segunda-feira, 27 de agosto de 2007

OSVANDIR NO ESPAÇO III - Rafael

Capitulo III
OS HOMENS DE PRETO
Sim, é possível que Osvandir tenha sido abduzido!
Nosso bravo pesquisador encontrava-se então imerso num estado psicodélico: ouvindo estranhos sons que oscilavam entre os ouvidos, e vendo imagens e luzes coloridas que ora formavam figuras aparentemente conhecidas, ora se fundiam em abstrações. Mas apesar de tudo ele sentia sensações físicas localizadas em diversas partes do corpo.
Sentiu vontade de respirar profundamente, e neste exato momento as imagens começaram a se dissolver e uma forte luz branca não odeixava distinguir mais nada. Percebeu então algo como um tubo penetrando sua boca em direção aos confins de seu trato digestivo assim que retomou a lucidez. O que estaria se passando pela suamente investigativa naquele momento?
Após sair mais uma vez pela porta do banco ao constatar o atraso no salário, coisa corriqueira na vida de Osmair, tio de Osvandir, este olhou para o céu, também respirou fundo, e pôs-se a caminhar pela calçada. No exato instante em que baixou a cabeça, algo piscou no firmamento. Percorreu uns cem metros e virou-se para atravessar arua. Foi quando um carro preto parou diante dele, e dois homens de uniformes da mesma cor saíram do veículo e praticamente o obrigaram a entrar. Sentiu a arrancada ao mesmo tempo em que tentava identificar algum dos sujeitos sem sucesso. Percebeu um cheiro de éter ficar cada vez mais forte, até perder a consciência.
Algumas horas depois Osmair acordou num quarto e tomou de imediato um susto ao se deparar com sua própria imagem num espelho. O cabelo desgrenhado, olheiras e a camisa um pouco amassada e desarrumada. Ajeitou-se um pouco e se levantou. Percorreu a sala em torno de uma mesa central. Bateu na porta, no espelho, e por fim sentou-se em umadas cadeiras. Não imaginava por que estaria ali. Alguns minutos depois ouviu passos e pôde perceber sombras em movimento na luz quepassava sutilmente por baixo da porta.
Contornos humanóides começaram a se formar na visão de Osvandir. Sentiu o tubo sendo retirado, mas uma forte tontura não o deixava esboçar qualquer tipo de resistência. Após mais alguns minutos semse movimentar, e sua visão permitiu identificar as feições da figuradiante dele, ainda duplicada e se movendo em círculos. Mais alguns segundos e identificou o rosto do médico que fizera endoscopia nele há alguns anos.
Estaria Osvandir novamente no consultório cuidando de alguma úlcera?
Ou em nosso intrépido investigador teriam os aliens injetado alguma substância que confundiria a consciência com visões misturando a percepção de alguns fatos do passado com a de outros do presente?
Os mesmos dois homens abriram a porta e pediram que Osmair osseguisse. Sem escolha, ele assim o fez. Foi encaminhado para a saídado estabelecimento (uma espécie de escritório sem qualquer placa), e recebeu o pedido de desculpas acompanhado de despedidas. Pôs-se novamente a caminhar pela calçada um pouco desnorteado e indignado por não ter recebido mais explicações além da que teria sido confundido com uma outra pessoa. Chegou em sua casa, e percebeu alguns papéis jogados no chão.
Alguém estivera lá.
Continua... Rafael e Manoel

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

OSVANDIR NO ESPAÇO II

Capítulo II
OSVANDIR FOI ABDUZIDO?

Teria sido o Osvandir mais uma vítima dos aliens? Seu sumiço repentino, sem deixar rastros e o homem abduzido na Rodovia dos Bandeirantes deixam esta dúvida cruel no ar. Talvez ele tenha saído para investigar o caso e acabou se tornando fruto daquilo que sempre pesquisou. Este fato me fez recordar um episódio do seriado Arquivo X, onde Fox Mullder (David Duchovny) some de repente dos capítulos seguintes. Mais tarde foi revelado que ele havia sido abduzido por um disco voador.
Seria muito triste saber que o Osvandir não estará mais envolvido nos seus casos exóticos pelo Brasil afora. É provável que agora esteja viajando à velocidade da luz à bordo de uma nave extraterrestre a centenas de milhares de km da Terra. Para ele pode estar sendo uma experiência fantástica. Porém é somente uma hipótese, pois ainda não há fatos concretos que indiquem ser ele o homem abduzido. Quem sabe ele esteja neste momento investigando o caso, longe das câmeras e dos jornais.
Acho que o Osvandir gosta de trabalhar em silêncio e de não chamar muito a atenção. Acontecimentos como o ocorrido na Rodovia Bandeirantes, na presença de testemunhas, costuma deixar as autoridades em alerta. Logo aparece um monte de gente esquisita, óculos escuros, de terno, calça e sapatos pretos. É só lembrar do Agente Smith, do filme Matrix, sujeito estranho e mal encarado.
É pouco provável que um investigador experiente como o Osvandir se deixasse capturar assim facilmente. Creio que ele deve ter tomado todas as medidas cautelosas possíveis para evitar esse tipo de gente dos governos secretos. E que jamais se aproximaria de um disco voador o suficiente, sem antes saber se era seguro. A não ser que ele estivesse viajando de carro a caminho do local onde apareceu o tal disco de 20 metros. Subitamente algo interrompe o funcionamento do motor. Osvandir desce do carro para saber se era algum problema mecânico. Aparentemente tudo está normal no veículo, com tanque cheio e tudo o mais. Decide sair andando em busca de ajuda, e mais à frente percebe uma multidão com o mesmo problema. Carros estacionados no meio da pista e gente do lado de fora olhando estarrecidas aquele estranho objeto. Osvandir se aproxima mais. Num lampejo ele vê algo sair do chão. Sem tempo para esboçar um movimento sequer alguém do meio da multidão é tragado por uma luz vinda do alto, de dentro do disco voador. Feita a captura, o objeto dispara em altíssima velocidade para os confins do Universo.
Termino com a mesma pergunta do início: teria sido Osvandir o abduzido?


