quinta-feira, 1 de novembro de 2007

OSVANDIR EM PORTUGAL

OSVANDIR EM PORTUGAL


Osvandir começava a ficar estressado com os casos de UFOs no Brasil e resolveu: "vou visitar meus amigos em Portugal". Primeiro ligou para Marina, esquecendo-se da diferença horária. "Alô, Marina, aqui é o Osvandir", Marina que tinha acordado altas horas (Era meia-noite em Portugal) e ficou furiosa, "Osvandir, isso são horas de ligar a alguém?" e desligou o telefone voltando a adormecer.

Osvandir depois de verificar a diferença horária, ligou de novo para Portugal, desta vez para Nuno Alves que ficou surpreendido por ele resolver viajar para Portugal, pois achava que ele não gostava do clima do país. Nuno disse a ele que arranjaria um tempo para recepcioná-lo, pois tinha ficado encarregado de dar mamadeira e trocar a fralda do Miguel.

Osvandir estava com receio de voltar a ligar para Marina, mas contou ao Nuno que o fez tentar de novo falar com Marina. Meio sem graça, desfez-se em desculpas e combinou as coisas com Marina que se prontificou a ir ao aeroporto buscá-lo. Chegado o dia, Nuno e Marina foram ao aeroporto buscar Osvandir. Miguel, filho de Nuno, estava muito alegre e quis o colo de Osvandir que não gostava muito de crianças.

Para começar bem a visita, visitaram Lisboa, a torre de Belém e a história de seu mito.
"Conta-se que", disse Marina, "aqui na Torre existe um portal que nos permite passar para o futuro". Nuno replicou, "não só para o futuro como também para o passado". Osvandir ficou pasmado com o que se dizia sobre os monumentos portugueses e o lado místico que existia em cada recanto.

Decidiram então no dia seguinte fazer uma expedição á Serra da Gardunha, famosa pelos avistamentos ufológicos. De madrugada se levantaram os amigos e se reuniram na casa de Nuno Alves, de onde partiram levando tendas, mantimentos e tudo o que seria necessário para um bom acampamento.

Chegando à Gardunha se deparam com pessoas assustadas. Os nossos amigos questionam-se o que se estava a se passar. "Um grande disco voador sobrevoou a área fazendo muito barulho", gritava uma senhora de idade "Salve-se, Deus está a castigar-nos", arrematou.

Osvandir não quis mais "arredar o pé", queria saber o que realmente se passava ali. Resolveram então, colher relatos daquilo que as pessoas se lembravam do avistamento. Todas as testemunhas diziam que a nave se dirigia para a serra. Sem mais demoras pegaram nas mochilas e resolveram subir a serra e montar acampamento.

Meia da noite, depois de umas sardinhas do Porto, ouve-se um crepitar ao longe. Osvandir dizia que seriam os extraterrestres que estavam a se dirigir para as tendas dos três amigos, Marina, retrucava que seria o guarda florestal e Nuno replicou "não, isto são só outros campistas". Decidiram então averiguar.

Pegaram nas lanternas e se puseram no caminho. Pé-ante-pé, lá foram bastante cautelosos. Ao chegar num caminho mais estreito começaram a ouvir barulhos semelhantes a zunidos. Estranharam, pois nenhuma máquina faria tal som naquele local. Ao se aproximarem viram a coisa mais fascinante que alguma vez tinham visto: uma nave enorme! Não conseguiam ver os tripulantes, mas acreditavam tratar-se de alienígenas. Nuno e Marina se lembraram que, talvez, Osvandir tivesse levado a máquina fotográfica com ele, mas se enganaram.

Ao tentar sair de mansinho para não ser descoberto, Osvandir, como sempre, pisou um galho seco, delatando todos aos tripulantes que saiam do UFO. Os tripulantes ficaram de sobressalto e os nossos amigos começaram a correr cada um por si, para não serem capturados.

O primeiro a chegar ao acampamento foi o Nuno, depois a Marina, mas passada meia hora "onde está Osvandir?", perguntou Nuno. "Não digas que ele foi abduzido!". “ Calma, vamos procurá-lo”. Seguiram o mesmo caminho que tinham tomado nas buscas pela nave e ao se depararem com o local onde a nave tinha estado pousada, não viram nada. Osvandir fora abduzido!

"Não podemos fazer nada a não ser esperar, vamos voltar para o acampamento e esperar por amanhã", dizia Marina. Ninguém dormiu naquela noite, ambos permaneceram vasculhando o céu a procurar pela nave que teria levado Osvandir.

No dia seguinte, ambos esgotados pelo cansaço, ouviram um berro: “SOCORRO!”. Marina, alarmada, gritou de volta, "Osvandir, é você?". E desatou a correr em busca do som que ouvia. Nuno, mais sonolento ainda levou uns momentos até acordar.

Ao chegar até uns arbustos de onde vinha o som, Marina viu que se tratava realmente de Osvandir cansado, esfarrapado e esfomeado. “Metera-se em encrenca!”, pensou Nuno que apressou para buscar água.

"Osvandir, que susto! Como você está?", "Marina, foi a melhor aventura da minha vida, voltarei vezes a este local. Afinal, eles são bem bacanas, me mostraram a missão deles aqui na Terra, mas me impediram de revelá-la".

Nunca mais as pessoas de Gardunha se assustaram como no dia anterior à abdução do Osvandir. Todos voltaram para casa e Osvandir regressou ao Brasil com a vontade de voltar em breve a Portugal.
Marina Pereira - Portugal