sábado, 17 de março de 2007

CEIA DE NATAL

A CEIA DE NATAL

OVNI – Osvandir Vieira Nicolai, 30 anos, Engenheiro em Mecatrônica, curso no MIT, criador do Portal dos OVNIS, estuda assuntos ligados a evolução humana, arqueologia, religiões, Discos Voadores e mais alguma coisa.


CAPÍTULO I

Os e-mails foram chegando para cada um dos componentes do Conselho Editorial de Ufovia. Via Fanzine, via gmail, via yahoo, via bol, todos conectados na rede. Já dizia o sábio ufólogo: a net é uma teia de aranha, quem entra não consegue mais sair.

E Marshal McLuhan completava: o meio são as massa-gens.

Digo mais: os e-mails são as mensagens.

A primeira a receber a mensagem foi a Marina Pereira, lá de Portugal.

“Siga os números e através da lógica, descubra o destino:

3 – 1 – 19 – 1

10 – 15 – 19 – 5

7 – 5 – 18 – 1 – 12 – 4 – 15

16 – 16

Dia 24, ceia do CE Ufovia. Traga frutas da região.”

Marina pegou o táxi, seguiu a “bicha” no trânsito. Apreensiva, havia um tumulto logo à frente. Estudantes faziam protestos nas ruas. Com muito custo chegou ao aeroporto. Comprou passagens, seguiu viagem, fez escala no Egipto (?), comprou tâmara e damasco.

Chegou em San Pablo, foi pra Goiânia, não deu teto, voou pra Brasília. Acomodou-se na casa da Kely Lima que também tinha recebido o mesmo recado.

__ Como vamos achar o local. Esses números não me são estranhos, disse Kely.

__ Deve ser de algum seriado...

__ Liga pro Márcio que está mais conectado nessas coisas.

__ Farei isso.

CAPÍTULO II

O Al Cruz (Alberto Avelino Cruz), de Vitória da Conquista/BA, juntou-se com Romero e combinaram de apanhar o Daniel e o Paranhos.

O nosso J.J. (da Operação Carvalho de Tróia) apanhou a Gracinha (Vilas Boas) em Salvador.

Alexandre Borges saiu de Campinas e passou em Dois Córregos, levou o Márcio Mendes; parou em Valinhos chamou Fábio Vieira.

Guilherme de Almeida pegou estrada mais cedo e ficou de encontrar os três mais adiante.

O outro Fábio (Betinassi), saiu de Araxá/MG, terra das araçás (índios Arassás), varou toda a Serra da Canastra e aproveitou para fazer pesquisas no local, entre Ibiá e São Gotardo, onde existia o “Quilombo do Ambrósio”.

José Geraldo estava rindo atoa, o local escolhido para a reunião do CE era mesmo difícil de descobrir, sua caixa postal parecia panela rebentando pipoca, todo segundo chegava um novo e-mail.

Todos querendo saber alguma coisa sobre os números. J.G. quietinho no seu canto dava aquilo risinho maroto e não respondia a ninguém.

Márcio, a pedido da Kelly, foi estudando as coordenadas. Acionou seu computador de bordo e bombordo, mas nada foi resolvido. Ficou na mesma ou pior, pois mais dúvidas foram surgindo sobre os números.

C.C. Rodrigues apelou para o Google Hearth, vasculhou todo o país, parou em Itaúna, mas nada. Passou um e-mail para o Manoel de Divinópolis perguntando se tinha desvendado alguma coisa. Manoel respondeu que os últimos números poderia ser uma palavra com duas sílabas e quatro letras.

A Rafaela de Fortaleza juntou-se com o Rafael Sampaio e foram pesquisar os números nas Pedras dos Martírios em Goiás. Não deu em nada.

Hellen de Itaúna que trabalha com florais, está sempre no Campo, deu uma dica: pode ser uma ilha...

CAPÍTULO III

Nelson Granado disse que em seu livro OMNIVERSALIS não encontrou nada parecido.

Lúcio Guimarães de Bicas/MG, ligou para J.A. Fonseca pedindo para pesquisar na Serra do Roncador. Alguém lembrou até de Fawcet.

Outros foram parar no Piauí, nas sete cidades.

Paulo Ferreira de BH, enviou um e-mail para @nn@ em Itapema/SC, para verificar as pinturas rupestres existentes em algumas ilhas.

O Nuno que estava meio desligado, preocupado com os OVNIS, saiu de Portugal, ficou preso nos aeroportos brasileiro que estavam fechados por causa dos feriados.

Até a gruta dos pezinhos foi visitada. Alguns experts analisaram vários vasos da Amazônia para ver se descobriam alguma coisa, nada!

Poderia ser uma ilha, mas como encontrá-la no vasto país/continente?

Tentaram somar os números seguindo a seqüência de Fibonacci, não deu certo.

Somando todos números entre si acharam 9 (nove) e curiosamente o número 9 em numerologia significa: SABEDORIA.

Somando-se separadamente cada palavra:

4 = Disciplina, Ordem, Estabilidade, Construção, Confiança, Honestidade.

6 = Amor, Beleza, Equilíbrio, Família, Saúde, Justiça.

9 = Amor Universal, Solidariedade, Serenidade, Compaixão, Sabedoria.

__ Vamos juntar tudo isto e ver o que pode ser aproveitado...

José Geraldo quietinho num canto de sua casa sabia que era difícil de achar o resultado, desligou o computador e deixou a abóbora lastrar.

Foi aí que alguém pegando a dica do Manoel descobriu a última palavra:

2P = P + P = PEPE

Com o final decifrado, foram procurar alguma seqüência matemática que enquadrasse os ditos números.

O pior que já era dia 23 e a ceia seria dia 24 de dezembro!

3 – 1 – 19 – 1

10 – 15 – 19 – 5

7 – 5 – 18 – 1 – 12 – 4 – 15

16 - 16

CAPÍTULO IV

__ Se fosse seguir a seqüência natural a terceira letra da primeira palavra seria igual a terceira da segunda palavra, disse Márcio.

__ Seguindo o mesmo raciocínio a última letra da segunda palavra seria igual a segunda letra da terceira palavra, retrucou Alexandre.

__ Então a segunda e última letras da primeira palavra, a quarta da segunda e a quarta da terceira palavra também seriam iguais, completou Fábio, desviando de um animal na rodovia.

Alguém que jogava loteria toda semana, enriquecendo os cofres do Governo Federal perguntou:

__ Seria o resultado da Mega Sena? Esta semana está acumulado em R$25.000.000,00... (resultado: 23, 28, 38, 42, 50, 53)

Pepe em off...

Quando comentavam este assunto chegou um e-mail de alguém que se identificou como Leo.

“Pesquisei na internet e encontrei esta tabela, será que ajuda alguma coisa, Kelly?

