sábado, 22 de setembro de 2007

SÉRIE: "OSVANDIR O INTRÉPIDO"


O MISTÉRIO DO TRIÂNGULO MINEIRO

Osvandir como todo bom ufólogo resolveu pesquisar os mistérios do Triângulo Mineiro, pois a cada vez que ouvia este termo soava como Triângulo das Bermudas brasileiro. Chegou em Araxá as 5 da manhã pelo ônibus da Continental, madrugada fria e uma certa tontura devido ao chacoalhar do ônibus.
Encontrou-se com o Fábio Bettinassi que muito solícito combinou de levá-lo a conhecer diversos locais pitorescos, cheios de mitos paranormais, como a árvore dos enforcados por exemplo. Osvandir trouxe aparelhos de medições, entre eles um tal "detector de ufos" e uma câmera de vídeo com visão noturna que ele comprou no Mercado Livre pagando em parcelas pelo Mercado Pago.
Fábio falou-lhe ao pé do ouvido: "segure-se pois tenho uma coisa para você, mais tarde vou te levar para conhecer a verdadeira Operação Prato !", o pobre do Osvandir sentiu até vertigem, "que tipo de segredo lhe seria revelado?", seus olhos brilhavam, ficou excitado e impaciente feito um deputado numa reunião com empreiteiras.
Na hora do almoço, Fábio levou-o até a churrascaria e pizzaria O Pizzaiolo. Depois de umas caipiras feitas com a fina cachaça Dona Beja, começaram a chegar as iguarias: churrasco de picanha ao alho, lombo grelhado, linguiça, batata frita e um delicioso feijão tropeiro feito com os mais suculentos ingredientes mineiros. Osvandir repetiu 3 vezes, nunca tinha visto comida tão boa. Sua boca trabalhou acelerado, mas não para debater ufos, era para mastigar mesmo. No final quando se achava satisfeito, veio a sobremesa "Ambrosia", doce de leite cozido, o néctar dos deuses. Enfim, a foi a verdadeira Operação Prato.
Tomado de terrível moleza, voltou ao hotel e caiu na cama feito um lutador de sumô embriagado. Com o bucho cheio quase explodindo, rapidamente entrou em sono profundo, sonhou que estava dando autográfos na noite do lançamento do seu livro, OSVANDIR E O CÓDIGO SEM SEGREDO , que ainda nem tinha escrito. Horas depois acordou sentindo-se estranho, não sabia se era um sonho ou realidade, o ambiente era todo escuro e pode ver luzes piscando ao redor da cabeça e um agudo zumbido vindo não se sabe de onde. Pensou estar sendo abduzido, lembrou-se num segundo que poderia ter caído em uma armadilha da CIA liderada pelo próprio Daryl Simms.
Com a destreza de um mangusto, saltou da cama e acertou em cheio o dedinho do pé esquerdo no criado mudo, caiu no chão urrando de dor, foi quando em pânico viu entrando um homem alto vestindo uniforme cinza com uma luz sendo projetada de sua mão. Osva que não compreendia a situação gritava apavorado, "-não quero implantes, implantes não, por favor, eu sou inocente". "-Calma senhor, sou o gerente do hotel, é que o senhor está dormindo desde a hora do almoço e pensamos que estaria se sentindo mal" - falou o "oficial de uniforme cinza" que acabava de apagar sua lanterna Philips e nada tinha de agente da CIA.
Com a cabeça dolorida, viu que as luzes e o zumbido eram resultantes de uma intensa indigestão seguida de cefaléia aguda. Tamanho o mal estar, teve que fazer vigilia da janela de seu quarto no Hotel Palace, pois o intestino rebelde não lhe dava trégua.
No outro dia, já meio aliviado, foi conhecer a CBMM, famosa empresa detentora da tecnologia do Nióbio envolta em mil histórias misteriosas. Para não se passar por espião, colocou um boné do Cruzeiro, óculos escuro, fez a barba e pegou sua camera chinesa. Ao chegar lá ficou maravilhado, conheceu o forno de feixe de elétrons, visitou as minas, andou pela indústria e o que mais lhe chamou a atenção foi a Pirometalurgia, que segundo ele, se parecia muito com a sala dos reatores da nave Entreprise do Star Trek. Observou tudo nos mínimos detalhes e parecia vidrado nas explicações do guia turístico. Durante a visita às minas, tentou encontrar qualquer índicio de atividade alienígena secreta, mas nada viu além de trabalhadores suados e mal cheirosos. Durante a visita, teve uma série de ataques de dor de barriga porém absteve-se de usar os banheiros da fábrica com medo que algum mecanismo oculto na privada pudesse coletar amostras de seus dejetos e usá-las para alguma experiência biológica envolvendo seres de Zeta Reticuli. "- É melhor não arriscar" - pensava ele.
