-se ao quarto.
Resolveu tomar um banho antes de procurar informações sobre o Ufos, mas quando abriu a mala para escolher sua roupa, viu calcinhas vermelhas, pretas e de outras cores, cheias de rendinha e várias roupas de mulher.

Osvandir se esqueceu do banho e foi até a recepção procurar informações sobre o pouso de uma nave espacial no município, o recepcionista, amigo de um ufólogo fez logo a indicação.

Com endereço na mão, foi atrás de maiores informações, chegando ao local indicado, foi logo se apresentando:
--Boa tarde! Sou Osvandir, ufólogo de Minas Gerais e gostaria de saber alguns detalhes sobre os ufos que estão aparecendo por aqui.
--Bem meu amigo, meu nome é Marcos também sou pesquisador de óvnis há 10 anos. O que tem aparecido por aqui é muito interessante. Nas cataratas do Iguaçu já foram vistos vários discos voadores.
--Mas como eles são?
--Tem aparecido discóides, ovóides e até os triangulares.
--Amanhã podemos ir até lá?
--Claro! Procure-me que iremos fazer um passeio, como brinde talvez a gente veja algum ufo.

Osvandir despediu-se e retornou ao Hotel Carimã, no centro da cidade de Foz do Iguaçu.

(Continua...)

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Letícia (11 anos)
manoel.amaral@gmail.com

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

OSVANDIR E O ROUBO DE CARGAS

Tudo preparado, gasolina no tanque, dinheiro no bolso, cartão de crédito e lá se foram Osvandir, seu tio Osmair, mais dois amigos, lá para os lados de João Pinheiro-MG.

Na ida, sexta-feira, tudo normal, estrada boa, permitindo o bom desenvolvimento do veículo. Passando Nova Serrana, Bom Despacho, Martinho Campos, várias entradas para outras cidades e Povoados, até chegar ao trevo da BR - 040, finalmente em Três Marias com aquele filé de dourado.

No restaurante Osvandir foi logo se servindo e na ânsia de comer aquele peixinho frito, sem saber comeu rã... Passado o susto da perereca, visualizou o Mar de Minas, o belo lago de Três Marias. Bateram algumas fotos e pegaram a estrada.

Chegando a João Pinheiro foram muito bem recebidos por seus primos, tios, sobrinhos e toda parentada. Apesar da visita ser por motivo de falecimento de uma tia, houve uma verdadeira festa na recepção e permanência dos amigos.

Conversa vai, conversa vem, todos querendo saber notícias do lado de cá. Até de madrugada o pessoal consumindo café, biscoitos, bolos, pães, roscas e tudo mais. Até que a dona da casa pediu encarecidamente que todos fossem dormir, pois os viajantes estavam cansados.

No sábado, as conversas continuaram. Família inteira reunida em uma só casa. Panelas tinindo no fogão e aquele almoço foi servido a tempo e a hora. Todos satisfeitos foram completar as conversas.
Na volta, o sono inimigo número um do motorista, começou a incomodar a todos. Uma água fria no rosto e queimando chão a turma já estava bem longe, acima de Três Marias e antes do trevo para BR-262, viram uma cena horripilante:

“Vínhamos numa velocidade de 100 km por hora mais ou menos quando avistamos um caminhão com carroceria dupla, com pouca velocidade, estava subindo o morro.

De repente, descendo de um barranco aparece um homem forte e tentando abrir a porta do caminhão pelo lado do passageiro. Por outro lado, pela trazeira, veio outro homem tentando abrir a porta do lado do motorista. Tudo assim num piscar de olhos.

O Caminhão foi diminuindo a velocidade e começou a parar, depois foi andando de ré e atravessou na estrada. Passamos depressa e ainda vimos o caminhão bloqueando todas as duas pistas.

Pelo nosso entendimento, de cima do barranco devia existir um terceiro elemento que atirou no motorista e aí os outros dois atacaram o caminhão. Era caso de roubo de carga com certeza”, concluiu Osvandir.

O motorista seguiu adiante, dando sinal para os outros carros com o intuito de evitar acidentes. Na hora não atinaram em avisar a Polícia Rodoviária.

Finalmente em casa, Osvandir foi logo ligando a TV para ver se aparecia alguma notícia relacionada com o incidente.

Na manhã seguinte abriu o jornal e leu a manchete:
“PRESO EMPRESÁRIO ENVOLVIDO NO ROUBO DE CARGAS”

(Baseada em fato real)
Manoel

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

OSVANDIR EM BUSCA DO OURO PERDIDO


Osvandir esteve em Pitangui, visitou a biblioteca local, encontrou uma antiga revista editada em Belo Horizonte e ficou impressionado com o que leu.