1

2

3

4

5

6

7

8

9

A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

K

L

M

N

O

P

Q

R

S

T

U

V

W

X

Y

Z

CAPÍTULO V

__ Vamos substituir os números por letras:

3 - 1 - 19 - 1

C A A

10 – 15 – 19 - 05

E

7 - 5 – 18 - 1 – 12 - 4 – 15

G E A D

16 – 16

__ Os números até nove estão corretos, mas daí pra frente não dá certo.

__ E se a gente colocar um “S” no lugar de 19, teremos casa...

__ É uma boa Marina.

__ Vamos falar com os outros que descobrimos a primeira palavra.

__ Comunicou com todos? Só o Fábio de Araxá que estava com Notebook e respondeu na mesma hora:

__ Tem mais um 19 na segunda palavra, coloca aí, descobriu Kelly.

__ Se “S” é igual a 19 e “A” igual a 1, então temos:

A=1, C=3, D=4, D=5, G=7 e S=19.

__ Meu Deus, é uma seqüência simples entre números e letras, como não pensei nisso! Coloquem o alfabeto debaixo dos números até 19, falou Marina.

__ Está solucionado o mistério:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S


3 - 1 - 19 - 1

C A S A


10 – 15 – 19 - 05

J O S E


7 - 5 – 18 - 1 – 12 - 4 – 15

G E R A L D O


16 – 16

P P

CAPÍTULO VI


__ Então a última palavra é PP, que poderia ser PE+PE, ou seja Pepe...

__ Mas quem é José Geraldo?

__ ???

__ Passemos e-mails para todos sobre o que descobrimos.

Meia hora depois Manoel retornou com o seguinte:

“José Geraldo é o nosso caro amigo Pepe Chaves...

Vocês tinham razão a última palavra era mesmo Pepe (PP)”.

Mistério resolvido, todos se dirigiram para Itaúna mesmo.

Quem falou que era uma ilha acertou! O local era uma bela fazenda do Século XIX, cercado por montanhas, com muita madeira de lei na construção da casa principal, Quatro banheiros, desesseis quartos, vinte e três cômodos ao todo.

O pessoal foi chegando, entregando as sacolas de frutas.

As mulheres foram logo separando-as de acordo com a família, por exemplo: araticum, araticunzinho, pinha, ata, jaca, graviola, todas parecidas.

Só de melões tinham quatro tipos diferentes: o amarelinho comum, um da casca verde, outro roxo por dentro e o último com uma característica especial na casca: cheia de linha parecidas com aquelas do saco de aninhagem, como se estivesse sido embalado numa saca especial.

Na família das laranjas uma destacou-se: aquela de cor avermelhada, chamada popularmente de laranja maravilha. Outra interessante foi a toranja pelo seu tamanho.

O Manoel só trouxe frutas do Cerrado de Minas: Pequi (do Tupi: casca suja), Bacupari, Cagaiteira (cagaita), Araticum, Araticunzinho, Gabiroba, Jatobá (fedorento), Jenipapo, Cajuzinho do Cerrado, Mamacadela, Azeitona Preta (doce), Murici, Olho de Pombo, Pêssego do Mato, Juá (doce), Melão de São Caetano, Melancia do Mato, Ananás (do pequeno) Araçá, Fruta-Pão do Cerrado, Ingá e última com nome meio pornográfico: C(*) de Pinto. O pequi, muito comum no cerrado, tem o fruto parecido com o s(**)o de cachorro.


CAPÍTULO VII


O Rafael Amorim, lá do Sul, escolheu uma boa sacola e encheu de frutas da região e juntou uma bem exótica: blueberry (mirtilo). Nos EUA é uma fruta cujos pés são baixos, atingindo uns 30 cm de altura, conhecida como uvas do monte. No Sul é diferente, atingem quase 3 metros de altura. Muito azul, parecida com jabuticaba, mas mais ácida.

Curiosidades mil. Tinha frutas de todo o país: Abacate, Abacaxi, Abiu, Abricó, Açaí, Acerola, Ameixa, Amêndoa, Amora, Anonáceas, , Atemoya, Avelã, Babaco, Bacuri, Banana, Baru, Bilimbi, Biribá Butiá Cabeludinha, Cacau, Caimito, Cajá, Caju, Calabaça, Calabura, Calamondin, Cambucá, Cambuci, Camu - Camu, Caqui, Carambola, Castanhas Variadas, Cereja, Cherimoya, Ciriguela, Citrus em Geral, Coco de várias espécies, Condessa Cupuaçu, Damasco, Dovyalis, Durião, Feijoa, Figo, Framboesa, Glicosmis, Goiaba Granadilla, Graviola, Groselha, Grumixama, HYPERLINK "noticias_su.asp?menu=926"Guabiju, Guaraná, Ilama, Jabuticaba, Jaca, Jambo, Jambolão, Jaracatiá, Jerivá ou Jeribá, Jujuba, Kiwi, larajas de todos tipos,Lichia, Limão, Limas Ácidas e Doces, Longan, Lucuma, Mabolo, Maçã, Macadâmia, Mamão, Mamey, Mamoncillo, Maná - Cubiu, Manga variadas, Mangaba, Mangostão, Maracujá, Marmelada do Cerrado, Marmelo, Melancia, Melão Mirtilo, Morango, Naranjilla, Nectarina, Nêspera, Noz Pecã, Pêra, Pêssego, Pinha, Pinhão, Pistache, Pitanga, Pitomba, Pupunha, Romã, Sapoti, HYPERLINK "noticias_su.asp?menu=948"Sapucaia, Taiúva, Tâmara, Tamarindo, Tangerina, Tarumã, Tomate Arbóreo, Toranja ( muito grande), Umbu (muito azeda), Uva, Uvaia.

As mulheres fizeram um arranjo especial na mesa das frutas, um galo preto e branco, feito de melancia, abacaxi e outras frutas. Adivinhem para agradar a quem?

Quarenta e duas pessoas estavam presentes, alguns membros não trouxeram a família.

Calculando bem, encomendaram quatro pernis, entre 7 a 10 quilos cada um, que foram logo levados à padaria mais próxima para assar.

CAPÍTULO VIII

A farofa de natal quem deu a receita foi uma das mulheres que acabava de chegar:

Ingredientes:

500 gm Farinha de mandioca
500 gm Milho
500 gm Farinha de rosca
1 un Pimentão vermelho
1 un Pimentaão amarelo
1 un Pimentaão verde
200 gm Uvas passas pretas
1 L Milho verde
Sal a gosto
Pimenta
Azeite de oliva o quanto baste

Modo de Preparo:

1 Misturar bem todas as farinhas e temperar com sal e pimenta.
2 Cortar os pimentões (tiras bem finas).

3 Juntar a farinha com o restante dos ingredientes
4 Regar com azeite até ficar úmida.

Muita gente picando os ingredientes para a farofa. As bebidas já estavam na geladeira.