Para sua alegria ganhou uma pequena amostra de ferro-nióbio que com certeza seria colocada em seu relicário ufológico bem ao lado de um fragmento de casca de árvore paraense queimado, presenteado pelo Sr. Pinon e que supostamente teria sido chamuscada pelo raio avassalador da luz chupa-chupa nos tempos da Operação Prato, quando esteve em pesquisa de campo pelas regiões litorâneas do Pará.
No final da tarde, antes de ir embora, Osvandir apaixonou-se, mas não por uma linda alienígena do padrão nórdico, ele gostou mesmo foi de um fusca ano 69 branco, imponente, com faixas brancas nos pneus e calotas do tipo "peito de moça". Lembrou-se de seu pai que dizia "em cidades do interior de minas, ainda dá pra encontrar verdadeiras jóias automobilisticas". Sem pestanejar fechou negócio com o intrépido Fusca. Agora poderia realizar seu sonho: colocar na porta um adedsivo escrito: "PROJETO GÊNESE - Grupo de Estudos Ufológicos - pesquisa de campo". Vale dizer que tal adoração silenciosa por fuscas se deu após Osvandir ler a matéria "Os fuscas e os Ufos", escrita por Fábio no site Ufovia.
Osvandir, sujeito precavido, antes de pegar a estrada checou todos os itens do fusca, extintor, luzes, pneus, triângulo e chave de roda, tudo ok. Despediu-se do Fábio fazendo a típica saudação "vulcana" de mão que ele copiou do Sr. Spock. Animado com o fusca e cheio de impressões de Araxá, ouvia um jazz de Pat Metheny e Oscar Peterson no rádio, quando mal entrou na estrada sentido Itaúna para visitar o Pepe Chaves e foi parado por uma blitz da polícia rodoviária. O guarda, um sujeito magro e alto com olhar de agente secreto, começou a examinar os itens do carro, quando de repente perguntou "Cadê o triangulo de sinalização??"
Osvandir ficou dez minutos procurando o maldito triangulo, até que vencido, baixou os olhos e desistiu, porém era convicto na certeza de tê-lo visto minutos atrás. Amargurou-se ao ver uma multa de R$ 250, mas como acreditava no destino, deixou pra lá e seguiu viagem. Matuto e incansável, Osvandir não parava de pensar no triângulo de segurança, "-onde estaria ele? eu o ví antes de sair do hotel", não se conformava. Sem se deixar vencer, parou no acostamento e foi revistar o carro, revirou tudo novamente, foi quando lembrou que não tinha olhado sob o forro do porta-malas. Levantou o espesso forro e eis que repousava o triângulo branco e vermelho, calado feito uma criança culpada. É que no auge de sua excitação para ir à Itaúna, guardou tudo sem prestar atenção.
O pobre Osva, num ataque de fúria, pegou o triângulo e arremessou-o desfiladeiro abaixo feito um bumerangue, enquanto soltava diversos impropérios "-diabos de triângulo, me rendeu uma multa e vários pontos na carteira, que vá para o inferno".
O que o Osvandir não imaginava era que abaixo do despenhadeiro, encontrava-se uma expedição de ufólogos de Campo Grande que alí estavam acampados em busca de aparições, visto aquela serra ser o tão famoso "Horizonte Perdido", palco de inúmeros causos e avistamentos de luzes. De repente feito um raio, um dos ufólogos grita "- olha o ufo, olha o ufo", "- é triângular e reflete luzes vermelhas", gritou um outro pesquisador que disparava sua câmera digital frenéticamente para não perder o momento insólito. "- incrível, ele gira" berrou um sujeito gordo.
No outro dia diversas listas de discussão e vários sites da Internet, reportavam a matéria : "UFO TRIÂNGULAR É AVISTADO EM ARAXÁ" e diversas fotos de um triângulo desfocado refletindo luzes avermelhadas foram largamente debatidas, chegando a conclusão que de fato uma entidade voadora este lá presente. Houve até um grupo de ufólogos que criou uma lista específica entitulada "Mistérios do Triângulo Mineiro" na qual um pesquisador japonês de São Paulo afirmava veemente que tudo não se passava de uma montagem usando Photoshop.
Depois de 300 km de estradas péssimas e diversos sons metálicos provenientes da mecanica cansada do veterano Fusca 69, Osvandir chega em Itaúna, pára em um barzinho para tomar um café e logo entabula conversa com um senhor manco e olhar aguçado que também se interessava por Ovnis, "- Muito prazer meu caro senhor, meu nome é Osvandir, sou ufólogo", " - Verdade?! Que incrível, eu também sou, e por falar nisso, muito prazer meu nome é Van Birdies...".