AL e Manoel, ghost-writer do Osvandir

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

OS TIOS DO OSVANDIR

OSMAIR E O BANCO DO BRASIL

Foi ele mesmo quem contou-me:

"_ Quando aposentei-me, podia retirar o fundo do PIS - PASEP , só que era em Divinópolis. Eu fiquei assim meio "cabrero" porque apesar de ter trabalhado a terra a vida inteira, nunca tinha posto os pés no Banco do Brasil.

Levantamos cedo, a OSAIR e eu, preparamos o cafezinho, comemos uns biscoitos e fomos para o ponto de ônibus.

O ônibus "tava" demorando muito, fui conferir o relógio, nós é que tínhamos ido muito cedo para o ponto; às 8:00 ele chegou.

A viagem foi quase normal, se não fosse um Sr. do Ribeirão que entrou com um balaio de ovos e colocou mesmo ao meu lado. Fui ficando preocupado com aquilo estorvando minha canela e pensando como seria na hora de descer. A sorte que o bendito Senhor desceu antes de chegar na rodoviária velha.

Ao descermos quisemos pegar um táxi para ir até ao Banco, mas o taxista era legal e disse:

__ Não precisa, o Banco do Brasil fica ali do outro lado da rua.

Agradecemos, atravessamos a rua e entramos na fila.

Ficamos ali por umas duas horas ouvindo conversas de todo mundo.

Chegou uma senhora com uma menina no colo, puseram ela na frente. Outro velhinho de barba branca, também foi para lá. Uma passou mal na nossa frente e foi menos uma que diminuiu na fila.
Uma briga de dois rapazes que queriam ficar lá na frente e o guarda não deixou.

Até que enfim a porta abriu-se, fiquei olhando aquele povo todo passando pela porta giratória, parecendo "formiga cabeçuda" entrando no buraco, ou gado entrando no curral.

Quando estava aproximando a nossa vez eu fiquei confuso, fiz que fui , mas não fui, a Osair vinha atrás, me empurrou e eu fui parar lá dentro do banco, assustado, imaginando que todo mundo estava olhando para nós.

A fila só diminuindo, à nossa frente um rapazinho com uma mala preta, ao aproximar-se do caixa abriu a mala e caíram vários papéis no chão. Ajudei-o a pegar os papéis e o desgraçado nem me agradeceu, foi correndo direto pro caixa.

Uma mulher ficou conversando com outra que estava na fila, em nossa frente e quando percebemos ela já tinha entrado atrás da outra, apesar dos protestos de todos.

Finalmente chegou a nossa vez de receber o PIS. O meu coração estava batendo forte. Eu pensava que era uma "mirrecazinha", mas quando o caixa veio com uma "bolada" de dinheiro, pensei que ele tinha errado o dono. Peguei aquilo, soquei na sacola de brim marrom e nem conferi.

Ao sair do Banco, o mesmo problema da porta, aquele trem é muito complicado, porque a porta gira e tem gente entrando e saindo ao mesmo tempo.

Desta vez eu fiz que fui e fui mesmo, a OSAIR acabou entrando na mesma repartição da porta e nós dois "esprimidinhos" fomos espirrar lá fora no meio do povo.

Na volta segurei a sacola debaixo do braço até minha cidade, com medo de ladrões. Foi uma festa! "

Manoel Amaral

Nota do Autor:
Cabrero: desconfiado
Formiga cabeçuda: saúva
Mirrecazinha; pouca coisa, pouco valor.

OSVANDIR NO ESPAÇO

CAPÍTULO I

Osvandir sumiu, escafedeu-se, ninguém tinha notícias dele. Minha preocupação aumentou quando recebi uma mensagem de sua secretária eletrônica:
__ Vou viajar, devo voltar em dois dias.
Achei aquilo meio estranho pois ele sempre diz para onde vai, deixa telefone de contato, etc.
Desta vez ele não falou nada...
Um outro assunto intrigou-me mais ainda quando um jornal de São Paulo anunciou a abdução de um jovem de mais ou menos 30 anos, em plena luz do dia, na Rodovia dos Bandeirantes, havendo várias testemunhas.
Um jato de luz saiu do aparelho, que segundo a reportagem, tinha aproximadamente vinte metros de diâmetro, pela marca e o círculo que deixou no chão.
Todos viram quando o jovem aproximou-se do aparelho e o jato de luz sugou-o lá para dentro e num piscar de olhos sumiu no espaço.

(Continua)