O Rafa foi chegando e primeira coisa que fez foi procurar um açougue. Logo ele que é vegetariano... Encomendou uma costela inteira. O açougueiro assustou-se. Mas Rafael frisou bem:

__ Quero uma costela bem carnuda.

__ Pode deixar moço, vou preparar uma costela de primeira.

Lá no quintal da fazenda alguém improvisava um grande espeto e duas forquilhas. Um buraco retangular foi enchido de pedras e carvão.

Perguntado como preparava a carne para churrasco Rafa respondeu que só usava sal grosso e deixava no mínimo dez horas.

Quanto ao acompanhamento um arroz soltinho, feijão tropeiro, vinagre, salada de folhas.

As despesas estavam altas, quinze conselheiros reuniram-se, somaram tudo e mandaram pagar as contas.

Marina não familiarizado com o Pequi, achou a fruta muito interessante e foi logo mordendo-a, que nem o Ministro da República, mas foi logo advertida pelo Pepe de que os espinhos por baixo da polpa eram terríveis e segundo a lenda uma vez penetrado no corpo não paravam de andar seguindo direto para o coração da pessoa.

O Ministro foi atendido pelo Hospital de Brasília, sendo arrancado de sua boca vários espinhos...

CAPÍTULO IX

Lá no fundo do grande salão de festa, mesa cheia de frutas de todos tipos. Farofa especial dando sopa, doces, sucos naturais de todas as cores. Cerveja, vinhos, batidas e a nossa tradicional cachaça de Salinas correndo solto.

Fábio de Araxá e Manoel conversavam:

__ Como devemos proceder numa pesquisa ufológica? Perguntou Manoel.

__ “Para tal, consideramos como variáveis os dados do local do experimento, temperatura, pressão barométrica, umidade relativa, altitude, clima, iluminação, data e hora e relatos das ferramentas e técnicas aplicadas.”

No churrasco do quintal o Rafael fazia um esforço para assar mais rápido a costela bovina. Crianças jogavam futebol num campinho próximo.

Em dado momento uma bola de fogo veio do espaço, e a gritaria foi geral:

__ É o raio bola! Gritou Pepe que olhava as estrelas juntamente com Kelly e a Marina.

__ Mendes venha cá rápido, um raio caiu por aqui, achamos que pode ser o tal de raio bola.

Na verdade era uma bola de meia que as crianças jogavam no campinho.

Ela caiu na fogueira do Rafael e este aproveitando o embalo deu-lhe um chute e aquele fogaréu subiu ao espaço assustando os sonhadores.

Várias estrelas cadentes rasgavam o espaço, uma maiorzinha foi apelidada de Estrela de Belém.

CAPÍTULO X

Anna foi escolhida para ler a mensagem de Natal escrita pelo Pepe.

Mensagem linda, sem os ufos e ETs de Varginha.

Tempo passando... pessoal cochilando. Os banheiros congestionados.

Apenas quatro para 42 pessoas!

De repente uma forte luz surgiu numa moita, Pepe que conhecia bem o terreno, convidou Paranhos e JCC para uma investigação moitológica.

Ao aproximar-se do local viram apenas uma criança com uma lanterna.

Alguns resolveram usar as moitas de bananeiras, o que resultou em vários cachos.

Alguns já falavam em dormir, os que viajaram de carro estavam muito cansados. O barulho nos banheiros era tanto que desistiram.

Noite alta, céu lindo, todos sorrindo sob o efeito da branquinha, cantavam as canção de natal:

__ Jingle bells. Jingle bells. Jingle bels the way!

Outros preferiam as mais simples, do povo:

__ Noite Feliz! Noite Feliz! Oh, Senhor, Deus do Amor! Pobrezinho nasceu em Belém.

O sono foi chegando e pessoal encostando, os 16 quartos ficaram cheios, alguns preferiram dormir na varanda, outros foram para o paiol, no meio do milho.

CAPÍTULO XI

Amanheceu, um lindo arco-íris atravessava a chácara de uma ponta a outra. Muitas crianças contaram lendas:

__ Minha mãe falou que se a gente atravessar para o outro lado vira mulherzinha.

__ Meu pai disse que do outro lado do arco-íris, onde tem um córrego, tem um pote de ouro!

__ Quantas cores tem, mesmo?

__ São sete cores: azul, vermelho, amarelo, verde, anil, laranja e violeta.

Hellen, de Itaúna, acostumada com as cores e flores, pois trabalha com florais, foi convidada a opinar sobre o fenômeno:

__ Um arco-íris é um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a seqüência completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil(ou indigo) e violeta.

Chegou um Senhor alto, de chapeu de palha, falando meio enrolado, assustado, procurando o Pepe.

__ Que qui foi, Quinzinho?

__ Caiu um troço lá na pirambeira, próximo do córrego das Gorduras...

__ Que troço? Como era o objeto? De metal?

__ Grande assim, do tamanho de uma braçada, brilhante.

CAPÍTULO XII

"Nem tudo que é importante pode ser contado; e nem tudo que pode ser contado é importante." Albert Einstein

Mas Sô Quinzinho não estava mentindo, vira mesmo um objeto de cor brilhante, caído lá na grota, próximo onde as mulheres lavavam suas roupas.

Todos queriam ir, mas o local distava um quilômetro da fazenda.

Munidos de equipamento fotográfico, dirigiram-se para o local.

Chovia, uma chuva fina, garoa. Mato escorregadio, cobras enroscadas nas moitas de cambaúbas. Andaram aproximadamente quinze minutos e avistaram o Córrego das Gorduras. A grota era profunda. Alguma coisa brilhava lá embaixo. Pepe ficou eufórico, enfim alguma coisa para fotografar.

Márcio foi mais rápido, sacou sua câmara digital 6.0 mega pixel, marca Sony, e apontou para baixo e bateu uma seqüência de fotos. Outros, quase caindo pela pirambeira abaixo foram fotografando tudo que viam. Alguém disse ter avistado um anãozinho verde escondido atrás do mato. Mas Pepe, que conhecia bem o local pediu cautela a todos.

A distância de onde estavam para o fundo da grota era de uns cem metros. O Fábio que era mais treinado em esportes radicais se propôs a ir até o final e verificar o objeto mais de perto. J.J. Carvalho pediu que não se aproximassem, poderia haver radiação no local. Mendes tentou aproximar a imagem através de um binóculo com alcance de 40 vezes, mas não estava dando certo porque uma pequena árvore de assa-peixe impedia a visão. O melhor era mesmo ir até o local.


CAPÍTULO XIII

Depois de descer a pirambeira, roçar sobre tocos, pedras e bichos, Fábio conseguiu chegar ao local. O que ele viu chegou a espantar a princípio, depois caiu na gargalhada.

Lá em cima ninguém entendeu nada. Não dava para ouvir. Estava muito longe. Apreensivos, Pepe e JJ pediram a todos que mantivessem a calma.