Fábio Araxá

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

OSVANDIR NO ESPAÇO VII

CAPÍTULO VII – IMPLANTES

Dia seguinte ele saiu cedo, fiquei preocupado, ligou-me mais tarde dizendo que estava à beira de um rio e que não era para preocupar-me que voltaria logo, estava apenas observado a paisagem e ouvindo os pássaros.
Chegou em casa, quis comer um frango, preferência caipira, com quiabo e angu. Fomos ao mercadinho do Senhor Luiz, comprar quiabo e o frango achamos mais abaixo, no açougue do Quinzinho.
Tudo na sacola, rumamos para fazer as suas vontades de homem abduzido...
Osvandir apareceu três semanas depois na casa de Osmair, sem se lembrar de como teria chegado lá.
Sentou-se no sofá da casa de seu tio completamente desnorteado. Osmair tentava ajudá-lo a recuperar ao menos alguns fragmentos de sua memória, mas suas tentativas falhavam. Osvandir sugeriu que comessem algo e ambos foram para a cozinha, onde se puseram a conversar sobre assuntos familiares. Comeram e partiram para um descanso.
A noite começava a chegar quando Osvandir despertou e se dirigiu à sala, encontrando seu tio. Este se encontrava pensativo, em meio a livros e revistas de ufologia. Osvandir se surpreendeu, pois seu tio nunca se interessara pelo tema. Então Osmair começou a relatar-lhe o que estaria ocorrendo consigo nas últimas semanas. Após o incidente que ocorrera com os homens vestidos de preto, flashes de uma espécie de memória do que acreditava nunca ter vivido lhe assolavam. Tinha sonhos com seres estranhos e nos quais a figura de seu sobrinho Osvandir sempre se fazia presente. Há exatamente uma semana teria olhado para o céu e visto um objeto luminoso se movendo em ziguezague. Foi então que começou a comprar compulsivamente material para leitura em ufologia. Osvandir, como bom pesquisador, explicou ao seu tio o que sabia sobre o assunto.
Teria Osmair sido abduzido? Os estranhos homens teriam lhe hipnotizado e implantado falsos registros em sua mente, provocando inclusive alucinações?
Por que Osvandir não se lembrava de nada desde que saiu de casa para investigar um caso ufológico? Por que a imagem dele estaria sempre presente nos sonhos de seu tio Osmair?
Osmair se levantou para buscar água para ambos, quando Osvandir sentiu um incômodo atrás do ombro direito e pôs se a coçar com a mão esquerda. Sentiu uma pequena protuberância na pele. Havia um caroço. Disse ao seu tio, que, ao ouvir da cozinha a descrição da localização, se concentrou em seu próprio ombro e também sentiu algo. Largou um dos copos e também se pôs a coçar. Que estranho! Também havia um pequeno caroço!
By Rafael & Manoel