A transcrevemos abaixo o texto do Professor Morato, publicado na Revista Acaiaca, em 1955, páginas 62 a 64:

“Não é de certo muito possível dar aqui circunstanciadamente descrição perfeita dos acontecimentos de Pitangui, lá pelo ano de 1720, época da revolução do pagamento do quinto do ouro, em que se envolveu o famoso chefe Domingos Rodrigues do Prado; todavia, procurarei dar em poucas palavras, e como me for possível, uma leve idéia dos fatos desenrolados em Pitangui. Devido ao grande atraso com a Real Fazenda, governo português, em 30 e tantas arrobas de ouro, cobradas incessantemente pelos fiscais, os pitanguienses resolveram, em solidariedade aos rebeldes de Vila Rica, contrapor à ganância dos reinóis, com armas nas mãos.

Só o poderoso Domingos do Prado possuía uma grande quantidade de homens que ia lá pelos 500 com seus trabucos e suas escopetas escorvadas, à espera dos Dragões (soldados do Conde de Assumar), verdadeiras araras, com suas fardas berrantes e penacho nas cabeças, para impressionar os pobres aventureiros, supersticiosos, mal armados e pior alimentados. A tropa entrou pelo São Joanico, a metade, e pelo lugar hoje denominado Guardas, onde houve algumas arruaças, tendo os nossos guardas ou sentinelas avançadas, lá postadas, fugido para aqui onde avisaram a Domingos do Prado.

Os Dragões traziam umas caixas surdas (tambores) colocadas em um animal, de cada lado, onde um soldado vinha batendo com uma batuta, ecoando pelas encostas, o ensurdecedor barulho da lei que se aproximava.

Ora, Domingos do Prado, homem arguto além de seu poderio, aliou-se a outros bandeirantes como os irmãos Fraga, que possuíam seus monjolos, no morro que ainda hoje tem o seu nome e a Alexandre Afonso, também rico garimpeiro morador ao lado dos Fragas, ali mesmo naquele desbarrancado que avistamos em caminho do Brumado. Estavam os dois chefes bem preparados para ao lado, de Domingos Prado, resistir os dragões, quando, ao aviso das sentinelas, de que se aproximavam centenas de soldados do Conde de Assumar, foge Domingos Prado para Conceição do Pará, sem dar combate às tropas do governo, abandonando seus leais companheiros Fraga e Alexandre Afonso à mercê dos ferozes dragões.

Os irmãos Fraga e Alexandre Afonso, verdadeiros heróis esquecidos da nossa história, não se atemorizaram com a covardia do poderoso Domingos Prado; organizaram a resistência, tendo, Alexandre Afonso, o cuidado de enterrar todo o seu ouro em pó e pepitas, ilegal na época, que montavam em 40 arrobas, em lugar até hoje desconhecido.

Também seus escravos o imitaram, com o pouco que possuíam, enterrando o ouro em pó em potes de barro. Com a chegada dos dragões comandados pelo sargento Madureira, foram todos derrotados, suas casas destruídas, salgadas e seus corpos esquartejados, suas cabeças plantadas em paus, para exemplo, pela estrada, dando ao local que hoje ainda conhecemos, o nome de Mato das Cabeças, no caminho que liga esta cidade a Brumado.

Depois de dois séculos de existência, a lenda do abastado bandeirante Alexandre Afonso, trouxe aos pitanguienses certa dúvida sobre as 40 arrobas de ouro enterradas entre Brumado e esta cidade. Ninguém encontrou até os dias de hoje o tesouro enterrado..

Assim termina a descrição da batalha de 1720 que aconteceu próximo do Córrego Bromado (Brumado) e Córrego do Alexandre Afonso, ao lado do desbarrancado.”


Ouvindo toda esta história Osvandir ficou impressionado com a riqueza de detalhes. Foi conferir tudo na história de Pitangui-MG. Pegou na biblioteca vários livros de história de Minas Gerais. Leu, leu, mas encontrou muito pouco sobre o assunto.

Resolveu ir até Pitangui para ver de perto onde ficaria este sítio da batalha de 1720. Procurou o pessoal da Prefeitura, Câmara Municipal e do Patrimônio Histórico para confirmar tudo.
Não conseguiu muita coisa. Uns diziam que era lenda. Outros que era loucura do Professor Morato. Continuou pesquisando e encontrou um velho Senhor chamado Antônio que ainda lembrava das histórias que o seu avô contava, sobre este assunto.
Ouviu com muita atenção tudo que ele falou. Pediu que indicasse o local da batalha, os córregos Bromado e Alexandre Afonso.

Para lá se dirigiu nosso herói, encontrou o Povoado do Brumado com esses dois córregos, ao longe, um resto de construção antiga lhe chamou a atenção. Andou no meio do pasto e viu um pedaço de parede de uns três metros de comprimento e dois de altura. Muitas pedras no local. Era próximo do córrego de Alexandre Afonso.

Pesquisando mais, cavando aqui e acolá, nada de ouro em pó. Muito menos 60 potes com 600 quilos. Por um descuido esbarrou na parede, aí caiu um pedaço de reboco na sua sacola.
Chegando em casa, viu aquele material, mistura de areia, bosta de vaca e cal, achou meio estranho. Esfarelou um pedacinho em suas mãos, levou ao sol, alguma coisa estava brilhando. Era ouro!
Manoel