Com muita dificuldade, agarrando pedras, pisando em buracos suspeitos, Fábio conseguiu chegar até o topo do local. Trouxe algumas fotos que bateu com sua câmara digital. Com a cara de maroto mostrou para o pessoal o disco voador do Córrego das Gorduras:

__ Olha aqui gente, o ufo que estava pousado lá embaixo...

Todos sorriram meio decepcionados. Tanto tempo perdido por nada. O objeto era uma bacia velha, de zinco, com um furo no meio, que fora abandonada pelas lavadeiras naquele local. Alguns até acharam que era gozação do Mr. Pepe...

Voltaram meio sem graça para casa da Fazenda. Mas fazia um belo dia e todos puderam observar a paisagem. Tinha um ufólogo que conseguiu até fotografar uns gafanhotos que faziam a farra de natal numa árvore de folhas novas.

Na fazenda todos aflitos por saber notícias do Incidente das Gorduras, como ficou conhecido. O fato foi parar nos jornais de Itaúna. O Jornal “Brechó” deu manchete de primeira página, noticiando o achado.

O almoço do dia 25 de dezembro foi servido, aproveitando-se o que sobrou da noite de natal. Tinha muitos quilos de pernil. A costela do Rafael foi toda devorada, não sobrou nada. Um fato interessante aconteceu na noite anterior e passou quase desapercebido. Rafael, que é membro do Grupo Neus, estuda ufologia há muito tempo, mas naquela noite ele levou um susto quando olhou para cima. Uma formação em forma de anel estava circulando mesmo sobre sua cabeça. O Al Crux foi chamado para desvendar aquele mistério. Trocando idéias com a Gracinha, chegaram a conclusão que a estranha formação tratava-se de ‘apenas’ fumaça.

A fumaça fica girando em torno de si mesma em um anel, o que gera diferenças de pressão internas garantindo coesão. Mesmo sem entender física, qualquer pessoa que tenha visto anéis de fumaça produzidos por fumantes pode notar que eles podem se manter no ar por muito mais tempo do que se esperaria de ‘simples’ fumaça. São os chamados anéis de vórtice.

Alguns pegaram estrada mais cedo, outros preferiram ficar mais um pouco para bater papo com a turma.

Mendes contou-nos que em São Paulo, na sua cidade, Dois Córregos, em 2005 houve avistamentos. Foi até noticiado pela revista Ufo. Foi num local denominado Morro do Querosene, local de constante incidência ufológica.

A turma da Bahia informou ao pessoal que lá estava aparecendo ufos durante a semana.

A Ufobahia estudando cidades perdidas, localizaram o famoso documento 512 de Biblioteca Nacional. “Há anos vem tentando romper as barreiras que guardam a cidade encantada, uma grande cidade, onde reluziam as ponteiras dos templos, com ruas repletas de edificações suntuosas, abrindo-se em praças e protegida por muralhas portentosas, onde as junções das pedras, de algumas toneladas de peso, eram perfeitamente encaixadas.”

Mas isso será assunto para outra história.

Vamos partir para a Festa de Ano Novo conforme sugeriu a Anna!

segunda-feira, 12 de março de 2007

OPERAÇÃO PIRES

OPERAÇÃO PIRES
Osvandir Vieira Ni colai
Capítulo I
Osvandir pegou um táxi, foi até o aeroporto e ficou aguardando o vôo, BH/Belém.
A passagem aérea havia comprado pela internet em suadas prestações mensais.
Levava consigo uns bons livros sobre Ets e ÓVNIS (Osvandir não diz UFO, que acha brega), além do mais a palavra OVNI é formada pelas iniciais de seu nome, coincidência do destino.
Na maleta de mão, um bom binóculo Zeiss, 8x32, que possui maior transmissão de luz, uma indicação do Márcio, que entende do assunto.
O seu Note book Sony Vaio, também na mão; o que vocês pensaram, Osvandir tem bons equipamentos.
Nesta viagem resolveu não levar os equipamentos pesados, portanto telescópio nem pensar. Apenas uma luneta tipo Galileu, só para os momentos de lazer. Gravem bem eu disse lazer...
É que vamos falar muito de Laser, nesta investigação!
Lá se foi nosso herói embrenhar-se na Amazônia. Desceu no aeroporto de Belém.
Ficou no HOTEL FERRADOR (muito sugestivo o nome).
Uma localização privilegiada, bem no coração da cidade, próximos de alguns dos mais importantes pontos turísticos de Belém tais como: Praça da República, Theatro da Paz, Vêr-o-Peso, Igreja e Museu de Arte Sacra de Santo Alexandre. O apartamento com uma Janela para o Rio.
Quando voltasse de Colares iria hospedar-se novamente neste hotel portanto deixou tudo reservado.
No outro dia cuidou de ir de barco até Colares e Vigia, todas no Pará (nome Vigia até é próprio para o assunto).
Nas margens do Rio Guamá (Rio do peixe-coelho) visitou algumas cidades ou povoados: Barcarena, Ponta das Pedras, Porto Câmara, Candeixa, Joanes, Vigia, Colares, Mosqueira, Santa Bárbara do Pará, Benfica, Val-de-Cães, Amanindeua, Vila do Conde, - mais afastadas: Guajará (espécie de planta) – Mirim, Santa Isabel do Pará, Santo Antônio do Tauá (significa aldeia), Benevides e Marituba. nos dias que esteve no local.
Mas o seu objetivo mesmo era Colares, mais próxima do mar.
Estando em Colares, tratou de conhecer a cidade, o povo, as instituições, a Prefeitura, a Câmara Municipal, o Arquivo Público onde conseguiu jornais da época dos incidentes que vamos relatar.
Entrou num bar de uma das cidades e deu de cara com uma placa “OPERAÇÃO PRATO LIMPO” . Quis saber o que de que se tratava, disseram que era uma maneira da Prefeitura local de manter todo comércio mais higiênico para evitar doenças características do verão.
CAPÍTULO II – FORÇA DAS ÁGUAS
As águas a perder de vista, Osvandir sempre pescou nos córregos e rios de sua região, mas nunca imaginara ver tanta água. Quase não dAva para ver o outro lado do rio, próximo da foz.
___ Water for life, disse Osvandir.
___ Força das águas, traduziu um passageiro turista.
O inglês do Osvandir é meio maluco, convém conferir na Doidopédia.
Água, mato, água, mato, água, mato e por aí afora.
Lá no fundo um pescador tirava das águas uns peixes grandes, alguns turistas quiseram saber o que eram e o Senhor Antônio, da região, informava que eram Pirarucu, Tamuatá ou Filhote.
Quando chegou a Colares o sol já se punha no horizonte. Uma cor vermelha pro lado do Oeste. Um Guará num vôo alto, rasgava o céu passando pelo sol num espetáculo igual ao do filme ET, quando as crianças passam pela lua, de bicicleta.
De Colares seguiu para Vigia, onde tinha reserva do hotel.
O Hotel com muita coisa para distrair, inclusive com Lan House, onde a garotada ficava o dia inteiro jogando nos computadores.
A cozinha, de dar água na boca, cada prato que só mesmo especialistas para comprovar a beleza e o sabor.
Segunda:
Tucunaré ao Forno.
Receita exótica com sabor da Amazônia. Creme de Banana Pacova. Delícia da culinária do Amazonas.
Terça:
Churrasco de filhote.
O genuíno peixe de água doce, direto para a sua mesa. Bolo de Guaraná.
A energia da selva em uma sobremesa deliciosa.
Quarta:
Torta de Pirarucu.
Mais uma receita de sabor inconfundível.
Manjar de Tapioca.
Quinta:
Espaguete de Camarão ao Creme de Pupunha.
Experimente esse sabor exótico. Pudim de farinha de tapioca.
Sexta:
Língua de Morena
Pudim de Tapioca.
Leve e saboroso
Sábado:
Bolinhos de Piracuí.
Uma delícia do Baixo Amazonas
Mexilhão regional, simples e saboroso
Domingo:
Coroa de Bacuri.
Mais uma delícia regional
Pão de Açaí, gostoso e energético
O famoso Pato ao Tucupi, que é uma espécie de mandioquinha venenosa, só era servido a pedido.