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

OSVANDIR NO ESPAÇO

CAPÍTULO VI

DOR DE CABEÇA
Recapitulando: há dois dias um rapaz fora encontrado a 50 km na Rod. Bandeirantes, estava meio atordoado, sem camisa e dizendo que estava com uma tremenda dor de cabeça.
Pelos fatos distinguimos alguns detalhes que coincidiram com o Osvandir.
Peguei o carro, segui até aquele posto de gasolina indicado no jornal, ao chegar ele já estava bem melhor, até reconheceu-me...
Fomos procurar o seu carro, que havia sido rebocado para um depósito de ferro velho, bem perto dali.
Quis conferir o local e os dados do pouso da nave para ver se ele lembrava de alguma coisa.
Aproximamos de uma vargem, com amplo acostamento e um pequeno boteco de beira de estrada, com um mictório fedorento.
Perguntei para algumas pessoas residentes ali, elas informaram-me que fora naquele local que o rapaz embarcara no pequeno aparelho.
Pude observar as três marcas fundas no chão, onde a grama estava amassada.
No circulo, em diâmetro, contei 21 passos de uma ponta a outra.
As folhas das gramas estavam queimadas. Um pequeno arbusto no centro ficara bem amassado e o caule carbonizado. Um odor diferente ainda estava no ar.
Peguei, com uma pequena pá, alguns pedaços do solo e outros materiais para mandar analisar.
Arranquei uma pequena planta que não havia queimado, mas as suas raízes estavam esquisitas, cheias de bolinhas, pequenas batatinhas.
Eu que conheço bem essas plantas do mato, nunca vi umas coisas dessas.
Levei o Osvandir ao médico, não havia nada de anormal, apenas uns pequenos sinais, furos, nas pontas dos dedos. Mas ele continuava a reclamar de dores de cabeça.
Fomos até a casa de um Senhor meio estranho, com uma cara bem fechada. Era um hipnotizador.
Na primeira sessão nós não aproveitamos muita coisa. Apenas algumas frases soltas:
___Estou com muito medo. Eles são como nós, até mais bonitos, mas estou com medo, repetia Osvandir...
___É assim mesmo no início, depois nós conseguiremos mais detalhes, falou o estranho médico hipnotizador...
Fomos embora, mas Osvandir ainda queixava da persistente dor de cabeça.
Em casa, ele reclamava muito de qualquer barulho, até do arrastar de meus confortáveis chinelos de solado de couro, que ele mesmo havia comprado, em Feira de Santana-BA, quando lá esteve no ano passado.

sábado, 1 de setembro de 2007

OSVANDIR NO ESPAÇO - V

CAPÍTULO V
OSVANDIR NAS ESTRELAS

Se não bastassem os barulhos que andaram perturbando o Osvandir nos últimos dias, na noite anterior ao seu sumiço misterioso, ele teve um sonho muito intrigante e confuso. Talvez prevendo um acontecimento que mudaria de forma radical a sua vida de Ufólogo e pesquisador. Como acontece na maioria dos sonhos, é difícil lembrar e entender tudo o que se passou. No seu gravadorzinho de bolso, que o acompanha sempre que saí em busca de novos casos, ele narra o sonho da seguinte forma:

Um ser de aparência humana, trajando uma roupa prateada, colada ao corpo, cabeça encoberta por um capacete reluzente como ouro. A bordo de uma nave espacial prateada, bradava firmemente para uma multidão estupefata à beira de uma rodovia.

“Caros Terráqueos, filhos das estrelas, esquecidos do nosso passado, vocês estão a milhões de anos luz atrasados. Querem voltar ainda mais no tempo? Nada disso! Vocês estão aqui por minha culpa, estamos ficando cada vez mais incumbidos desta idéia de viajar no tempo, para proteger a população terrestre. Estamos tentando evitar que seu planeta seja destruído por vossas próprias mãos. Viajamos com nossas próprias naves. Eis o dilema! Cadê as naves? Perguntam-se. Vocês não as vêem porque mal conseguem sobreviver numa boa aqui na Terra. Se não conseguem viver bem entre vocês mesmos, imaginem com algo que não conhecem ainda.