CAPÍTULO III – OPERAÇÃO TIGELA – OT

Osvandir tem essa mania de sair anotando tudo que encontra, em sua caderneta de campo.
Até receita com as cozinheiras ele anota.
O turismo tomou conta daquela área e o povo europeu, americano e asiático estão ali de arma em punho fotografando e catalogando tudo.
Osvandir que entende um pouquinho de italiano esteve sondando de um fotógrafo profissional sobre alguns assuntos de seu interesse.
A noite estava quente demais, no Hotel Iracema, em Vigia - PA, mosquitos para todo lado. Pela janela do confortável apartamento avistava-se aquela imensidão das águas agora escuras.
Apagou a TV, leu uma página do livro OS DISCOS VOADORES, pegou algumas revistas que mostravam as belezas locais. Leu coisas interessantes sobre a região: Pescador e suas origens, Vigia e seus encantos, o tumuatá peixe de água doce e Mercado Municipal.
Descobriu um salão com capacidade para 60 pessoas. Bolou um plano para encontrar quem ele queria.
Marcou com Gerente do Hotel uma palestra para o fim de semana. O tema interessou a todo mundo, inclusive a turistas: “Os Discos Voadores no Pará”.
O Hotel tinha uma boa infraestrutura, vários apartamentos e boa área de lazer.
Dormiu... Acordou assustado, um barulho esquisito; era um helicóptero trazendo mais turistas. Já estava tudo lotado, ia faltar papel higiênico...
Amanheceu, Osvandir acordou as sete horas, o sol já se fazei presente há muito tempo naquele céu claro com algumas nuvens tipo algodão, de tão brancas.
No rádio uma música de Ivete Sangalo “Quando a chuva passar”, estava mesmo de acordo com a ocasião.
Osvandir estava preparando material para sua palestra, através de uma pesquisa na internet. Quando fazia pesquisas sobre Operação Prato e Casos do Norte, só deu UFOVIA, no Google.
Quarta – feira, quinta-feira e chegou sexta-feira, o tempo não estava ajudando.
Mas o Gerente do hotel sabia que isso poderia até ser bom porque os hóspedes iriam todos para a palestra.

CAPÍTULO IV – OPERAÇÃO DE MARKETING

Ele havia feito uma Operação de Marketing dois dias antes, fazendo chegar a cada apartamento um boletim. Nos principais pontos da cidade também foram distribuídos os panfletos.
Osvandir que é bom para falar mas não entende muito de negócio falou para o Gerente que a palestra poderia ser de graça, o Gerente retrucou e disse:
___ De graça ninguém dá valor. É preciso você valorizar o seu trabalho. Aqui nada é de graça. Cobramos até o sorriso.
Vamos cobrar R$20,00 por pessoa assentada e R$10,00 por quem ficar de pé, porque tenho certeza que a palestra será um sucesso e o salão estará lotado.
Em entrevista no Hotel com Senhor Gerente, Osvandir quis saber alguns detalhes que poderiam ser utilizados na sua palestra
__ Como foi que tudo começou, disse Osvandir.
___As luzes misteriosas conhecidas no final dos anos 70 por "chupa-chupa", que aterrorizaram comunidades rurais do nordeste do Pará, principalmente em Vigia, Colares, Baía do Sol, Mosqueiro e Santo Antonio do Tauá, voltaram a despertar o interesse de ufólogos, pesquisadores de fenômenos inexplicáveis e jornalistas do Brasil e do exterior.
__ A Rede Globo esteve aqui, não é mesmo?__ O programa Linha Direta, da Rede Globo, dedicou uma edição inteira ao caso das luzes que presumivelmente paralisavam pessoas e lhes sugava o sangue, deixando marcas e queimaduras pelo corpo que desafiaram especialistas da medicina.
__ E o caso da History Channel?
__ No rastro da Globo, uma equipe de televisão do History Channel esteve na semana passada em Belém e foi a Colares entrevistar 28 anos depois as pessoas que se dizem vítimas das manifestações. O programa dos americanos será exibido em rede mundial no final de dezembro. __ Por que, quase três décadas depois, o fenômeno que foi investigado pelos militares da Aeronáutica baseados no I Comando Aéreo Regional (I Comar) em Belém, ainda seduz pessoas capazes de se deslocar de regiões distantes do país e do exterior para tentar compreender o que realmente aconteceu naqueles estranhos dias e noites do segundo semestre de 1977 e primeiro quadrimestre de 1978? __ Há outras perguntas sem respostas: as pessoas realmente foram visitadas por seres extraterrenos, que disparavam possantes jatos de luz sobre elas a ponto de provocarem desmaios, tonturas, fraqueza no corpo durante dias e inexplicável anemia ou foram vítimas de alucinação coletiva, como tentaram fazer crer alguns militares da Operação Prato, criada justamente para investigar as ocorrências?