Na minha infância eu gostava de olhar o céu que chamava de firmamento.
Mas de repente uma idéia suscitou, viajar agora, de qualquer jeito.
Meu povo da Constelação UFOVNIA me pediu para pegar umas centenas do povo terrestre para ver se conseguíamos introduzir dentro delas todo o nosso conhecimento.” Osvandir continua narrando seu sonho...
“Agora, por enquanto, eu estou viajando por minha conta para ver se os nossos irmãos Ufovnianos permitem a entrada, pelo portal dimensional, dos terrestres escolhidos. Sem documentos, e sem dinheiro no bolso porque em Venúsia, nosso Planeta natal, não precisamos disto..
Venúsia é o segundo planeta do nosso Sistema, tipo terrestre, o telúrico, um dos mais brilhantes vistos da Terra.
Nas noites claras que passo na Terra posso observá-lo, estando sentado na minha poltrona da cabine do meu veículo espacial, onde telepaticamente me comunico com uma bela venusiana, de cabelos longos e olhos azuis. Gentilmente me disse estar atento a não capturar nenhum terrestre que destrói o próprio Planeta, para não poluir o nosso meio ambiente. Que nunca tentem sequer imaginar fazer isto em nosso Planeta porque seriam banidos do espaço e do tempo, coisa que nós, venusianos, adoraríamos.
Voltando à terra com meus pensamentos e com toda a vontade de voltar para Venúsia novamente , convido somente vocês, meus amigos da Terra. Estais prontos? Logo, eu, o Onovnir e os escolhidos, com minha nave de luz, conseguiremos alcançar uma dimensão que nem sequer o Challenger, Columbia, Apollo ,Ullysses, Voyager, Mir, Soyuz, ou qualquer nave espacial terrestre conseguiu.”
“Mas antes de tudo terei que pedir ao Pepovnir, nosso superior de Venúsia, se poderei levar junto um terrestre que vai ser pai novamente. Se ele não permitir, terá que ficar na Terra. Uma pequena Venusiana está chegando na Terra chamada Annanovnir, em outra nave, junto com o também venusiano Nunovnir. Outro venusiano está pousando na casa dele chamado Miguelovnir”.
“Então como faremos para estarmos juntos? Só se deixarmos a viagem para outro tempo e espaço. Mais uma outra coisa do futuro que vocês precisam saber. Não precisaremos de nenhuma nave já que o nosso corpo será um corpo de LUZ estará apto para viajar sem nave nenhuma como o fazem os nossos irmãos extraterrestres de nível superior. As naves são consciência de LUZ em plena expressão, por isso transcendem as leis da matéria. Têm total controle do ambiente onde atuam . Não confundir com a materialidade. Pelo meio dos sentidos que percebemos o universo. “

Neste trecho a gravação do Osvandir encerra de forma inesperada. Não havia mais espaço na fita para gravação. No dia seguinte a este sonho misterioso, o Osvandir partiu em direção à Rodovia Bandeirantes de onde sumiu sem deixar rastros.

@NN@ & AL

OSVANDIR NO ESPAÇO - IV

OSVANDIR NO ESPAÇO IV
Capítulo IV
Osvandir estaria ficando louco?

Algo estranho vem acontecendo com o Osvandir nas últimas semanas. Tem ouvido barulho na cabeceira da sua cama quando apaga a luz. Diz que não é cupim. Fez uma experiência para ver o que era. Quando ouviu o barulho, pegou o travesseiro, cobertor e foi para outro quarto vazio da casa. Para sua surpresa, após alguns instantes de sono, ouviu o mesmo barulho. Confessou que sentiu arrepios. Um detalhe é que só ouve barulho quando apaga a luz. Depois de algum tempo o barulho aparece na cabeceira, fazendo com que ele desperte ofegante. Um calafrio lhe percorre todo o corpo. É como se algo arranhasse a madeira da cama. Seria fantasma? Se deixa um pouco de luz no ambiente, o barulho não aparece. Isto incomoda e o deixa intrigado.

E se fosse alguma coisa tentando fazer contato? Acho que deveria usar outro método, que metesse menos medo. Se contar isto ao pessoal que estuda espiritismo, com certeza o Osvandir ouvirá um monte de coisa.
Falou que isto o persegue desde criança e que presenciou coisas estranhas. “Já contei isto antes em outra ocasião. Morava em uma fazenda no interior de Minas. À noite costumava ouvir barulhos pela casa. Coisas batendo atrás do armário na sala, o rádio ligando sozinho e barulho de utensílios caíndo pelo chão da cozinha. Quando levantava para ver o que era, simplesmente não se via nada. Tudo estava no mesmo lugar. Nada de panelas no chão e o rádio desligado. Nada atrás dos armários. Era de arrepiar, parecia até filme de terror.
Durante o tempo que passei em Belo Horizonte ouvia outro barulhinho, só que no forro da casa. Morava sozinho. Era algo como o barulho de umas pedrinhas rolando pelo forro. Pegava o cabo de vassoura e cutucava o forro para ver se era algum inseto ou rato. Também contei este fato ao Manoel. Manoel deve se lembrar. Inclusive disse-me que sua mãe ouvia o mesmo barulho no telhado. Durante à noite e até hoje costuma sentir uma sensação estranha.
Às vezes fica difícil dormir” - concluiu Osvandir.


Al & Manoel