CAPÍTULO V – A ENTREVISTA

__ Ouve outras visitas?
__ O ufólogo e jornalista Ademar José Gevaerd que edita a Revista UFO, uma das publicações mais respeitadas sobre o assunto em todo o mundo, também desembarcou em Belém na semana passada e logo rumou para Colares. Lá, esteve em locais como a Praia do Machadinho e Ponta do Cajueiro, onde ocorreram várias aparições dos objetos luminosos.
__ O que Gevaerd acha do caso?__ Ainda mais intrigado com o que ouviu, Gevaerd diz que o interesse dos ufólogos sobre o caso sempre existiu, mas ele foi arrefecido nesse período todo por vários motivos. "De uns anos para cá, tem havido uma conscientização da comunidade ufológica brasileira para a importância do fenômeno chupa-chupa, porque não há registro na literatura ufológica de que em lugar algum do mundo e em algum dia da história conhecida tenha havido o que ocorreu aqui no Pará", diz em entrevista. Para ele o que houve na região foi uma intensa atividade das luzes por meses e anos, atingindo pessoas de diversas origens econômica, social, intelectual e religiosa. Ele avalia que a maioria dos atingidos eram pessoas humildes que tiveram suas vidas mudadas, em maior ou menor grau, depois de passarem por experiências que define como "exógenas ao nosso planeta". __ Na definição do ufólogo o que aconteceu na região nordeste paraense estaria ligado a uma "ação de civilizações de origem não-terrestre"?
__ Isso, segundo entende, é da maior importância e do maior significado. Por ter acontecido em pleno território brasileiro, acredita que o caso não pode ser menosprezado de maneira alguma.
Terminada essa discussão, que em muito ajudou Osvandir, ele foi direto para o evento.
Compareceram mais de sessenta pessoas, capacidade do salão, muitas pessoas de pé.
A palestra consistia de uma parte de vídeos e outra de ligeiras observações do Osvandir.
O caixa registrou R$1.500,00, significando que mais de 20 pessoas estavam de pé.
Estava programado uma hora mais ou menos para a palestra e meia hora para as respostas.
Tantas foram as perguntas que já passava das 22 horas,e a palestra ainda não tinha terminado.
No intervalo do cafezinho Osvandir, com agenda na mão, foi colhendo os telefones e endereços de quem tinha casos mais interessantes sobre ufologia e em especial quem se lembrava da Operação Pires – OP.
No final, que estava difícil de chegar, pois as interrogações não paravam, os aplausos foram tanto que o Gerente acabou marcando uma segunda rodada para o sábado, no mesmo horário, desta vez só com vídeos sobre o assunto.

CAPÍTULO VI – O TRABALHO DO OSVANDIR

De posse dos endereços e os telefone, Osvandir começou a trabalhar. No primeiro dirá entrevistou duas pessoas.
Ao invés de aplicar o tradicional questionário do Ministério da Aeronáutica, conhecido de todos, o Osvandir bolou um para seu uso pessoal e diz que é mais moderno. 1- O avistamento causou cegueira temporária?2- Paralisia em alguma parte do corpo?3- Queimaduras?4- Esquecimento?5- Dor de cabeça?6- Sinais (manchas) no corpo?7- Se ficou desorientado depois dos contatos?8- Notou algum lapso de tempo (missing time)?9- Ocorreu algum tipo de alucinação depois?10- Coração disparou?11- Sentiu algum odor diferente?12- Alguma fumaça?13- Raios de luz?14- Som?15- Cores?16- Objetos parados ou voando em alta velocidade?17- Tamanho e formato dos objetos?18- Desenhos? Fotos? Filmes?

Quando chegou ao último da lista, já se passavam cinco dias. O hotel sempre cheio e Osvandir tornou-se uma lenda naquele local: entrevista com jornais, rádios e TV.
Muitas pessoas interessadas no assunto partiram de Belém, entre elas um famoso ufólogo chamado Grandit, autor de vários livros, revistas e artigos para jornais sobre ufos e Ets.
Esquecemos de dizer que o Osvandir ainda recebeu mais R$1.000,00 do Hotel além dos R$1.500,00 da arrecadação da palestra.
Foi convidado a falar sobre “Ufos no País”, em especial sobre o “Et de Varginha”, lá em Belém, antes de partir daquela região.
Colheu tantas informações que daria para fazer um livro.
Algumas inéditas, outras espantosas, todas guardadas com carinho.
Antes de entrar no depoimentos propriamente ditos é necessário informar que na região amazônica existem muitos mitos e crenças.
O Mapinguari, parecido com ser humano, peludo, às vezes o entrevistador confunde com ET.
O Myakka, parecido com macaco grande, freqüente na boca do povo, foi visto aqui, ali e acolá é outro ser da floresta que confunde a todos ufólogos.
A Anaconda, que vive no pensamento de todos que trabalham na zona rural, é uma cobra gigante, mítica, que ataca qualquer um que aventura atravessar a sua região.
Então o trabalho do ufólogo é separar essas crendices dos fatos que realmente ele está pesquisando.

CAPÍTULO VII – OS DEPOIMENTOS

"Os UFOs existem, as Forças Armadas investigam suas manobras e escondem o fato da população"
(Coronel Uyrangê Hollanda - Força Aérea Brasileira - In Memoriam)
“ O ataque dessa “luz inteligente” consistia em arremessar sobre as vítimas, um filamento luminoso, geralmente de cor azulada, pelo o qual ela “picava” a pele da pessoa, deixando três pequenos furos, supondo que por seu “canudo luminoso”, o Chupa sugava amostras do sangue das vítimas – sendo que, cerca de 80% das ocorrências se davam em mulheres, geralmente jovens.” Depoimento entrevistado A.

“E muitos desses inexplicáveis sumiços de aviões, barcos e até helicópteros sequer são detectados ou registrados, uma vez que muitos servem às atividades clandestinas do contrabando e do insidioso tráfico internacional de drogas. Até mesmo expedições governamentais desapareceram sem deixar traços, como, por exemplo, aconteceu em 1958 quando 32 membros do Serviço de Proteção aos Índios simplesmente parece que se evaporam em meio às matas!”
Entevistado B.

“As pessoas que receberam o raio desconhecido apresentaram em 24 horas, sintomas de anemia profunda e fraqueza, tão acentuada, que muitos não tinham força para levantar do leito.” Entevistado C

“Testemunhas que vêem luzes atravessando seus telhados para penetrar em suas peles, retirando-lhes um pouco de sangue e deixando a epiderme com visíveis marcas de agulhas e queimaduras". Pessoa entrevistada D.

“Quanto a questão da sucção de sangue através da luz nada foi comprovado, a teoria baseia-se em suposição e não em comprovação”. Afirmou Fábio Bettinassi.

“Essa luz (apelidada de chupa-chupa) provocava queimaduras que necrosavam na mesma hora e deixavam dois orifícios, geralmente no peito esquerdo. De cada 10 pessoas atacadas, aproximadamente 8 eram mulheres.” Entrevistado E.

CAPÍTULO VIII – OUTROS CASOS

Osvandir ficou sabendo que até os próprios militares chegaram a ver tripulantes, e implantes foram colocados em várias pessoas, até mesmo no braço do coronel Hollanda.

“Em junho, julho e agosto os jornais traziam notícias de municípios maranhenses como Pinheiro, Cajapió, São Vicente e São Bento, onde os moradores relatavam terem sido atacados pelo que estava sendo chamado de “foco luminoso” e “luz dos mistérios”. Com algum alarde da imprensa, logo foram conhecidas algumas mortes relacionadas ao fenômeno. Assustado com o aparecimento de UFOs e seus efeitos sobre a população, Maneco Paiva, prefeito da cidade de Pinheiro, enviou expediente ao Comando da Aeronáutica em São Luiz.
Municípios de Vigia, Colares e Santo Antônio de Tauá
“Imobilização total ou parcial, perda de voz, calafrios, tonturas, calor intenso, rouquidão, taquicardias, tremores, cefaléia e amortecimento progressivo das partes atingidas (grande maioria)”.
O militar que não quis identificar-se, diz que “vimos sim corpos luminosos movimentando-se em altitudes e direções variadas, efetuando manobras complexas, indicando que, estes corpos e luzes, são inteligentemente dirigidos”. Jornais de Belém

“Nos anos de 1977 e 1978 a Aeronáutica desenvolveu uma diligência na região norte do país, mais precisamente no Estado do Pará, chamada Operação Prato. A Força Aérea Brasileira esteve lá com vários militares a pedido de prefeitos que estavam alarmados com fatos que ocorriam. Os moradores ribeirinhos (principalmente da cidade de Colares/PA) estavam sendo atacados por objetos voadores que emitiam uma luz amarela muito forte. As pessoas atacadas apresentam sinais como pequenas perfurações ao redor dos mamilos. Esse evento ganhou notoriedade nacional e internacional pois durou algum tempo. As pessoas saíam com panelas e latas de madrugada, criando barulho para que os objetos não identificados sumissem e os deixassem em paz.” Jornal Via Fanzine


CAPÍTULO IX – NECROSE DA PELE

Osvandir quis saber de alguns médicos, especialistas em raios laser sobre o assunto. Vejam os depoimentos:

“Entende-se por necrose a falta de circulação de sangue no tecido, resultando em uma perda de tecido da região que foi necrosada.” Primeiro Médico.
“O laser provoca uma espécie de queimadura na pele, semelhante a uma queimadura solar, que costuma desaparecer, passados dois ou três dias.” Segundo Médico
“Mal utilizado ele provoca queimaduras e manchas horríveis na pele”. Terceiro Médico.
“O laser provoca uma cicatrização mais rápida dos tecidos, esteriliza.” Quarto Médico.
“O efeito Laser produz aceleração da cicatrização de feridas de causa vascular, queimaduras e úlceras decúbito, assim como feridas pós-cirúrgicas”. Quinto Médico.
“É fato que, na tecnologia terrestre, existem basicamente 3 tipos de raios laser, o primeiro e mais difundido comercialmente é o laser vermelho; o segundo é o verde e o terceiro e mais poderoso é o laser azul” Sexto Médico.
A cor da luz é determinada pelo comprimento de onda - o tamanho de um ciclo da onda eletromagnética que forma a luz. A luz vermelha tem um comprimento de onda de cerca de 700 nanômetros; o olho humano é capaz de enxergar até a luz violeta, com um comprimento de onda de 400 nanômetros.” Odontólogo I
“O feixe de luz só pode ser notado quando a luz sofre reflexões em um meio material ou quando ela atinge a retina diretamente. Odontólogo II
“O "laser" é aplicado em operações cirúrgicas das mais diversas, medidas de precisão, cortes precisos de metais, comunicações telefônicas ao longo de fibras ópticas e miras telescópicas”. Odontólogo III
“O efeito danoso da Luz Azul é significativo em idosos, principalmente pela maior concentração da Lipofuscina. Luz azul é dispersada dez vezes mais que luz vermelha” Pesquisador
“E muitos desses inexplicáveis sumiços de aviões, barcos e até helicópteros sequer são detectados ou registrados, uma vez que muitos servem às atividades clandestinas do contrabando e do insidioso tráfico internacional de drogas. Até mesmo expedições governamentais desapareceram sem deixar traços, como, por exemplo, aconteceu em 1958 quando 32 membros do Serviço de Proteção aos Índios simplesmente parece que se evaporam em meio às matas!” Pesquisa Google.

CAPÍTULO XI – AS ATRAÇÕES DE BELÉM

Cansado de tantas andanças Osvandir foi parar em Belém, no Hotel Ferrador, onde repousou.
Na manhã seguinte procurou guia turístico, queria conhecer os principais pontos de atração da cidade.
A agência informou-lhe que as principais atrações eram: Praça da República, Theatro da Paz, Vêr-o-Peso, Igreja e Museu de Arte Sacra de Santo Alexandre.
Do seu apartamento, dava para ver alguns dos pontos indicados, pois o Hotel tinha uma localização privilegiada, bem no coração da cidade.
___ “Uma das grandes atrações de Belém é o complexo do ver-o-peso, feira de produtos amazônicos onde se encontra de tudo. Reformada recentemente a feira está muito mais apresentável e organizada.
Outro destaque do Pará é a exótica culinária. Considerada como a mais autenticamente brasileira, descende diretamente da culinária indígena. É da floresta e dos rios amazônicos que são extraídos seus ingredientes, de onde podemos destacar pratos como: Pato no Tucupi - molho de cor amarela; Maniçoba - uma espécie de feijoada local; Tacacá - caldo bem quente e apimentado servido numa cuia; Pirarucu, Tamuatá e Filhote - deliciosos peixes amazônicos.”
Osvandir ficou encantado com a incrível diversidade de frutas tropicais: Açaí, Cupuaçu, Bacuri, Graviola, Saputi (também conhecido por sapoti), Araçá, Manga diversas, Taperebá, Muruci ( em nossa terra é conhecido como murici), Uxi, etc.__ “O Círio de Nossa Senhora de Nazaré é a maior festa religiosa do país e reúne, no segundo domingo de outubro, uma fantástica multidão de mais de um milhão de pessoas que percorre cerca de seis quilômetros das ruas de Belém em oração à sua Santa Padroeira.
Tanto em Belém como em outras cidades é possível assistir e participar de eventos que mesclam as tradições indígenas, africanas e portuguesas através de ritmos populares, tais como o carimbó, síria, lundu e folguedos de época com o boi bumbá, cordões de pássaros e de bichos.
Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Este parque retrata as principais espécies da fauna e flora da Amazônia, tais como a árvore Sumaumeira, o peixe-boi e o incrível poraquê, um peixe elétrico que pode ferir mortalmente uma pessoa”, concluiu a agente de turismo.
Mas ao meu ver a grande atração deste parque foi a vitória-régia, da qual fiz muitas fotos, disse Osvandir.
Outro ponto interessante foi o Parque da Residência, onde araras soltas fazem a festa dos visitantes.
Osvandir ficou com medo de viajar na Voadeira, uma lancha rápida, que espantava bandos de Jaburus e Maguaris tentavam extrair alimento no pouco de água que ainda restava.
Outros animais interessantes que anotou em seu caderno de campo: macaco guariba, garça, martinho-pescador, cigana e jurutaí.
O Guará é uma ave de porte médio, espécie de garça, típica da região norte de uma cor vermelha muito forte.
Depois destas belezas todas e das visitas aos locais com guias especializados, Osvandir resolveu partir de volta para sua terra.
Pegou passagem de Belém/Brasília, que não poderia deixar de visitar a Kelly e as suas duas gatinhas.
Passou bons momentos em Brasília, mas o calor estava de rachar, como diz os bons mineiros.
Na conexão Brasília/BH, tudo foi mais rápido, chegou em casa ainda de tardezinha.

Fontes de Pesquisas:
www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/exclusivo.htm - 77k -
www.viafanzine.jor.br/op.htm - 36k -
www.dominiosfantasticos.hpg.ig.com.br/id284.htm - 33k
www.infa.com.br/operacao_prato01.html - 74k -
www.fenomeno.matrix.com.br/fenomeno_ufologia_1_ovnis-op-prato.htm - 4k -
www.ceticismoaberto.com/ufologia/ufos_noite.htm - 36k
www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=765 - 28k
Jornais:
www.oliberal.com.br/ - 1k
www.prensaescrita.com/portugues/para.php - 18k
Jornal Popular
Outros Jornais semanais


quinta-feira, 8 de março de 2007

OPERAÇÃO PIRES

OSVANDIR E O CASO VARGINHA

O ETEZÃO

Tudo aconteceu num sábado, num terreno baldio, no Jardim Andere, a dois quilômetros da cidade, aproximadamente às 15h30, em 20 de janeiro de 1996, há exatamente 11 anos, na cidade de VARGINHA.
Três meninas, Liliane, 16 anos; Walquíria, 14 anos e Kátia 22 anos, vinham para cidade e ao aproximarem-se do local, olharam para um lote vago e tiveram a impressão de que viam uma criatura estranha, com três protuberâncias na cabeça, olhos grandes e vermelhos, braços longos e cor marrom.
A pele era viscosa, estava agachado com as mãos entre as pernas.
Não era bicho nem gente, era uma coisa horrível, afirmaram.
"Ele parecia abobado, não fez nenhum barulho", completa Valquíria.
Meia hora depois a mãe de Liliane e Walquíria, D. Luiza, voltou ao local e não encontrou nada, apenas sentiu um cheiro forte da amônia.
Estive me Varginha, por conta própria e fiz as minhas investigações: intrevistei Liliane, Walquíria, Kátia e D. Luiza.
Fiquei sabendo que houve uma grande movimentação de Militares na região e que um casal que trabalha na zona rural viu um estranho objeto nos céus.
E que haviam capturado dois animais, um foi feridoo. O outro foi levado para ESA. Novos acontecimentos indicam que no acidente havia uma terceira criatura.
A criatura ferida pelo soldado fora internada no hospital regional de Varginha na últimas horas da tarde. Este soldado morreu dois dias depois desta captura. No mesmo dia ou na manhã seguinte, a criatura, que como a outra estava ferida, era transferida para o hospital Humanitas de Varginha, situado a 1,5km de distância do outro hospital.
Os ufólogos do Brasil inteiro foram à Varginha para averiguar com exatidão o que tinha acontecido.
Está aí o resumo do mais famoso caso ufológico nosso, “O Roswell Brasileiro”.

MIB E ACOBERTAMENTO
Os homens de preto, ofereceram a D. Luiza, uma "grande soma" em dinheiro para que convencesse suas filhas a mentirem sobre o episódio. Quando a Sra. Silva se negou a fazê-lo, os homens prometeram voltar e foram embora em um Lincoln azul de 1994.

MARCAS DE POUSO UFO
Tais buracos, segundo o escritor JJ Benitez, seriam as marcas do pouso do UFO que teria transportado as criaturas que, conforme defendem os ufólogos brasileiros, foram capturadas pelo Exército em janeiro do ano passado.
O escritor e pesquisador espanhol Juan José Benitez contestou as afirmações dos ufólogos brasileiros quanto a supostas descobertas que teria feito sobre o Caso Varginha. Os ufólogos brasileiros acham que tais buracos são restos de uma cerca que existia no local.

“Uma árvore, desidratada, foi submetida à incrível temperatura de mais de mil graus centígrados. Suas flores foram parcialmente queimadas, mas as folhas nada sofreram. Dezenas de insetos morreram no local, de causa completamente desconhecida: não foram mortos por agrotóxicos, nem inseticidas, e quase dez meses depois das mortes não apresentavam sinais de putrefação,” afirma J.J. Benitez (da série Operação Cavalo de Tróia).
“Sobre o depoimento do piloto de ultraleve, por exemplo, muitos pesquisadores preferiram classificá-lo como inverídico, pela sua semelhança com o “material que retomava a forma”, que tanto marcou o Caso Roswell, passado em julho de 1947, nos Estados Unidos”

CONCLUSÃO
As garotas realmente viram alguma coisa, tanto pode ser um extraterrestre quanto um ciclista, alto, de pele marrom (mulato), com capacete cheio de protuberâncias e óculos vermelho.
O fedor que exalava do local, terreno baldio, pode ser de xixi mesmo.
Tudo indica que Dr. J.J.Benitez escorregou na maionese. Esses buracos são comuns em qualquer pasto brasileiro.
Quanto a “Roswell Brasileiro” uma coisa não tem nada a ver com a outra, história de Roswell é muito diferente e até hoje rende assunto entre os ufólogos do mundo inteiro.
Quando vi esse depoimento do piloto de ultraleve fui logo pensando num filme sobre o assunto, o cara estava mesmo copiando a história...
O resto é lenda urbana...
OBSERVAÇÃO FINAL
Este tipo de ET foge do padrão internacional imposto pelos americanos; era marrom, não cinza ou verde, cabeça com saliência (não chifres), olhos grandes, contra olhos rasgados, tinha boca e nariz normais. Sua pela era viscosa.


FONTE:
http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=181
www.ufogenesis.com.br/casos_famosos/varginha2.htm
paginas.terra.com.br/relacionamento/relacionamentos/cintia/benitezxbrasilufo.htm
http://www.casovarginha.com.br/bira_texto03.htm
www.fenomeno.matrix.com.br/fenomeno_ufologia_1_ets-varginha.htm - 5k -

OSVANDIR VIEIRA NICOLAI, mais conhecido como OVNI, tem 29 anos, Engenheiro em Mecatrônica, curso no MIT, criador do Portal dos OVNIS, estuda assuntos ligados a evolução humana, arqueologia, religiões, Discos Voadores e mais alguma coisa.

terça-feira, 6 de março de 2007

OSVANDIR EM BRASÍLIA

Depois de muitos percalços, erros de senha, blog perdido, textos desaparecidos, estamos oficialmente inaugurando hoje, a página do Osvandir.
Ele esteve em Brasília para um evento ufológico, mas na realidade estava pesquisando o tumultuado (sub)mundo da política brasileira.
Foi ao Congresso Nacional. Conversou com principais líderes dos Partidos. Assuntou com os novatos. Clodovil também apareceu. Encontrou o Paulo Maluf discursando sobre suas obras.
Listou os principais projetos dos sonhadores. Andou pelos principais pontos turísticos de norte a sul das asas do Plano Piloto. Encontrou um porta bandeira muito alto que como obra da Revolução destoou de todo o conjunto.
Visitou a Kelly Lima, nossa "Olhos de Raposa," viu suas duas adoráveis filhinhas.
No decorrer dos capítulos, vou passar a vocês o que o Osvandir encontrou em Brasília.